“…já faz mais de 22 anos que partiste… Estás noutro local, um local para onde foste, um local de sossego, de paz, não é ?… Tenho saudades tuas, pai !… Lembras-te do dia em que nos disseste até breve ?… Lembras-te dos dias em que sempre estiveste a nosso lado, lembras-te de tudo de bom que se passou antes de ires, lembras-te de tudo de mau que se passou antes de ires ?… Recordas o dia em que eu nasci, recordas o dia em que passaste ao estatuto de pai ?… Sei perfeitamente que te recordas e que só por isso te valeu a pena viver; sei que viveste em função dos teus, daqueles que faziam parte da tua própria vida, daqueles que eram a razão da tua existência!… Sei muito bem o quanto sofreste por mim e por todos os teus; sei perfeitamente o quanto lutaste para que nada me faltasse, para que tudo estivesse sempre bem… Lembras-te do dia em que te faltou algo para que eu não sentisse essa falta ?… Lembras-te do dia em que não comeste para que eu tivesse comida ?… Lembras-te do dia em que poupaste nos cigarritos para que eu tivesse dinheiro para o meu tabaco ?… Lembras-te do dia em que tiveste de pedir a um amigo para teres dinheiro para mim ?… Lembras-te do dia, de todos os dias da tua vida em que passaste mal para que em todos os dias da minha vida eu passasse bem ?… Lembras-te ?… Sei que te lembras e sei que sabes que tenho saudades tuas… um beijo para ti, pai!…”
19/03/2009
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“… terminaram as palavras… as letras deixaram de existir… as frases já não podem ser formuladas e a comunicação escrita ou falada findou… o Homem deixou de poder dizer um simples vocábulo e nem um só ditongo se consegue escrever ou articular… mas a sua necessidade de gritar leva-o a inventar novas formas de comunicar… passa a usar o seu corpo para insinuar as sílabas e começar a juntar os elementos que formam a ideia, a imagem ou apenas o sentido… o seu corpo passa a ser a caneta ou a corda vocal… e as mãos tocam ali, acolá ou aqui… movem-se no espaço e sentem que do outro lado existem outras mãos que fazem o mesmo… e todos começam a gesticular… e do gesto, passam ao encontro, ao toque mútuo, ao abraço, ao enlace, à carícia, ao beijo, à ternura, a todo o género de acto que defina um desejo de comunicar, de dizer: estou aqui, estás aí, podemos falar?… então trocam-se os toques e todos se movem no mesmo sentido… no Mundo existe o silêncio mas passou a existir o abraço… algo que o Homem já havia esquecido há muito… e apesar de o riso não ser articulado, existe o sorriso… e apesar do grito se ter silenciado a lágrima pode escorrer pela face e dessa forma se diz o que se passa, o que se sente, o que se deseja, o que se vê e o que se quer que seja entendido… o Homem calou a voz mas não consegue deixar de comunicar… e o seu corpo passa a ser o elemento base dessa acção… e, dessa forma, mesmo não podendo dizer que se ama, pode-se dizer o mesmo num sorriso, num beijo, num toque, num abraço, num desejo… e o Amor, por mais que o Homem possa perder as suas faculdades, jamais morrerá… e Amar, continuará a ser o único caminho!…”
28/02/2009
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“…desenhei meu corpo nas águas profundas do rio que em mim corre e nele me percorri em tons de azul, cor do céu que nunca morre… desenhei minha alma nas ondas do poderoso mar que fora de mim se move e nele a desenhei em tons de branco nobre, leves, mas sóbrios… desenhei meu corpo na minha alma e a mistura se fundiu em tons vermelhos de sangue puro… e minha alma, pária de si própria, desenhou no meu corpo a felicidade de se saber comigo e não mais solitária… desenhei, por fim, no mais profundo de mim, um campo de flores, pleno de todas as cores, exalando todos os perfumes, completamente preenchidas com todas as vossas dores…”
04/02/2009
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…este “novo” blog inclui, atrvés do Sistema de Exportação e Importação de Blogs, todos os posts que existiam no meu outro blogue “lobices-3″…
…assim, este passou a ser o único dedicado à minha continuidade de “Bloguista” desde 19-11-2003 com o “lobices”, depois com o “lobices-2″ e agora com o “lobices – 3 – Fotografia”…
01/02/2009
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Levantou-se com um sobressalto, que a fez erguer a coluna num impulso sôfrego, um nó de desespero atado na garganta. Segurou-a com uma das mãos, como se contivesse a respiração ainda ofegante. A escuridão estava toda emersa numa tonalidade azul, criando uma atmosfera quase irreal no interior do quarto. Uma estranha luminosidade vinha do exterior, e penetrava no quarto pelo espaço entre as velhas cortinas desbotadas. Dirigiu-se à janela como se algo a chamasse. Espreitou por trás do veludo envelhecido do reposteiro e viu um vidro quebrado, estilhaçado no canto inferior esquerdo. Formava um desenho perfeito de uma teia. Tocou-lhe e automaticamente levou o dedo à boca, sugando o sangue do corte que acabara de sofrer. Soltou um breve gemido de dor, frustrado de fúria. Lá fora, a lua erguia-se gigantesca, majestosa, rodeada de uma aura azul intensa, que cobria todas as coisas de improváveis reflexos. Sentiu um incómodo arrepio, como uma fria corrente enferrujada a mover-se no interior da espinha. O espaço à sua volta, de súbito, ganhava novos contornos. Estremeceu perante um breve desacerto do mundo. Julgou ouvir ruídos, um estalar de madeira, ecos de passos atrás de si, o som das sombras a mover-se pelas paredes do quarto. Voltou-se e tremeu. Deu dois passos incertos, esquecida do próprio corpo. O chão estava alagado; os pés descalços enregelados. Ouvia uma torneira aberta, que pingava lentamente. O som adensava-se segundo a segundo, ecoava pela casa toda, cada vez mais próximo, cada vez mais grave, cada vez mais alto, com requintes de tortura. Segurou a cabeça entre as mãos, crispando os dedos entre os cabelos, tapando os ouvidos quase até ao limiar da dor. Enlouquecia. Abriu as portadas e saiu. Correu para a floresta que se estendia, negra e silenciosa, a sul da casa. Não se vestiu. A camisa branca de algodão finíssimo esvoaçava enquanto corria. Um som distante, longínquo, como um uivo, envolvia agora todo o espaço entre as árvores. Tudo à sua volta permanecia assombrosamente azul. Olhava para o céu e os seus olhos cintilavam, fazendo perguntas às estrelas ausentes. Correu a um ritmo alucinante, rasgando a noite escura com a sua deslumbrante figura pálida. Se pudéssemos congelar o momento, encontrar-se-ia a mais bela fotografia do mundo. Era atrás do lobo que corria. Um lobo que conhecia sem nunca ter visto, que a chamava sem nunca ter tocado um fio dos seus cabelos. Sonhara com ele durante seis noites seguidas, um segundo mais cada noite, até que o sonho a puxou para dentro e ela foi ao seu encontro. Correu atrás dele, movida pelo sonho, dominada pela loucura. Corria como se perseguisse a própria vida, e gritava. Gritava o nome do seu amor, como se lhe respondesse. Correu até ficar sem forças, lentamente vergou os joelhos e deixou-se cair no chão húmido. Tinha chovido nas horas anteriores, muito certamente. Cravou as mãos na terra até que esta lhe doesse, negra e perfumada, entre as unhas. Sentiu um frio muito fino percorrer-lhe a parte de trás do pescoço, desde a nuca, descendo até à cintura. Depois um calor imenso a escorrer-lhe pelos braços. Tinha o lobo junto do seu corpo, o seu olhar ferido de medo. Aproximou-se do seu rosto, conseguia sentir-lhe a respiração na face gelada. Mergulhou os dedos finos no pêlo em redor do pescoço, num gesto ambíguo. Como se segurasse, como se repudiasse. Sentia-o roubar-lhe o sopro de vida, ao mesmo tempo que a alimentava de uma inexcedível sensação de eternidade. A escuridão era tão intensa que a noite parecia estender-se sobre todas as coisas, sem limites, insondáveis as suas profundezas. Reinava uma calma inquietante. O seu coração pulsava acelerado dentro do peito, o olhar num fervilhar insustentável de paixão. Olhou à volta, demorando um segundo a reconhecer o espaço do quarto. Um segundo depois, o outro lado do pesadelo: Está um homem ao seu lado. Está frio. O branco dos lençóis tingido de vermelho. Do corpo imóvel e pálido escapa-se um fio rubro e espesso. O olhar preso no infinito. Um último gesto de angústia suspenso na mão. A boca entreaberta, fixo nos lábios um suspiro, com o nome do seu amor.
(prefácio do meu livro “Lobices”)
14/01/2009
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“… como se costuma dizer, durmo como uma pedra… seja a que horas for que me deite, durma as horas que durma, o sono é sempre profundo e (adoro) recheado de sonhos… quanto mais pesados eles forem (os sonhos, tipo pesadelos) mais liberto me sinto quando acordo… por vezes, quando esporadicamente acordo a meio da noite para aliviar a bexiga, retomo o sono de imediato e, muitas vezes o mesmo sonho… tenho imensos sonhos recorrentes, como por exemplo, sonho imenso com pessoas já falecidas nomeadamente o meu pai (tantas vezes presente nos meus sonhos que até julgo que ele está ali mesmo a dar-me instruções para o dia seguinte)… em resumo, gosto imenso de sonhar e nunca acordo cansado como ouço muitas pessoas dizerem que foi uma noite terrível, vira para ali vira para aqui e que sonhos horríveis, etc… não, adoro sonhar e sinto-me bem… acordo, invariavelmente, à mesma hora e levanto-me, quase sempre, também à mesma hora… hoje acordei, como de costume mas senti uma leve pressão na testa… como tenho o medidor da tensão arterial sempre à mão (desde que tive o avc que mantenho um cuidado com a mesma), medi e o aparelho debitou um valor de 178 – 119 com 101 pulsações, ou seja, mais simples: 18/12… um valor destes logo de manhã assustou-me e imaginei que o aparelho estivesse avariado… a meio da manhã pedi um outro aparelho a um vizinho e o valor estava basicamente na mesma: 17/11… decidi e fui até à praia apanhar o ar frio que vinha do norte… almocei e, como de costume, fui fazer a minha sestinha… quando acordei, medi de novo e os valores mantinham níveis elevados: 16/10… levantei-me e rumei ao Posto Médico… cheguei e, por milagre, fui logo atendido no balcão para a inscrição… na sala de espera apenas uma doente à minha frente… não esperei muito e de imediato me encontrei sentado frente a uma médica… exposto o problema e o historial clínico, a mesma entendeu que eu não estava bem com 16/11 ali tiradas por ela e que, portanto, precisava de medicação urgente para a regulação do problema… lá me deu a receita e uma guia de vigilância durante 6 semanas… de regresso a casa, aviei o dito cujo e pronto, aqui estou a escrever o texto que não sabia que iria escrecer mas que serve muito bem para ilustrar apenas um pouco do que foi o meu dia de hoje… a conclusão a tirar é que foi um dia tão simples, tão banal mas só eu sei a razão deste meu mal… (eu e algumas pessoas mais chegadas, claro…)… como vêem, um relato barato para um fim de mês de Março em que tanto durmo como faço…”
31/03/2008
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“… tudo aconteceu num ápice, num momento normal da vida… era cerca do meio dia e meia hora do dia 18 de Abril do ano de 1988 e encontrava-me de pé encostado ao balcão do café do Luís a comer uma tosta mista e a beber uma cerveja… de repente, a minha vista esquerda deixou de ver… tapei o olho direito com a mão e apenas via um cinzento prateado e uma mancha escura para o lado esquerdo… calmamente, continuei a comer, comi mais um bolito e bebi o meu café… saí normalmente, segui para o meu escritório e fui lavar a cara e deitar água para a vista… mas nada aconteceu, tudo se manteve na mesma… a pé, dirigi-me para a Clínica Santo António, ali perto, entrei, segui até ao balcão e com uma calma tremenda disse à funcionária: – Desculpe, estou a perder a visão, estou a sentir-me mal e a entrar em pânico… por favor, vá transmitir isto ao Médico (por acaso, havia Oftalmologia e havia um em serviço àquela hora)… a moça, muito atónita a olhar para mim, lá se levantou da sua cadeira e seguiu em direcção ao gabinete clínico… quando regressou, um minuto depois, disse-me: – venha se faz favor que o senhor doutor atende-o já… depois de agradecer lá segui para a sala de espera… de dentro do gabinete saiu um doente e eu entrei de imediato… contei o que se estava a passar, fui bem examinado e o diagnóstico foi-me dado logo ali: – o senhor acaba de ter um AVC e precisa de ir imediatamente para a Neurologia. Aguarde um momento que eu vou ver se o meu colega está de serviço… ali fiquei a aguardar… a calma aparente obrigou-me a acender um cigarro, o último que fumei, seriam cerca das 15 horas desse dia… quando o oftalmologista regressou levou-me para o gabinete da neurologia onde o especialista me examinou e confirmou o diagnóstico anterior… passou-me um relatório e disse-me para ir ao Delegado de Saúde carimbar o chamado P1 para poder ir fazer de imediato um TAC… assim fiz… no dia seguinte, de manhã, obtido o documento segui para o Porto onde fiz o dito exame… deitei-me na bela marquesa do túnel do terror e surge um enfermeiro de seringa na mão… aí eu disse: – Um momento por favor: o que vai fazer?… ao que ele me explicou ir injectar-me o iodo para contraste e que iria sentir um ardor na cara que desceria pelo peito até às pernas e que desapareceria nos pés… (assim, na verdade, aconteceu) mais descansado, fiquei estático com a cabeça presa por uma fita e disseram-me para não me mover e olhar para uma luzinha vermelhinha que estava por cima da minha testa… e, pronto, ao fim de uns minutos, saí do túnel e mandaram-me esperar para ver o resultado… havia, na verdade, sofrido um pequeno acidente vascular cerebral provocado por arteriosclerose tabágica (durante 27 anos havia fumado 2 maços diários)… mandaram-me embora com a famosa receita da Aspirina 100 e que deveria ser seguido pela especialidade e fazer uns campos visuais de quando em vez… entretanto, a cegueira foi abrandando apesar de ter durado 33 horas… segui os conselhos e, nunca mais fumei… breve, no próximo mês, farei 20 anos sem tabaco… creio que foi uma vitória apesar de a ter conseguido por ter apanhado um dos maiores sustos da minha vida… e aqui acabei de contar a minha odisseia de como parei de fumar…”
01/03/2008
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“…não é branca mas é, na mesma, símbolo de paz num banho de sol…”
18/11/2006
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“… a viagem tem sido agradável mas já vem sendo mui longa… pelo caminho encontrei coisas boas, muitas; poucas coisas más… esta estrada é deliciosa e nela se encontram todos os sentimentos que possam existir no ser humano… nada nela me fez infeliz… tentei sorrir sempre o máximo que pude e me foi possível porque a vida me tem dado também alguns pontapés… não estou ainda cansado nem acabado mas este espaço aqui em que tenho vivido entre vós está a tornar-se apertado e preciso de respirar… este espaço precisa de arejar e deixar um outro espaço que eu possa preencher sem prescrever… só prescrevemos quando a morte nos vem buscar e eu espero bem que ela venha ainda muito longe… por isso, decidi fechar as portas desta “nossa” casa no dia em que ela faz 3 anos: no próximo dia 19… o lobices nasceu no Sapo em 19 do 11 de 2003… quero guardar tudo isto no meu coração… aos poucos me irei despedindo deste ainda enorme pedaço de mim…”
17/11/2006
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“… deixa enroscar-me nos teus braços… coloca tua mão na minha cabeça e enrola os teus dedos nos meus raros cabelos… baixa um pouco a tua fronte e beija a minha boca… deixa enroscar-me no teu colo… sentir a tua maciez e ver de baixo para cima o teu sorriso… ver-te junto a mim e saber-te ali comigo… de tal forma que quando olhas eu sou o teu olhar… de tal forma que quando sorris eu sou os teus lábios… de tal forma que quando me afagas eu sou a tua mão… de tal forma que quando me tocas eu sou o teu corpo… de tal forma que quando me olhas eu sou o teu olhar… deixa pousar o meu cansaço na tua serenidade e sentir a tua paz na minha guerra… baixar as armas e sentir a trégua na tenda que se ergue no deserto da batalha… humedecer as mãos na brisa da água que corre no ribeiro que nos circunda… lavar a cara na frescura do vento que nos embala… sentir que nem tudo é real mas que o sonho nos preenche… sentir que, por vezes, só o desejo chega, só o querer basta, só o pensar nos satisfaz… deixa-me ser não só a realidade mas também o que não somos… deixa-me olhar para dentro de ti e ver-me inteiro… deixa-me tocar-te com o sonho e saber-me parte dele como sei que ele é uma parte do meu eu verdadeiro…”
31/10/2006
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…Cristiana veio a seguir ao Nuno (meu primogénito)
…faz hoje 35 anos que me deu a alegria de ser pai mais uma vez
…longa caminhada esta que nos levou por estradas tão diversas
…sendas percorridas com risos e lágrimas
…metas que não estão escolhidas mas que serão atingidas
…com esperança no peito e um sorriso na alma
…parabéns filhota!
…um beijo muito grande
21/10/2006
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“…e porque o meu neto mais novo faz hoje 5 anitos, aqui fica um voto de muitas felicidades e um beijo grande de muito carinho deste avô (sempre) babado…”
14/10/2006
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“… Corpo… Onde se encontra ele?… Que sabes tu de mim?… Que entendes tu da matéria que forma o meu corpo, o meu eu, o meu ser, o meu aqui? Será que não o é? Será que não há corpo? Claro que sei: a morte não tem importância porque a vida é apenas um sonho, eu sei disso; mas nem assim deixa de ser um factor inquisitivo sobre o que é o meu corpo. É por isso que te pergunto se sabes o que ele é, onde está, o que faz, para que efeito está aqui e para onde vai… é por isso que me interrogo e não encontro respostas. Dizes-me apenas que me sentes e que sou real e eu não entendo porque não me encontro; como podes tu dizer que existo se eu próprio não me conheço?… Como podes tu dizer que sou se eu próprio não estou?… Deliro dentro do meu sonho nesta vida sem encontrar o antídoto para acordar. Espero apenas que, pelo menos, tu sejas real para poderes sonhar comigo também. Espero apenas que sintas o meu toque quando me tocas. Espero apenas que saibas que estou aqui porque tu dizes que eu existo; e, se existo, existo para ti… para mim através de ti… para além do sonho de me saber aqui no colo que me dás, no abraço que me aperta, na carícia que me afaga, no beijo que me sossega, no corpo que me deseja… E, ao acordar a teu lado passo a porta do sonho para o quarto da realidade… E espelha-se em mim, por fim, a tua serenidade…”
06/10/2006
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“… coloco aspas e reticências… um hábito já muito antigo quando quero viajar pelas palavras nem que seja para vos desejar uma boa semana de trabalho… tento, dessa forma, pairar sobre elas na procura das letras que formem palavras… pairo sobre as vogais e as consoantes e demoro-me na procura das frases, das orações, dos pronomes, dos adjectivos, dos verbos e das verbalizações… concebo ainda a existência das vírgulas, dos pontos, de exclamações e por vezes coloco também uma ou outra interrogação… passo ainda pelos advérbios, pelas conjunções, pelos acentos circunflexos, agudos e em algumas vezes os graves… utilizo ainda as palavras que contenham hífen e quase nunca as que possuem tremas… dou uma olhadela pela possível utilização dos números ou dos algarismos, mas raramente… aproximo-me ainda dos galicismos ou de outras proveniências e tento, por ventura, fazer algum sentido com toda esta amálgama de fonemas, ditongos ou quem sabe ainda se também pelas amorfas e pelas átonas… o que quer que elas sejam, elas ficam aqui impressas num exercício renovado de prazer em as escrever e depois as ler… depois desta viagem, pouso a escrita com mais umas reticências e fecho a porta com mais umas aspas…”
02/10/2006
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“… algures, num ponto inacessivel à vista humana, num lugar que não se sabe se existe ou se será como pensamos que possa ser, poderá estar o meu destino, ou a meta de qualquer um de nós… num viajar pelos domínios do sonho eu apenas quis deixar aqui expresso o meu voto de um bom fim de semana para todos vós e que, no mínimo, as estrelas vos possam guiar…”
(photo from Astronomy.com)
28/09/2006
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“… a bolota que se guarda… a fazer lembrar as castanhas assadas… com os votos de uma boa semana para todos vós…”
(foto tirada da net)
25/09/2006
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“… Agacho-me com facilidade porque as calças de ganga assim o permitem; no entanto, os sapatos estão enterrados na areia mole da última chuva que caiu… estendo a mão e sinto-a fria mas de textura admirável… afago-a e sinto os seus minúsculos grãos passearem-se pela minha mão… é uma sensação agradável mas ao mesmo tempo faz cócegas e sinto necessidade de a retirar… mas não: enterro os dedos na areia fina e rodo-os o mais que posso para sentir já não a finíssima camada mas a dureza da mais dura que existe por debaixo… tiro os dedos e a mão traz um punhado de terra, terra granulada pertença das águas do mar… olho-a bem e permito que os dedos da minha mão se abram e os grãos deslizem… o vento sopra de norte um pouco forte e não consigo visionar a queda daqueles minúsculos pedaços do meu mundo, do mundo em que habito e que está sob os meus pés… o vento então, leva-os para bem longe de mim… mas, ao mesmo tempo que os vejo fugir sorrio porque imagino que para além dali onde estou, aqueles pedaços de nada e de tudo levam um pouco de mim para outro lugar… vagueio, pois, ao sabor do vento e sei que uma parte de mim irá viajar para bem longe; aqueles grãos levam as minhas impressões digitais, o meu cheiro, parte da minha pele, parte do meu ser, daquilo que fica aqui e agora e que, ao mesmo tempo, voa para outro lugar… o prazer de me saber, afinal de contas, presente mesmo fora de mim…”
22/09/2006
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“… o mundo anda conturbado em todos os sentidos… procuro palavras para explicar a mim mesmo o que vai na mente e no coração do Homem… não encontro… e a tristeza me invade… olho em frente, espraio o meu olhar e vejo as cores e o sol e os pardais e ouço os sons da vida que me rodeia e inspiro o aroma da terra… toco nas minhas flores e absorvo a sua beleza e a sua inocência… aspiro aprender o que a natureza ainda tem para nos ensinar e que nós teimamos em não aprender… então, pelo menos, tento fixar o momento, eternizar o momento para não me esquecer que a beleza está à nossa frente e que o Homem não a quer ver… uma boa e feliz semana para todos vós…”
18/09/2006
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…e porque hoje gotas de chuva também me lavaram a alma
…e porque hoje também despi meu corpo e me olhei inteiro
…e porque hoje senti a sombra da minha ausência
…e porque hoje sorri à solidão e não fechei a janela
…e porque hoje abri a porta e entrei dentro de mim
…e porque hoje berrei o silêncio e o grito calei
…aqui vim e me quedei sorrindo do choro que ainda não chorei
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(republicação)
15/09/2006
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“… ontem cairam as primeiras gotas de chuva de Setembro… apenas uma espécie de orvalho mais forte… o cheiro a terra molhada entrou por este meu canto adentro… fui inspirar o ar puro desse aroma… olhei as minhas rosas… não resisti… as suas pétalas sorriam para mim e estavam húmidas de prazer… quis eternizar o momento em mais uma das minhas fotos…”
12/09/2006
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No dia em que se comemora mais um aniversário sobre os tristes eventos do ignóbil “nine/eleven”, apeteceu-me postar aqui aquela que considero ser a mais bonita prece, aquela que é conhecida como a oração de S. Francisco de Assis:
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“… Senhor: Faz de mim um instrumento da Tua paz… onde haja ódio, consente que eu semeie amor… perdão onde haja injúria… fé onde haja dúvida… verdade onde haja mentira… esperança onde haja desespero… luz onde haja treva… união onde haja discórdia… alegria onde haja tristeza!… Permite que eu não procure tanto ser consolado quanto consolar… compreendido quanto compreender… amado quanto amar… porque é dando que recebemos… é perdoando que somos perdoados… e é morrendo que nascemos para a eternidade…”
11/09/2006
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“…amo desde o momento que quero amar até ao momento em que decido não amar… para amar é preciso querer amar como quem tem frio e quer calor ou como quem está cansado e quer descansar… tão simples quanto isso: é apenas um acto de exercício de um querer… não amamos por amar ou porque fomos aprender a amar como quem vai aprender uma nova disciplina; só se aprende uma nova ciência desde que se queira aprender; é preciso querer aprender; ninguém é obrigado a amar como ninguém é obrigado a não amar ou até mesmo a odiar… para amarmos é preciso que se queira amar: dizer mesmo – eu quero – e sentirmos que esse é um querer simples e sem artifícios… amar é uma entrega absoluta sem qualquer barreira, mesmo que magoe, que fira, que não seja o que pensávamos que seria… amar é uma dádiva e não um receber o que quer que seja, dando-nos para além de nós próprios mesmo que isso signifique perder alguma coisa… amar pode ser a perda de nós mesmos em prol de alguém que precise mais de mim do que eu próprio preciso e pode significar, portanto, dor, lágrima, choro, tristeza, amargura, infelicidade, desespero, quiçá até mesmo desamor… amar não é sorrir e dizer: Que bom, amo!… amar é dizer eu estou aí em ti e não em mim… amar é olhar para mim e sentir que só faço falta a ti e que me sobro a mim próprio… amar é tão simplesmente isso: querer estar naquele que precisa de mim mesmo que isso queira dizer que me perca, que deixo de ser o que sou ou o que gostaria de ser, mesmo que signifique a dor e a perda que tanto abomino e não desejo… para amar basta apenas querer amar… e a lágrima escorre pela minha face e a dor é forte mas, eu quero amar!…”
08/09/2006
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“…Porque te sentas de pernas cruzadas sobre a nudez do teu silêncio? Para te ouvires desejando não ouvir o que não és capaz de pensar? Porque te sentas de costas voltadas à treva se da treva vem a luz que te cega? Para não olhares, para não veres o que sempre desejaste ver? Porque me dizes que sim quando do teu peito sai um gritante não? Para não teres de balbuciar um talvez? Porque pensas que pensas o que não pensas? Para pensares no que eu penso que tu pensas? Não, o melhor é mesmo não pensares. Porque sentes que a vida te foge por entre os dedos se as tuas mãos estão presas e cheias de dúvidas? Porque desejas libertação se o que intimamente queres é estar quieto na bonomia do turbilhão? Porque calas o teu grito se do fundo da tua mansarda revelas a negrura da alma que te compõe o sentir? Porque não mentes se é tão doce mentir? Porque não calcas a doçura do mel? Porque não espezinhas a palavra calada? Porque não escreves o nada que temos para dizer? Que te disse eu que tu já não soubesses? Aprendeste algo mais para além daquilo que já não sabias? Que sabes tu da ignorância que te cerca se a certeza de saber é apenas uma incógnita que nos abala a consciência de nada sabermos, ou apenas de sabermos que nada sabemos? Para que viemos aqui? Para que é que estamos aqui? Para dizermos tudo quando apenas dizemos nada?…”
(republicação)
04/09/2006
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“… eu sei, eu sei que são venenosos e não dão para se fazer deles uma iguaria mas nem por isso deixam de ser belos e com os quais qualquer um, uma bela pintura, por exemplo, faria… mas fica apenas a sua textura e colorido para vos desejar a todos um fim de semana bem vivido…”
01/09/2006
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“… havia apenas um silêncio todo ele verde formado por árvores frondosas, um cheiro a erva, a pinheiro, a eucalipto e o marulhar de um riacho com o bater compassado da água nas pedras soltas do seu leito… o silêncio também tinha asas; eram os pássaros que não distingo as espécies, um milhafre e quem sabe talvez uma águia… era um silêncio que também possuia a qualidade de ser tocado, bastava para isso, abrir os braços e inspirar fundo a plenos pulmões e sentir o seu abraço dentro do corpo beijando a alma… era um silêncio feliz porque me fazia sorrir e cerrar os olhos para o ouvir… um silêncio que também se via mesmo sem o olhar… o silêncio puro, alvo, cristalino, todo ele formado de muitas coisas que o tornavam único… tê-lo ali comigo era uma espécie de bênção e senti-lo ainda me provocava mais prazer… deixei-me ficar, ali nele deitado a usufruir a sua existência… de olhos fechados sabia-me fazer parte dele… senti-o penetrar-me devagar com suavidade e deixei-me embalar numa canção sem acordes mas que me deixavam perceber o porquê de tudo… ali, uma só molécula e eu fazia parte dela… um só mundo… um só ser… o sagrado estatuto de viver…”
28/08/2006
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“… hoje está um dia mais fresco mas ainda cheio de sol e esta noite foi de lua nova… não tenho luas nem sóis para vos dar, nem novas nem velhas, nem cheias nem brilhantes… tenho apenas palavras a tudo isso semelhantes porque encerram o voto sincero de um bom fim de semana para todos vós…”
25/08/2006
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“… havia uma necessidade enorme de estar lá… não era somente desejo, era mesmo imperativo, quase mais que obrigatório… mas sentia que as pernas não se moviam e os braços estavam caídos numa postura de desalento… deixei-me ficar assim ainda mais um momento… tentei, então, mais uma vez, caminhar naquela direcção e fiz um esforço enorme para conseguir mover um pé… sabia que nem era necessário ter fé, bastava mover o pé… senti que uma fina dor me percorria a coluna mas nem por isso deixei de tentar… era preciso ir, era preciso caminhar… no fim do caminho estava apenas a meta a atingir mesmo sem saber qual ela era; no entanto, era certo saber que estava no fim da estrada, no meio do arvoredo… olhei em frente, sem frio, sem aquele frio do medo… havia apenas uns braços abertos e um sorriso na face; e uns olhos brilhando… ouvia um som repetido, uma batida ritmada… esse som chamava-me, clamava por algo que eu não sabia ser o que era… num tremendo e último esforço a minha perna avançou e senti que a coluna se fixou… houve uma espécie de tontura mas o esforço valeu a força precisa para fazer avançar o outro pé… nesse momento senti-me cair mas não cheguei a tocar o chão… uns braços fortes enlaçaram-me e elevaram-me no ar… só muitos anos mais tarde vim a saber que aquele tinha sido o meu primeiro passo…”
21/08/2006
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apenas uma variedade que não conheço, uma das muitas que existem no meu quintal, com a finalidade de desejar um bom fim de semana a todos em geral
18/08/2006
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“… procuro em todos os poros do meu corpo a tua presença… vasculho a penugem que me cobre na busca de um traço teu, de uma marca deixada na selva do meu corpo… uso a mente na concentração do pensamento de todos os momentos vividos para os reencontrar em mim… uso a imaginação e penetro nas minhas artérias, nos meus músculos, nos meus tendões; tento ver as marcas que a tua estadia em mim deixou… minuciosamente, uso todos os meus sentidos: olho-me completo, milímetro a milímetro, cheiro-me, saboreio a minha pele e ouço o bater do meu coração, toco-me, acaricio-me… e vejo-te em mim, e sinto o teu cheiro a pétalas… o meu palato sente o sabor doce dos teus lábios, do teu beijo, do teu sal… ouço o sussuro das tuas palavras nos meus ouvidos e abandono-me aos teus devaneios… são pequenos nadas do meu dia a dia na procura de ti sempre presente em mim… são pequenos nadas da minha vivência enquanto tento olvidar os pequenos nadas da nossa ausência… olho-me sempre e vejo-te… e a tua presença é constante mesmo quando não estou a teu lado, mesmo quando não somos um só e nos fundimos de tal forma que tudo o que és fica indelevelmente gravado em mim…”
14/08/2006
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“… há um desejo enorme de preencher este espaço que aqui se encontra à minha frente… uma vontade quase sem freio pois não encontro nada que me impeça de o fazer, de preencher este espaço… porém, é preciso encontrar as letras e com estas formar as palavras, palavras que possam dar um sentido à concretização desse mesmo desejo… não olho à minha volta pois o espaço que me rodeia é já demasiado conhecido; conheço todos os cantos como também conheço o espaço que tenho à frente dos meus olhos… baixando um pouco o olhar, vejo (engraçado) quatro dedos: o indicador da mão direita e o polegar da esquerda ao lado dos seus colegas o indicador e o médio; é este que bate nas teclas com a companhia agressiva do indicador direito; os outros encontram-se encolhidos e nada fazem para encurtar esta tarefa; nem sequer se espreguiçam nem tentam obstar as dificuldades do hábito de longos anos de “teclagem”… escrevo sempre e apenas com 2 dedos… é deles que me saem as palavras de dentro de mim… foi com eles que, mais uma vez, preenchi este terrível espaço que estava aqui à minha frente… agora tem letras que formam um pequeno texto que mais não serve do que vir aqui deixar-vos a minha amizade, a minha presença e desejar a todos vós o melhor, no que quer que seja o vosso desejo… e que a luz, a paz e a harmonia vos preencha como estas letras preencheram este espaço que estava em branco… e, um bom fim de semana…”
10/08/2006
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“… queria descrever o meu tempo… mas não posso ou não sei ou não consigo mas sei, isso não nego, que o trouxe comigo… comigo veio o sorriso e o sabor de tudo… veio o abraço, o beijo, o toque, o enlace, a fusão, o auge, a doce e terna sensação… comigo veio o tempo dividido em pequenos nadas, nas gargalhadas, nos olhares, nos ditos e nos sussurros… comigo veio o espaço preenchido dos pequenos nadas que formam o todo… comigo veio o olhar, o cheiro, o sabor, o sentir, o tocar; trouxe tudo comigo; nada lá deixei ficar… fica de reserva neste espaço de tempo que medeia entre os tempos de se estar, de se ser, de se deixar de sermos para se ser apenas o par… fica comigo, a meu lado ou ao meu redor ou dentro de mim… tanto faz… é tão leve e tão serena a suave sensação de paz…”
07/08/2006
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“… existe uma forma natural de estar na vida: é vivê-la, vicenciar momento a momento o que nos é concedido partilhar com o Universo e este connosco… porém, nem sempre é fácil e a vida não é tanto aquilo que desejaríamos que fosse e, por vezes, desperta o desespero, a inquietação, a ambiguidade, a incerteza, a negativa forma de se viver a vida… mas talvez esta forma negativa seja o contraponto da positiva forma de se estar nela; talvez só assim se consiga viver, ou seja, num equilíbrio de formas, de estilos, de forças e de quedas, de dores, de angústias… a vida é um conjunto enorme de imensas coisas que não conseguimos ter ou sentir na sua totalidade; uns têm uma forma de vida, outros têm outra forma; somos diferentes ainda que iguais ou somos idênticos ainda que diferentes… e, às vezes, também eu próprio tenho as minhas alegrias e em termos de equilíbrio tenho, por vezes, as minhas tristezas… talvez a vida seja mesmo isso e sabermos, quando estamos alegres, que a tristeza também existe e que quando estamos tristes sabermos sorrir porque temos a consciência que a alegria também é um facto… vivemos, assim, numa balança instável de emoções, a tal forma binária dos dias “zero” e dos dias “um” fazendo de nós um pouco a forma como trabalham os computadores… talvez sejamos também um deles com algo mais cá dentro: uma Alma, um Espírito, um Coração, um Amor, um Desejo, uma Sensação de sermos o que somos e que podemos ser felizes mesmo quando estamos infelizes; que podemos sorrir mesmo quando se chora… faz bem e é preciso gritar às vezes… não pensem que tudo são rosas: elas são belas porque têm espinhos. A vida é bela porque existem gargalhadas e lágrimas, porque existe o doce e o amargo, porque existe o poder para mudarmos sempre que quisermos e fazermos de um dia “zero” a rampa de lançamento para um dia “um”… hoje, vesti o meu fato espacial e estou na rampa de lançamento… a contagem decrescente continua e a mudança está ali à minha espera, num abraço, num beijo quente, num doce sabor a tudo, no “um” completo que me faz feliz… também vos desejo a todos esse dia um…”
04/08/2006
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“… regresso da fuga às palavras… retorno às mesmas num ramo mágico de 7 petites roses que o meu quintal me brinda neste reaparecer de imagens e de letras numa tão ansiada vinda…”
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(Curiosidade: o tamanho real de cada uma destas rosinhas é de 12 milimetros)
30/07/2006
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“… não tenho férias mas sinto necessidade delas… acho que devo também partir à procura de um descanso das palavras e ficar-me no vazio delas durante uns dias… sentir-me liberto dos laços que me prendem a elas e voar em direcção ao nada que preciso me rodeie… a floresta de que falei há dias tem ali uma clareira e vou aproveitar… vou caminhar em frente num percurso sem palavras escritas nem lidas… vou apenas descansar um pouco, fugir para dentro de mim; eu também preciso de mim, de vez em quando sinto necessidade de me encontrar dentro do que sou e deixar de ser o que não posso vivenciar… espreito para todos os lados e sinto que este é o momento certo para parar… descansar um pouco de tão cansado que ando de não ter cansaço… não ter férias cansa quando estar em férias é a nossa constante… avanço então em frente na procura de paz apesar de saber que a falta, que vou sentir das palavras, não me satisfaz…”
21/07/2006
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“… nada me consegue dizer como será o dia de amanhã… apenas posso julgar o de ontem ou, levianamente por extemporâneo, o de hoje… nada me diz se amanhã olharei da mesma forma que olhei ontem, se amanhã direi o que disse ainda há poucos minutos, se amanhã farei o que ontem foi um facto, um ser, um sentir, um estar… amanhã, será um ontem para depois de amanhã; depois desse amanhã eu saberei dizer mas agora não… agora, aqui e em mim, apenas o que vivi, o que sei que foi, o que senti, o que vivenciei num misto de temor e destemor, num misto de leveza e peso de se ser o que se é e o que se transmite ao outro… agora, aqui e em mim, apenas o fragor da essência que me transmites e que trago comigo e que guardo em mim, apenas o saber que o foi, apenas o saber que fomos, apenas saber o que se sentiu… nada me consegue dizer como será o dia de amanhã mas é tão bom saber como foi o de ontem e o quanto de bom ele foi e o que nos deu…”
17/07/2006
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“… para a minha doce rosa doce a seda pura da ternura… para todos vós, os votos sinceros e amigos de um óptimo fim de semana cheio de amor, doçura, alegria e um sorriso de paz…”
14/07/2006
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“… num determinado dia da minha vida (não o sei localizar nem no tempo nem no espaço) encontrei um mundo novo à minha frente: era o mundo das palavras!… Uma espécie de mar revolto ou melhor ainda, uma floresta densa, muito espessa, com imensas árvores e cada uma com imensos ramos que se ramificavam uns nos outros… olhei a floresta de frente mas não encontrei uma vereda para nela entrar… os caminhos, em sucalcos, eram imensos e tortuosos… aventurei-me por um deles e comecei a penetrar o mundo das palavras, o mundo daquela nova floresta ali à minha frente e que me começou a cercar por todos os lados… o caminho foi longo e muito árduo mas ao mesmo tempo, sempre que acabava de percorrer uma vereda, sentava-me a descansar e sentia-me (como ainda me sinto) feliz… feliz por ter percorrido mais uma etapa… mas a floresta não tem fim nem lhe diviso a tal luz ao fundo do túnel porque ela, esta floresta, não tem fim, não tem o descanso do guerreiro… é uma vereda imensa a percorrer todos os dias das nossas vidas e na qual adoro estar… ao longo do tempo aprendi a amar estas árvores, estes ramos e estas ramificações… acho que já faço parte do arvoredo mesmo sem tentar subir à copa das árvores… bastam-me os ramos e a sua sombra frondosa para descansar este amor imenso que sinto pela palavra, pelo verde que ela encerra, pelo odor que nos penetra e pelo toque que ela se permite a si mesma ser tocada… amo-as porque por mais ténues que elas sejam ou difusas nos raios de luz que penetram a floresta, elas nascem de mim para todos vós…”
10/07/2006
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“…já tenho a minha neta diplomada e de cartola!… Mesmo sendo o diploma da quarta classe, é na mesma um diploma!… Muitos beijinhos daqui do avô para ela e para todos vós os votos de um óptimo fim de semana…”
07/07/2006
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“… há festa na minha terra e a Igreja está florida…”
02/07/2006
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“… os meus votos de um óptimo fim de semana para todos vós…”
30/06/2006
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“… o tempo passa demasiadamente depressa… quando damos pelo facto, seja ele qual for, o tempo esvaiu-se e quase não o vimos passar… quando não o vemos passar porque ele foi usado em positiva vivência, é óptimo recordar esses momentos que não vimos passar porque o tempo estava a ser ganho por algo bom que recordaremos com prazer… porém o tempo voa e quando damos por ele, ele já passou e já são horas de dizer um novo adeus, um até breve, um até depois… fica o sabor de tudo o que se viveu… fica a saudade desses momentos… fica a ânsia de que eles voltem depressa mais uma vez… e quando o tempo de viver esses doces momentos acaba, fica em nós a presença do outro, o cheiro, o sabor, o tacto, o som e a imagem que fixamos com ternura para, no mínimo, a levarmos dentro de nós… até ao próximo encontro… no entretanto, fica o aceno, o olhar para trás, o dizer aquele adeus com a mão estendida e o rosto, apesar de tudo, sereno e com um sorriso nos lábios… o acenar até que a esquina surge e o passo continua calmo no percorrer daquela rua…”
26/06/2006
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“… para os Tripeiros uma Noite de S. João em grande e para todos os outros que não a gozarem, um bom fim de semana com muito sol e amor…”
23/06/2006
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“… ninguém se levanta estando em pé… só se levanta quem cai… da mesma forma é o nosso evoluir, é com constantes quedas e consequentes levantares que vamos crescendo… ninguém nasce ensinado e temos necessidade de aprender… aprendemos cometendo erros e rectificando-os ou eliminando-os… não os devemos manter cativos dentro de nós mas não os devemos desprezar… devemos olhar para eles como fazendo parte de nós mesmos, do nosso tipo de evolução… no amor, também crescemos ao cair e ao levantarmo-nos; também vamos aprendendo a amar com o desamor, com o riso e com a lágrima, com o sol e com a lua, com a chuva, com o vento e as estrelas… com a desilusão e mesmo com a ilusão… com o sorriso, o senso e o disparate… mas é dentro de cada um de nós que o amor cresce nas constantes quedas que damos… então, ele floresce por si mesmo se lhe dermos atenção e valor… aprender que amar não é somente estar bem, também é dor… ser feliz é apenas desejar sê-lo e senti-lo no mais pequeno detalhe de cada momento das nossas vidas… ser feliz é estar feliz, é querer ser feliz da mesma forma que para amar é preciso querer amar… ninguém ama se não quiser amar… é nesse querer, nesse desejo de o ser, nesse querer sentir que, passo a passo, queda a queda, vamos evoluindo… um dia chegaremos lá e esse lá é apenas o concretizar da nossa vontade e nada mais… sou feliz porque quero ser e amo porque quero amar…”
19/06/2006
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“… Existe uma enorme dificuldade em se pronunciar a palavra “Amo-te”… na verdade, a qualquer um de nós, dizer à pessoa de quem gostamos que a amamos é um verdadeiro desafio… e, muitas vezes, engole-se em seco e não conseguimos dizer e ficamos com uma vontade enorme de bater em nós mesmos por não sermos capazes de fazer uma coisa tão simples como dizer uma palavra tão serena… no entanto, é o nosso subconsciente que tem “medo” de a pronunciar porque ela encerra uma enorme carga de sentimentos e de responsabilidade… há, no entanto, quem a use de tal forma simples que a torna tão usual e normal pela leviandade com que a pronuncia… quando se diz a alguém: “Amo-te”, não estamos a dizer: “Gosto de ti”… existe uma enorme diferença, eu diria mesmo um abismo entre as duas formas… gostar é demasiado fácil e muito egoísta, porque quem gosta de algo é porque esse algo a satisfaz… amar não é tirar satisfação do outro, amar é entrega, é dádiva, é querer que o outro tire de nós… quando souberes que és capaz de dar a vida por alguém, por exemplo, podes dizer com propriedade que amas esse alguém por quem estás disposto a dar a vida se preciso for… quando estiveres convicto que amar é dares-te e não obteres, então podes dizer ao outro: “Amo-te”… não pronuncies nunca a palavra que te compromete, que te “obriga” a um compromisso para com o outro, mesmo que seja por pouco tempo… amar é tão-somente e apenas uma entrega absoluta e total de alguém a outro alguém… se não estiveres certo de que estás pronto para essa entrega então mais vale não dizeres que amas porque, na verdade, não amas, apenas gostas… é, portanto, preferível abafar a palavra do que a dizer levianamente… daí que, ouvir alguém dizer-nos: “Amo-te” é ficar com a certeza de que somos “donos” de quem o afirma… é ficar com a certeza de que, na verdade, podemos “tirar” tudo dessa pessoa porque ficamos a saber que ela se nos dá inteira, de corpo, alma e coração… mais vale não dizer que amas alguém se para ti essa forma de amar não for sinónimo de dádiva… e não tenhas vergonha de não seres capaz de amar porque amar é um estado de alma e não um estado físico… para amares, precisas de te amar a ti primeiro… quando conseguires amar-te a ti mesmo, então saberás que estás apto a amar o outro…”
16/06/2006
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“… localizar no tempo, no tempo passado até ao momento actual, qual foi ou qual é aquele que nos marcou ou nos marca, qual foi o melhor ou o pior momento, etc., é um exercício que nos leva a lembrar uns e a esquecer outros… por vezes, esses outros que esquecemos sejam ou tenham sido os mais importantes mas ficaram escondidos nos cantos escusos da nossa memória ou até mesmo sejam tão importantes que ficaram arquivados num ficheiro com acesso apenas com palavra chave, como que como uma password… talvez momentos bons sejam mais difíceis de lembrar e, como saudosistas e fatalistas que somos, nos lembremos apenas dos piores… sempre pensei nesse tema e há apenas uma conclusão a tirar: de nada nos serve viver do passado mesmo lembrando os bons momentos… o que interessa aqui e agora é o facto de estarmos vivos, de estarmos a viver o momento que usufruimos agora mesmo, sentir que este é que é o mais importante de todos porque é o único que nos diz concretamente que estamos vivos… sorrir à vida por esse tão simples facto: o de estar vivo!…”
12/06/2006
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“… por incrível que pareça, hoje chove aqui no meu quintal; umas pingas grossas de algumas nuvens carregadas mas que chuva de gotas tão saborosas… e há aquele cheiro tão belo da terra molhada… talvez adivinhem um bom fim de semana que é o que venho desejar a todos… sejam felizes e sorriam…”
09/06/2006
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“… e o amor não se esgota nos momentos em que os amantes se encontram… o amor perdura para além deles, dos momentos e dos próprios amantes… o amor fica em cada um como uma marca no tempo que vai para lá do tempo em que foi… o amor vai com cada um e reaje ao menor sinal de memória… reactiva-se a si próprio quando já lá não está, naquele momento em que se ama… eleva-se para além da sua meta e tenta chegar ao momento seguinte, momento esse que não se sabe se vai existir mas que se deseja e do qual se sabe apenas que será um novo momento… o amor não se esgota no momento em que os corpos se esgotam e descansam… o amor vai além desse esvair porque se não for nunca será amor… o amor não se esgota no peito de cada um porque continua na memória de ambos… o amor é isso, é saber que não foi só e apenas aquele momento… o amor prolonga-se a si próprio para além de si mesmo e daqueles que o vivem… o amor está para lá do próprio amor…”
05/06/2006
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“…sejam livres e gozem um bom fim de semana…”
02/06/2006
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…Nuno, é o meu primogénito
…faz hoje 36 anos que me deu a alegria de passar a ser pai
…longa caminhada esta que nos levou por estradas tão diversas
…sendas percorridas com risos e lágrimas
…metas que não estão escolhidas mas que serão atingidas
…com esperança no peito e um sorriso na alma
…parabéns, meu filho
…um beijo grande
31/05/2006
Publicado por quimnogueira |
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“… Entro no espaço que ocupo dentro de mim mesmo e tento perceber o que me rodeia para além dele… mas ao entrar dentro de mim fico perdido num labirinto de quereres e de indecisões, uma espécie de querer e de não querer e sinto que esse espaço que ocupo me dilacera a alma ou o que quer que lhe chamem… assim, ao olhar para todo o restante espaço, aquele que me rodeia, eu sinto que mais não sou do que um simples elemento de um todo que somos e do qual faço parte… entendo-me, então, como um facto e não como um desejo, um acto e não um acaso, um ser e não um abstracto… e tudo à minha volta faz sentido porque todo o resto não é mais do que eu mesmo extravazado para além de mim abarcando tudo o que tu és, tudo o que sou, tudo o que somos… e sinto, dessa forma, que o amor que existe entre nós não é um factor isolado mas um acto perfeito do que somos num só ser fundidos no acto de amar… e deixo-me ficar aí; e deixo-me ficar dentro de mim sabendo-me em ti ou deixo-me ficar em ti sabendo-me em mim e nesse mistério tão simples fica o Par, finalidade última do Amor…”
29/05/2006
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“… é a primeira rosa vermelha que coloco no meu blogue… ofereço-a à minha doce rosa doce e para todos vós vai o meu voto de um bom fim de semana…”
26/05/2006
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“… passeio pelas ruas da minha cidade… um cheiro intenso a vida, um odor repleto de vivências, aquilo a que chamo de experiências, de seres contidos em si mesmos e de seres virados para o para lá de si… pessoas que passam e pessoas que estão… vivem e não sabem que vivem porque apenas são… mas olho e vejo ao meu redor essa vida que não se vê e que não sai nos noticiários dos jornais televisivos nem nas parangonas dos tablóides… cheiro o perfume da urina nas esquinas e o sabor do odor do peixe frito nas varandas… o exalado pólen que vem das faias e das margaridas… o zunir das abelhas… vejo aquela mãe naquela varanda de peito de fora a amamentar o seu filho… vejo aquele miúdo traquina descendo a rampa no seu triciclo… os trilhos do eléctrico apanham um tacão desprevenido… e o senhor João da Camisaria Moderna, à porta, a todos que passam, dirige o seu cumprimentar sorridente… e ali vai a varina de cabaz à cabeça apregoando o carapau e a sardinha… no café do senhor José, o Soares está sentado a tomar a sua meia de leite com uma meia torrada e ao lado a senhora Miquelina assoa o nariz ao avental enquanto espera pela filha que foi ao hospital com o neto que havia rachado a cabeça a jogar a bola ali para os lados dos Guindáis… a vida percorre-me as veias como eu percorro a vida pela minha cidade… o Austin do senhor Carvalho acabou de passar e o fumo do escape aquece o chão que piso… a minha cidade tem vida e ninguém dá notícias dela… a vida não é notícia; esta apropria-se da morte que lhe dá valor e a desgraça vende; a guerra faz subir as audiências e o terror instala-se e provoca frenesim e a adrenalina sobe na pesquisa de mais um caso escabroso para contar… a minha cidade não tem notícias para dar… a minha cidade está viva e não vem nos jornais nem aparece nas televisões… e a minha cidade não tem nome nem vem no mapa dos homens; está apenas no meu coração…”
22/05/2006
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“… apenas um olhar por todo o tempo que passa, a lembrar os momentos sentidos, nos toques, nos olhares e um desejar a todos de um feliz fim de semana…”
19/05/2006
Publicado por quimnogueira |
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“… esses momentos existem… mesmo que sejam mui pequenos ou até mesmo, por vezes, efémeros, eles existem… e nós passamos por eles ou, se quiserem, eles passam pelas nossas vidas… mas, prefiro pensar que somos nós que os vivemos duma forma intensa, ou não, mas somos nós que os sentimos… depois, bem, depois fica o sabor de os termos vivenciado, de os termos saboreado e sabermos que jamais sairão da nossa vida porque foram nossos… ao terem sido nossos passaram a fazer parte de nós e vamos recordar esses momentos para todo o sempre… são momentos bons os que gosto de guardar dentro de mim; tento esquecer os momentos maus e sentir que apenas os bons foram reais… felizmente, tenho imensos momentos desses, desses momentos doces que ficam na minha memória e dentro do meu coração e ainda a vibrarem no meu corpo…”
15/05/2006
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“… não resisti a postar mais uma foto de mais uma das minhas rosas… que este botão de cetim vos leve o meu desejo de um bom fim de semana…”
12/05/2006
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“…com o voto de uma boa semana para todos…”
08/05/2006
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“… durante 3 dias o teu corpo se contraiu com as dores de parto e a criança que trazias no ventre não queria sair… durante 3 dias o teu corpo se contorceu de dores e eu, impávido e sereno, dentro da tua bolsa amniótica, alheado do mundo que te rodeava, aguardava talvez que o meu mundo não explodisse e a minha vida fosse ali, onde estava… ao terceiro dia de dor, no dia 8 de Dezembro, fui obrigado a sair de dentro de ti… tiraram-me à força e eu pude ver a luz do dia e tu pudeste descansar… nasci no dia da Imaculada Conceição, a concepção por natureza, o dia em que se celebrava o dia das mães… ainda hoje, para ti e para mim, 60 anos passados, esse é o teu dia, o dia em que, pela única vez foste mãe… o meu nascimento forçado provocou a tua impossibilidade de gerar mais filhos e jamais pude ter irmãos… trataste de mim, sempre… hoje, sou eu que trato de ti… porque mereces e porque ainda és a minha mãe…”
07/05/2006
Publicado por quimnogueira |
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…Em primeiro lugar quero agradecer os amáveis comentários face à situação doentia deste meu portátil de trazer por casa…
…depois, informar que, felizmente e após aturada investigação técnica, não foi detectada qualquer anomalia grave no estado de saúde deste paciente pois o mal estava apenas num dos seus apêndices que teve de ser substituido (sem anestesia, coitado…), pelo que lhe foi conferida a respectiva alta…
…por outro lado, também me posso dar por satisfeito (e contrariando ali o presságio da amiga Pamina) já que o custo da intervenção foi muito leve… nestes termos, apraz-me sentir o prazer de estar, de novo, no meio de vós…
…e, para postar algo que fosse além da boa nova, lembrei-me da tão saudosa frase (30 anos atrás tantas vezes dita – os mais novos não sabem isso) que se dizia no posto de abastecimento de combustível:- Ponha 99 super se faz favor!… e no fim entregava-se aquela nota azulada de 100 escudos (o escudo a mais era a gorjeta) ao funcionário!… E lá se ficava mais ou menos com 14 litros de gasolina para o fim de semana, pelo preço de um café nos tempos actuais!…
…isto vem a propósito da notícia que (mais uma vez) ouvi no telejornal sobre o constante aumento do preço da gasolina… hoje, para se meterem esses mesmos 14 litros, seria necessário inventar uma nova frase:- Ponha 3.990 se faz favor!…
…e por falar em fim de semana, eis que um novo se aproxima; por isso e desde já, o meu voto de bom descanso mesmo pensando que jamais será possível pedir que me metam 5o cêntimos de gasolina no depósito!…
05/05/2006
Publicado por quimnogueira |
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“…as coisas acontecem quando menos se espera; no passado Sábado, uma brusca queda de tensão na energia deu cabo do meu portátil (deu cabo, espero bem que não pois ele ainda se encontra na unidade de cuidados intensivos de uma firma de especialistas; espero por notícias positivas quanto ao seu rápido restabelecimento)… enquanto isso, não resisti às saudades e cá vim eu a um ciber café dar às teclas para vos “ouler” e deixar-vos este recado… ainda que por razões alheias à minha vontade, peço-vos desculpa pela minha ausência forçada… espero que seja rápida a solução… até lá o meu abraço e o meu beijo a todos vós…”
02/05/2006
Publicado por quimnogueira |
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Um óptimo fim de semana para todos e com todas as cores
28/04/2006
Publicado por quimnogueira |
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Lembrar onde tudo aconteceu numa perspectiva das traseiras do Carmo
25/04/2006
Publicado por quimnogueira |
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“… com esta bela imagem vos desejo um belo fim de semana…”
21/04/2006
Publicado por quimnogueira |
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“…faz hoje 20 anos que partiste… Estás noutro local, um local para onde foste, um local de sossego, de paz, não é ?… Tenho saudades tuas, pai !… Lembras-te do dia em que nos disseste até breve ?… Lembras-te dos dias em que sempre estiveste a nosso lado, lembras-te de tudo de bom que se passou antes de ires, lembras-te de tudo de mau que se passou antes de ires ?… Recordas o dia em que eu nasci, recordas o dia em que passaste ao estatuto de pai ?… Sei perfeitamente que te recordas e que só por isso te valeu a pena viver; sei que viveste em função dos teus, daqueles que faziam parte da tua própria vida, daqueles que eram a razão da tua existência!… Sei muito bem o quanto sofreste por mim e por todos os teus; sei perfeitamente o quanto lutaste para que nada me faltasse, para que tudo estivesse sempre bem… Lembras-te do dia em que te faltou algo para que eu não sentisse essa falta ?… Lembras-te do dia em que não comeste para que eu tivesse comida ?… Lembras-te do dia em que poupaste nos cigarritos para que eu tivesse dinheiro para o meu tabaco ?… Lembras-te do dia em que tiveste de pedir a um amigo para teres dinheiro para mim ?… Lembras-te do dia, de todos os dias da tua vida em que passaste mal para que em todos os dias da minha vida eu passasse bem ?… Lembras-te ?… Sei que te lembras e sei que sabes que tenho saudades tuas… um beijo para ti, pai!…”
20/04/2006
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“… queria dizer-te, doce rosa doce, palavras que nunca dantes tivessem sido ditas, ou quanto mais não fosse, escritas… queria dizer-te tudo o que queria poder dizer, gritar, falar, dizer ou escrever palavras e torná-las vivas… queria poder mas, por não saber ou não conseguir, deixo-te aqui no meu sorrir, o desejo de te dar um beijo com ternura e todo o carinho… queria poder tocar em ti e deixar, no todo que tu és, este sabor a tanto amar…”
(photo from: Corbis. Inc)
15/04/2006
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“… em vez do sofrimento e da morte, celebrem a alegria da vida; são estes os meus votos de uma Páscoa Feliz para todos vós…”
13/04/2006
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“… na verdade, esta moldura é a minha prisão… de tão perfeitos traços me retrataste que me sinto afogada neles como se eles fossem a minha própria alma, o cerne do amor que nos inundava enquanto a vida me era dada para viver… lembras-te, meu amor, de todas aquelas cartas que te escrevi enquanto presa dentro de outras grades, linhas estreitas que me afastavam de ti ou que te afastaram de mim… nunca soube o porquê e essa dúvida, que ainda hoje, aqui de cima mantenho, será a minha companhia na eternidade… é ela também que me concede a possibilidade de te ver aí olhando-me aqui nesta parede nua, dentro de mim mesma vazia e tão prenhe de linhas com que me vestiste naquela manhã na cozinha no banco sentada, rindo-me da tua certeza… meu amor, a paz que me preenche não retira a dor que mantive e que comigo trouxe; a paz que me preenche é uma paz por amor a ti mas a dor essa jamais sairá de mim; é um pouco como eu nestes riscos presente na tua mente quando daí em baixo me olhas… resta-me a doçura da lágrima que vejo cair da tua face nesse chão carcomido pelo tempo que não nos foi concedido… dor de mim em teu peito também ele dorido…”
09/04/2006
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“…para todos, um bom fim de semana com as cores que o meu quintal e a natureza me brindam sempre, todos os dias…”
06/04/2006
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“…olhavas-me de baixo e eu sentia-me como presa naquele quadro dependurado naquela parede nua… havias-me pintado, traço a traço, ruga a ruga com aquele lápis de cera preta com que fazias os teus gatafunhos… olhavas-me de baixo e eu sentia-me perdida no meio do teu olhar que não sabia ler, que não sabia entender… havias-me traçado a pele enrugada à volta dos olhos, nas faces, as próprias linhas do franzir habitual da minha testa… como me houveras pintado tão bem… ainda recordo aquela manhã em que sentada no banco da cozinha me havias pedido para posar para ti… ri-me como se pudesses fazer tal coisa… e, depois destes anos todos passados, em que regresso apenas em memória, olho-te de cima e vejo-te a olhar para mim daí de baixo, em pé nesse chão de tábuas rabugentas e bafiosas… olhas-me com um olhar parado, sem fulgor, apagado, mas olhas-me e recordas-me… só não consigo entender se me olhas por respeito se por amor… e a dúvida mantém-me presa dentro desta moldura…”
03/04/2006
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“…um bom fim de semana para todos… bem estruturado…”
31/03/2006
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“…quantas e quantas vezes, ou talvez não, pedimos um milagre… algo que nos mude a vida para melhor, algo que nos faça deixar de sofrer, algo que nos tire a lágrima que teima em correr, algo que nos permita sorrir para sempre e não mais ser dor… quantas e quantas vezes, ou talvez não, pedimos um milagre… algo que nos modifique a forma de ser, de podermos ser melhores ou até mesmo de podermos ajudar os outros… algo que tire o sofrimento no mundo, algo que permita a paz entre as pessoas… quantas e quantas vezes, ou talvez não, pedimos um milagre… um milagre para nós!… Estamos sempre a pedir um milagre na nossa vida; estamos sempre a pedir um milagre que nos tire a dúvida, a dor, a fome, o desânimo, a doença e tantas outras coisas que nos atormentam… tantas e tantas vezes e o milagre não vem e amaldiçoamos a prece por ela não ser ouvida… talvez fosse melhor não pedir um milagre… talvez fosse melhor sermos nós próprios o próprio milagre: mudarmos a nossa maneira de sentir o que somos e passar a sentirmos o que queremos ser; talvez nos baste sentir o que queremos e alegrarmo-nos com o que temos, com o que nos é dado usufruir… talvez nos baste sentir o que queremos ser e sermos o próprio milagre… quantas e quantas vezes, ou talvez não, pedimos um milagre e esquecemo-nos de o “fazer”, de o “elaborar”, de o “conquistar”… de sermos nós a agir…”
27/03/2006
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“…com o desejo sincero de um bom fim de semana para todos…”
24/03/2006
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“… um dia (não sei quando) disseram-me que entre o possível e o impossível se encontra a vontade do Homem… ao longo da vida, todos os momentos que eu vivi, foram momentos impossíveis de viver (porque a própria vida é um milagre e eu não acredito em milagres mas em causas que provocam consequências) mas como foram vividos, logo a impossibilidade tornou-se possível… ao longo da vida verifiquei que tudo o que me era dado vivenciar não havia sido “criado” por mim mas apenas estava ali e eu o vivia, eu o sentia, eu fazia parte desse momento… ao longo da vida eu fui verificando que tudo é complicado e ao fim e ao cabo tão simples pela simples razão que somente a simplicidade é autêntica, ou seja, olhar à nossa volta e sentir que tudo o que nos cerca é natural, normal, vida em si mesma, sem ornamentos nem floreados… não somos nós que estamos a enfeitar a vida porque as flores já existem… não somos nós que estamos a perfumar os ambientes porque os odores já circulam à nossa volta… não somos nós que descodificamos os códigos, os códigos já não são enigmas, os enigmas já não são complicados porque tudo é tão simples de entender, tudo é tão simples de vivenciar… nada é impossível, portanto, tudo é viável, basta aceitar…”
20/03/2006
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“… votos de um bom fim de semana para todos vós …”
17/03/2006
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“…quase 8 anos depois da sua inauguração, ontem finalmente, visionei um dos mais belos espectáculos que nos é dado ver com olhos de criança…”
13/03/2006
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“…com um voto de um bom fim de semana para todos…”
10/03/2006
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“… deito a cabeça no teu regaço… olho-te a face serena… e teus lábios sorriem… tuas mãos se envolvem nos meus cabelos e a massagem leva-me ao sonho… fecho os olhos e deixo-me vogar no teu corpo… dentro de ti… à tua volta… mesmo sem te tocar te sinto… tuas mãos tocam o meu ser como se nos meus lábios estivesse todo eu, como se a minha boca fosse todo o meu corpo… teus dedos leves e suaves me transportam, nesse toque, para lá de mim mesmo e me deixo ficar por momentos apenas nesse espaço, nesse limbo, nesse suave sentir de seda e com sede de um beijo… é esse beijo que acontece a seguir… é esse toque que me faz emergir de mim para imergir-me em ti… apenas um leve sabor a pétala duma qualquer flor… apenas um leve sabor e tudo o que nos rodeia a seguir é tão-somente o amor…”
06/03/2006
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“…as folhas das minhas roseiras aguardando as minhas rosas…”
02/03/2006
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“…no Carnaval toda a gente brinca e ninguém leva a mal; por isso, aproveitem o tempo das máscaras; vistam-se com as vossas melhores cores e aproveitem para se fazerem passar por pavões enquanto se pode porque o tempo vai mau para os pardais…”
24/02/2006
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“…votos de uma boa semana para todos; como não podia deixar de ser, um pouco de rosa para embelezar o habitual fundo azul…”
20/02/2006
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“… bendito o intervalo de tempo e de espaço que nos separa de quando em quando… bendito o hiato entre o último abraço e o próximo, entre o último beijo e o que em breve trocaremos… bendito o intervalo que domina os nossos corpos quando eles se envolvem de novo numa dança de amor e ternura, na dança em que se revelam de novo um ao outro numa suave entrega e num delirante jogo de prazer… bendito o intervalo que nos faz doer e ao mesmo tempo saber que nos amamos em cada momento e milímetro do nosso ser… bendito o espaço que de longe se faz perto na espera do espaço que nos aproximará em breve e que, serenos na loucura da entrega, nos fará explodir na doçura desse nosso tão relaxante sorrir… nesse abraço que sabemos será apenas nosso ou nesse beijo que sabemos existir aqui bem dentro do nosso coração, beijo que nos permite suportar esta longa e ao mesmo tempo breve separação… bendito o intervalo que nos faz amar cada vez mais…”
14/02/2006
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“…com estas novas tecnologias de ponta, venho desejar-vos um bom fim de semana; e não se esqueçam da velhinha esferográfica com a qual dantes se escreviam estas coisas…”
10/02/2006
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“…talvez seja essa tua força, invisível aos olhos humanos, que me seduz… talvez sejam apenas os teus olhos ou até mesmo, como já o tenho dito muitas vezes, a tua boca… talvez seja essa tua fragilidade ou essa tua doçura… talvez a tua ingenuidade ou até mesmo a tua garra… talvez a tua voz ou mesmo até o teu silêncio… talvez o teu tudo ou o teu nada… talvez seja essa tua pose de fazer face à luta ou a tua lágrima sentida… talvez a tua revolta ou até mesmo a tua cedência… talvez apenas o teu toque, o teu cheiro ou o teu beijo… talvez apenas o seres apenas tu e eu ser apenas eu… mas que me seduzes de verdade, não o posso negar…”
08/02/2006
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“…nem sempre as acções completam as palavras ou vice-versa… por vezes, ficam-se por si mesmas e são suficientes; outras vezes, não… por vezes, pensamos ter dito tudo o que havia para dizer mas depois agimos de outra forma e lembramo-nos que ficou algo por fazer ou até mesmo somente por dizer… e, nessas alturas, perguntamos a nós mesmos onde falhámos ou por que razão falhámos e surge a culpa, o sentimento de culpa por termos falhado, por não termos dito ou por não termos estado… acontece na vida, a todo o momento, sem darmos por isso; atarefados que estamos com nós mesmos, esquecemo-nos que podemos, sem querer, ferir os outros… então, ferimos os outros não por voluntariedade mas sim por leviandade… e, muitas vezes, quase sempre, bastava estarmos atentos… esquecemo-nos de olhar, de ouvir, de sentir e só nos preocupamos com o nosso ser e estar… é preciso, pois, vivenciar em comunhão e estarmos atentos a tudo o que nos rodeia; agir dando uma mão ou uma palavra; agir escutando e dando um sorriso; dizer o que queremos e dizer o que temos para dar… ser e estar em conjunto com nós mesmos e com todos num só ser e estar…e para isso só há uma forma para lá chegarmos: amar…”
06/02/2006
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“…os raios solares infiltram-se por todos os lados, por todos os poros, por todos os cantos… que eles também vos iluminem o fim de semana que se aproxima, com paz, muita luz e harmonia…”
03/02/2006
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“…trago comigo a seda do teu cabelo, a maciez do teu beijo, a doçura do teu toque, o brilho do teu olhar, a atenção do teu escutar… trago comigo, na minha pele, na minha alma, no meu coração, a tua essência aqui brotada em mim durante os momentos da fruição dos seres que se tomam serenos mesmo num simples abraço… é apenas um hiato de tempo este espaço que nos separa… de resto, tudo está aí como tudo está aqui… um saber de um sabor a sentidos vividos em amor…”
30/01/2006
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“…não sei o nome delas nem sequer o que possam ser… são apenas flores do meu quintal… pétalas diversas que enfeitam a terra que me envolve neste canto onde vivo… resolvi oferecer a sua beleza à minha doce rosa doce, mulher que amo e desejar a todos vós um bom fim de semana…”
27/01/2006
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“…se alguém souber porque raio de razão é que me apeteceu postar aqui uma foto das malaguetas que o meu quintal produz, fará o favor de me dizer… sinceramente, eu não sei… foi assim tal qual um impulso… amor à primeira vista… talvez pelas cores… não sei… talvez pela sua textura ou, melhor ainda, pelo seu sabor… é que eu uso a malagueta em quase tudo… qualquer dia até na sopa eu vou usar malaguetas!… Vá-se lá agora saber o porquê!?…”
24/01/2006
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“…o meu blog não é um blog político mas isso não faz de mim um apolítico… no meu blog raramente faço uso das palavras para me resignar ou indignar com as coisas que afectam ou não o País, o Governo, os Políticos, etc, etc… foco, por vezes, um ou outro acto eleitoral (como foi o caso do meu post anterior, por exemplo), um ou outro evento mais até como um exercício de escrita do que propriamente como um artigo de opinião; já fui Director de 2 jornais regionais e sei muito bem do que estou a falar… tive as minhas “lutas” antes do 25 de Abril e depois o enlevo de ver crescer o bem mais precioso do Homem: a Liberdade… ao longo dos últimos 30 anos, as “coisas” foram-se moldando ao sabor dos novos tempos e hoje fala-se da globalização, ou seja, mais ou menos, da união… ontem, fomos a votos e o resultado básico que eu retiro é matematicamente simples: 50,6 % direita versus 49,4% esquerda… uma divisão a meio, um olhar ingénuo sobre o que ontem aconteceu… é pena, tenho pena… uma nota final: não vi mantos de nevoeiro junto a Belém… um bom início de uma nova semana… um abraço…”
23/01/2006
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“…estamos num novo fim de semana e com necessidade de reflexão; que todos saibam limpar bem as suas lentes para exercerem correctamente o seu dever de voto no próximo Domingo e que, através desse voto se consigam vislumbrar, nos nossos bolsos mais alguns euritos… (ai, valha-me o Nosso Senhor dos Aflitos)… de qualquer das formas, um bom fim de semana para todos…”
20/01/2006
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…rosas para ti, doce rosa doce… sem escolha de cor ou de aroma… rosas apenas… 180, uma por cada dia em que a tua existência me faz sorrir e avançar no caminho que tento gritar ao mundo, que tento gritar a todos os que me ouvem e mesmo aos que não me querem ouvir… rosas para ti num manto de pétalas em que mergulho e me sinto feliz…
16/01/2006
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…luz, paz, harmonia e um bom fim de semana…
13/01/2006
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“…se me quiseres dizer, diz; não guardes o que tens para me dizer… já sei que o que vais dizer é apenas o que me queres dizer; por isso, porque razão guardares dentro de ti o que me queres dizer?… isso, faz um esforço, não custa, vais ver… abre os lábios e pronuncia as palavras que queres que eu ouça… são difíceis de silabar?… Vais ver que não. Tenta. Vá lá, tenta mais uma vez. Isso, devagar… com suavidade, ternura… isso, com carinho, em silêncio talvez… Vês como não custou?… Não, não te preocupes: eu ouvi-as!… Obrigado, meu amor!…”
09/01/2006
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“…desejaria ter o poder absoluto… desejaria ter o poder para resolver tudo… desejaria ser o tudo do nada ou mesmo o nada do tudo… desejaria ser e estar, poder estender um dedo e, tal qual um Midas, transformar o que quer que fosse no que quisera que viesse a ser… desejaria poder estender a mão e, tal qual um Mandrake, fazer todas as magias deste mundo… desejaria muito, mesmo, imenso… mas não posso, apenas penso… assim sendo, envio-te um beijinho simples, sentido e o desejo mais forte e mais pleno que o meu coração pode emitir: o desejo de te olhar e ver-te sempre a sorrir…”
06/01/2006
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“…2005 foi um bom ano para mim… ele me trouxe, felizmente, apenas acontecimentos bons… novos saberes e novos sabores (como costumo dizer…) com cores distintas e alegres… a dor, creio, não pousou nos meus beirais ainda que, por vezes, os tenha sobrevoado… a lágrima não rolou face abaixo ainda que, por vezes, tenha espreitado o declive da pálpebra… o desalento não acampou no meu terreno ainda que, por vezes, tenha trazido os apetrechos… foi um ano que, no seu balanço global, me trouxe novas e deliciosas vivências… foi um ano que plantou no meu jardim um rosa, uma flor de jasmim, cheiro a cravo e canela, tecido em suave marfim… foi um ano que me provocou o sorriso, que me deu o brilho de novo nos olhos, que me fez levantar do tormento anterior… um ano que me trouxe, em pleno, o amor…”
02/01/2006
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2 0 0 6
“…é com um pouco de antecipação por razões de logística que vos venho desejar uma entrada perfeita no novo ano que aí vem… que ele vos traga tudo o que desejardes mas que, e em primeiro lugar, o amor inunde os vossos corações… um abraço sentido e de gratidão por tudo o que me deram neste ano que agora acaba…”
29/12/2005
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…as laranjas anunciam um novo ano que se aproxima…
26/12/2005
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“…torna-se apenas num desejo breve mas sentido… num sentir de dentro para fora, de mim para todos vós… é um querer que a paz vos envolva, que a luz vos ilumine e que a harmonia se instale nos vossos corações… não um natal de rabanadas ou de outros doces, mas um natal de renascimento em cada um de nós do ideal do Amor, em nome dele e que ninguém se esqueça que, apesar de tudo, amar é e será sempre o único caminho!…”
19/12/2005
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“…hoje é apenas mais um dia como tantos outros… hoje é apenas mais uma sexta-feira de tantas e tantas outras que passaram e ainda irão passar… hoje é apenas mais um dia nas nossas vidas… hoje é apenas, hoje!… Nada há a dizer sobre ele a não ser que hoje é o momento que estamos a viver porque ontem já não existe e o amanhã não sabemos se virá… cada um de nós refere o seu próprio “hoje” das formas mais diversas e por motivos diferentes; uns, amanhã recordarão o hoje com um sorriso, outros infelizmente talvez com uma lágrima… mas isso será apenas amanhã e o que está em causa hoje é o dia de hoje… e, hoje, sinto-me vivo e vou tentar cada vez mais viver cada momento mais intensamente para que possa ter em todos os “hojes” o meu sorriso aberto e a alma alegre por saber o quanto te amo!…”
16/12/2005
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…e porque hoje, a minha neta, faz 9 anitos, como não podia deixar de ser, lhe deixo aqui um beijo enorme e uma das minhas preferidas rosas, a dourada, porque dourados são os seus cabelos…
15/12/2005
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“…eu queria compor um poema para ti… queria dedicar-te amor, a mais bela poesia que exprimisse a nostalgia das horas longe de ti… queria dizer-te quão triste é o ciúme que persiste e em minh´alma penetra… oh se eu fosse poeta!… Eu queria cantar o suavíssimo calor do teu olhar e depois rimar com o nosso amor… oh se eu fosse poeta!… Em estrofes dir-te-ia que és o sonho, és a magia que meu coração desperta… e cantaria no final um grande amor sem igual que em sonhos flutua… e com ternura e com paixão dar-te-ía o meu coração amando-te com todo o ardor, pois tu és somente o meu poetizar de amor!…”
13/12/2005
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…faz hoje, a mulher que no passado dia 8, há 60 anos atrás, me deu à luz, me trouxe a este mundo e tratou de mim… actualmente, sou eu que trato dela… devo-lhe isso… e um beijo grande de parabéns pela idade que completas hoje…
12/12/2005
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…a todas as pessoas que, de qualquer forma, ou por mail, ou por mensagem, ou por telefone ou aqui, nestes amáveis comentários, tiveram a gentileza de me desejar os parabéns pela passagem do meu aniversário… a todos eles o meu obrigado não só pelo acto em si mas também, e sobretudo, pela afirmação de amizade que ele deixa transparecer…
…queria, porém, aproveitar este post para referir que hoje, dia 9, há um ano atrás, nascia um blog “apadrinhado” por mim, o Tijolices da nossa querida Mitsou que por ter sido ao longo deste ano que passou uma presença constante de alegria, optimismo e ternura, não só pelas suas palavras como também pelas suas músicas e as suas “gatices”, me permite afirmar que preencheu um espaço importante nas nossas vidas e que, por isso, lhe deixo aqui o meu beijinho de muita ternura e carinho pela data que assim comemora…
…um bem haja a todos pela vossa presença e pela vossa amizade…
09/12/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…durante o meu percurso até aqui, onde nos últimos anos tive a vossa amável presença, aprendi algumas coisas; uma delas foi, sem dúvida, que amar é o caminho… se morresse hoje e me fosse dada a possibilidade de pronunciar umas últimas palavras, diria que tinha valido a pena amar!…”
08/12/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…foi numa daquelas ocasiões em que, inserido no grupo que servia as tais refeições aos sem-abrigo, a conheci… conheci-a em dramáticas circunstâncias… estávamos a preparar uma das nossas rondas colocando as coisas dentro da carrinha quando um chiar de travões nos alertou para o inevitável… o estrondo ecoou por entre as árvores daquela rua e um guichar forte se seguiu… era uma cadela rafeira mas de grande porte, pêlo liso amarelo beje e o seu corpo veio ter com o grupo… depressa se arranjou um cobertor para a embrulhar e rapidamente retirámos as coisas de dentro da carrinha e a depusemos lá… levámo-la estilo ambulância em direcção a uma clínica veterinária ali perto da zona onde estavamos… fui eu mais um casal amigo que deu o nome da nossa instituição como responsável pelo animal… e assim a deixámos lá ficar… os dias passaram e senti necessidade de fazer uma visita à cadela internada… lembro-me que as Médicas Veterinárias me perguntaram o que eu pretendia e eu apenas disse que queria visitar uma doente mas nem sabia quem era nem onde estava… disseram-me para entrar e procurar… no meio imenso de diversas gaiolas cheias de doentes, uma cabeça grande de olhos brilhantes se levantou e me fixou… era ela… aproximei-me e falei com ela… a sua cauda abanou e quando lhe estendi a mão ela me lambeu, lambeu como se precisasse do sabor a sal da minha mão para sobreviver; mas não era esse o caso: estava apenas a agradecer; eu soube-o ali que ela estava apenas a agradecer a única visita que tivera… hoje, não sei a propósito de quê, lembrei-me dela… para terminar informo que passados mais uns dias ela teve alta e a instituição adoptou-a… mas, naquele momento senti que os animais sabem agradecer sem dizerem uma única palavra…”
05/12/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…dou por mim, às vezes, a lamentar a minha situação numa espécie de resignada forma de aceitar o que tenho de enfrentar; outras vezes, quase entro em desespero por me sentir incapaz de resolver o problema; ainda noutras ocasiões, sorrio e enfrento… existem lágrimas por vezes porque apenas o amor me traz o sorriso… então, há sempre alguém que me segreda que há sempre outrém que está em piores circunstâncias… eu sei que isso não me alegra mas faz diminuir a tensão… então, recordo aqueles anos em que andei a acompanhar aqueles grupos de assistência aos sem-abrigo… recordo e sinto o frio que eles sentiam… recordo e vejo o sorriso deles ao receber a sopa quente, o pão, o leite, o cobertor e tantas e tantas outras coisas que lhes dávamos entre a meia noite e as 3 das madrugada aos fins de semana… recordo e vejo-os deitados nos vãos de escada, debaixo das arcadas, embrulhados em caixas de cartão, com a cara tapada para que o bafo da respiração os ajudasse a aquecer… recordo e vejo-os sós, de olhos brilhando nos meus olhos, e eu apenas estendia a mão para entregar o que podia entregar… a raiva instalava-se dentro de mim por não poder gritar ao mundo aquele sofrimento… a dor deles passava para mim por eu não poder fazer mais nada… ali ou aqui bem perto no meu Porto, nas ruas, nas praças, nos recantos, nos jardins… na verdade, o meu problema actual não é nada se comparado com aquele sofrimento… dei um pouco de mim naqueles tempos, naquelas noites em que descobri o meu Porto que desconhecia… amei a dor tentando minimizar a dor deles… naquelas noites aprendi que também era possível amar, sofrendo… naquelas noites aprendi o que não sabia ser possível aprender… hoje, num dia frio e chuvoso, lembrei-me deles e aprendi que afinal o meu problema é de somenos importância…”
03/12/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…desce-me pela garganta o sabor do seu nome… entra-me pelos olhos a visão do seu nome e todos os meus sentidos percebem o seu nome… é como algo físico em si mesmo elaborado e expresso em sabores diversos… são sentidos como formas de ternas ocorrências nos momentos em que o seu nome é pronunciado… não é só o ouvir que me delicia, é também toda a sua forma e todo o seu significado… nada tem de extraordinário… é tão simples, tão normal e tão suave… de tudo o que ele é formado, é apenas uma única coisa mais: é o nome do meu amor!…”
01/12/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…o abraço é entre as mesmas pessoas, com os mesmos gestos, com os mesmos braços, com os mesmos corpos, entrelaçados num beijo onde o desejo impera e a ternura penetra os sentidos… o abraço é forte, vivenciado e vivido… mas sempre igual ainda que na diferença do da chegada e do da partida…”
28/11/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…é, talvez, nos momentos que julgamos mortos que lançamos a semente da nossa imortalidade…”
25/11/2005
Publicado por quimnogueira |
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…da vossa paciência com mais outra das minhas rosas…
23/11/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…por todas as demonstrações de amor, amizade e carinho que me foram dispensadas no post anterior… obrigado pela vossa presença… obrigado por existirem, por estarem aí, desse lado, do lado de lá de mim, daquele lado que gostaria fosse não uma outra sala mas apenas um espelho, onde todos nos revíssemos de igual para igual, num clima de luz, de paz e de harmonia… é esse (e será sempre) o meu voto, aquele em que continuo a dizer para não esquecerem que “Amar é o caminho”…”
21/11/2005
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…completa hoje o segundo aniversário este espaço de lobices… pretendeu sempre ser um espaço de palavras sentidas pelo meu coração, aberto para todos vós e com todos vós cá dentro… um espaço de palavras e imagens vividas por mim e de mim para vós… agradeço a vossa presença e escrevo aqui hoje que apenas vos desejo a felicidade que me cerca, em que vivo e que com todos partilho… e, não se esqueçam, que amar é o caminho…
19/11/2005
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… rosas para ti, meu amor, uma por cada dia …
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16/11/2005
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O meu post da passada sexta-feira, terminava assim:
“…é isso que sinto, é isso que vivo neste meu tempo de agora, neste meu momento de estar na vida… amo e sou amado…”
…hoje, apetece-me apenas escrever meia dúzia de palavras; nada de especial; simples e sem floreados, sem rimas ou outro tipo de sombreados; aquelas formas que dão às palavras o sentido que queremos mas que, ao mesmo tempo, as embelezamos com serenos verbos ou calmos adjectivos… não, hoje quero apenas escrever palavras sobre sabores e saberes afectivos… aqueles que se vivem quando se ama e se é amado… nem é bem a palavra que procuro, talvez até nem exista, mas tenho-a aqui comigo e, para além dela, tenho o saber absoluto de que quem amo e por quem sou amado, também a conhece… basta-me então essa palavra, basta-me então, talvez e até, apenas a sua sonoridade… uma palavra simples e ao mesmo tempo enorme… hoje, apetece-me apenas dizer: “Tanto“
14/11/2005
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“…um pequeno mote me foi dado: «…o amor no outono da vida, vive-se como se fosse uma primavera florida…»… nada mais verdadeiro, mais sentido e tão claro… amar é tão simples; é sentir apenas o presente da dádiva que podemos fazer da nossa entrega de nós mesmos a nós próprios e aos outros… amar é ser e estar aqui e lá, onde quer que esteja quem se ama… é ter, dentro do coração a magia do saber tão límpido de que amar é pura emoção e que com ela podemos transformar não só o que somos mas também o que nos rodeia… é isso que sinto, é isso que vivo neste meu tempo de agora, neste meu momento de estar na vida… amo e sou amado…”
11/11/2005
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“… o tempo demasiadamente lento… as horas e os dias demoram eternidades… sente-se a pressa e as saudades… é preciso que as horas voem… é preciso que a manhã do dia seguinte surja rápida com a certeza de mais um dia que passou… é menos um dia na contagem voraz de quem sente desejo de um novo encontro para sentir a tal paz… a serenidade do abraço que nada tem de sereno mas de forte, de pura ternura e ao mesmo tempo de paixão… rege-se então a dádiva da presença… gostosa… imensa… e os corpos se abraçam num rodopiar sem fim, num beijo prolongado, doce, com sabor a jasmim… e a ternura e o amor não termina ali… prolonga-se na alma do sentir que se ama… perde-se então a noção do tempo que se ganhou na espera… é um momento mágico aquele em que enlaçados, deixamos de ser o que somos para passarmos a ser o beijo de um tão doce e eterno desejo…”
08/11/2005
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“…amo-te demais…”…também te adoro tanto…”: Palavras que são as que queremos que sejam… palavras que não soam em vão e que tanto gostamos de dizer e de ouvir… palavras que ecoam ao longe de um certo porvir ou quem sabe, de um querer determinado e preciso… palavras que fogem ao nosso controle… palavras que surgem breves e por serem doces se tornam eternas… palavras que quero sejam gritadas, corridas, serpenteadas, luzidas e mesmo assim, palavras sentidas… palavras que nos vão dentro da alma e não palavras ocas, desprovidas de teor… quero que as tuas palavras e as palavras minhas, sejam palavras paridas de dentro de nós gritando o amor!…
06/11/2005
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“…é um cair leve de neve… é um sopro quente de brisa… é um suspiro de uma alma pura e serena… é algo de belo e perene… é um ardor mascarado de asas finas e plumas de seda nua… descendo de quem e de manso desce sobre alguém… traz nele a beleza do infinito… a alegria estampada no rosto, se lhe deres um sorriso…”
04/11/2005
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“…o amor pode ser muito pequenino mas é como a gota de um rio que corre para o mar e em cada gota, desse rio que corre para o mar, há a respiração fortíssima do oceano…”
02/11/2005
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“…desenhei meu corpo nas águas profundas do rio que em mim corre e nele me percorri em tons de azul, cor do céu que nunca morre… desenhei minha alma nas ondas do poderoso mar que fora de mim se move e nele a desenhei em tons de branco nobre, leves, mas sóbrios… desenhei meu corpo em minha alma e a mistura se fundiu em tons vermelhos de puro sangue… e minha alma, pária de si própria, desenhou no meu corpo a felicidade de se saber comigo e não mais solitária… desenhei, por fim, no mais profundo de mim, um campo de flores, de todas as cores, exalando todos os perfumes, completamente preenchidas com todas as vossas dores…”
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(escrito em 1960)
31/10/2005
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“…do meu sul me chega, através da vidraça da minha porta, neste meu canto sentado a escrever estas palavras, a luz imperfeita de um sol que teima furar o enevoado céu… quis apenas registar o momento…”
28/10/2005
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“… houve um momento durante o qual as palavras lidas não me faziam sentido… era como se eu estivesse a ler algo que nunca tivesse lido mas ao mesmo tempo conhecesse em absoluto o seu teor e, daí, a estranheza de as ver ali… aos poucos, elas começaram a ter vida ao descobrir que mais não eram do que palavras que descreviam o meu próprio eu… reparei então que me desconhecia; se não as estava a entender é porque não me conhecia… sensação dura a de me ver ali estampado e dizer que de tão cego que estava não me estava a ver… sem aquelas palavras, possivelmente morreria sem me descobrir… hoje, exulto de alegria por me saber ali, nelas retratado e aqui, nelas vivo… obrigado…”
26/10/2005
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…Cristiana veio a seguir ao Nuno (meu primogénito)
…faz hoje 34 anos que me deu a alegria de ser pai mais uma vez
…longa caminhada esta que nos levou por estradas tão diversas
…sendas percorridas com risos e lágrimas
…metas que não estão escolhidas mas que serão atingidas
…com esperança no peito e um sorriso na alma
…parabéns filhota!
…um beijo muito grande
21/10/2005
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“…Há coisas que se devem guardar… Fixá-las bem dentro de nós e guardá-las para todo o sempre… São momentos que não mais vamos esquecer… Ontem, tive um desses momentos e quero-o guardar bem dentro do meu coração… São daqueles momentos que só nós mesmos podemos aquilatar da sua força, do seu tamanho, da sua grandeza, do seu poder, do valor que têm e do bem que nos fazem… Esse momento é meu… Está aqui guardado bem dentro do meu coração… Feliz…”
20/10/2005
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“…eu sei que uso e abuso das minhas rosas… mas hoje, mais uma vez, não resisti a esta beleza de um amarelo interior para um branco exterior… faltou-lhe apenas uma réstea de sol… mas tem todo o meu amor…”
19/10/2005
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…de mim… da terra… do chão… a paz… a bio-comunhão…
18/10/2005
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“… o teu corpo de doce rosa doce, deitado no leito, de pura seda acetinada feito, exalava o perfume perfeito… deixava antever, sem te tocar nem sentir, o esbelto prazer de olhar para ele e bastar sorrir… mais não seria necessário se a força do desejo se quedasse por ali… mas a languidez da libido perfurava todo o sentido em te possuir… aproximei-me de ti sem te olhar e sem que me visses… era apenas um desejo que bastava que sorrisses para que eu parasse e não prosseguisse… mas os teus lábios carnudos abriram-se em pétalas desnudos e me sorriram num convite perfeito… o ardor estava ali, a teus pés e meu corpo teceu o desejado amor de tudo o que depois aconteceu… volteámos a alma, os sentidos, a voz rouca, o arfar da pele, o toque no teu mar e o saboroso doce a mel… perfurei tuas entranhas em doces movimentos com forças tamanhas que te fizeram sugar teus próprios gemidos… a doçura perdura dentro de nós e antevê-se nos nossos olhos o desejo de, novamente, a sós, voltarmos a ser um só corpo e um só desejo num derradeiro lampejo de profunda paz… o deleite do amor que ele nos traz…”
16/10/2005
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…penso que não será abuso postar, mais uma vez, uma das minhas rosas brancas, quando quero apenas dizer que estou:
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…FELIZ…
15/10/2005
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…e porque hoje o meu neto mais novo faz 4 anitos, aqui fica um beijo muito grande (como o sorriso dele) deste avô babado…
14/10/2005
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“…Toco-te com o meu olhar… Beijo-te leve com os meus dedos… E sinto teu doce palpitar… Num corpo cheio de medos… Olho-te com minhas mãos… E teço perfumes no ar… Onde ouves meus sussurros… Dizendo que te quero amar… Em teu rio que vem desse mar… Em tua Lua que me leva o luar… Nesse Sol que de tanto queimar… Me aquece a alma deste chorar… Perdido na sombra do querer… Acordar e olhar e te ver… Queda e bela a sorrir… Em borboletas que volteiam… Teus ombros de seda a cobrirem… Meus braços que te amparam… Tua face rosa doce que me ilumina… Este querer intenso deste sonho… Que ouço breve e depressa termina… Mas que duma esperança serena… Num eterno desejo em mim domina…”
12/10/2005
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“…um ramo de flores… um arco íris… um anagrama de amor…”
10/10/2005
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“…que o sorriso renasça das cinzas frias da vossa tristeza… que o sorriso vos aqueça… que o sorriso vos amacie… que o sorriso não feneça… que o sorriso na vossa face vos propicie a leveza da alegria de se ser e estar tal como somos… que o sorriso receba as lágrimas que vossos olhos brotam… que o sorriso se alargue a novos horizontes da vossa memória… que o sorriso seja límpido, cristalino, suave, doce… que o sorriso vos limpe a mágoa… que o sorriso sirva para vos sentirdes vivos… que o sorriso, por fim, faça outro alguém sorrir também…”
07/10/2005
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“…sinto-me ausente de mim na presença constante do outro eu que me habita… sei que, quando quer, ainda hesita mas persiste na dual sensação de me conquistar ou repudiar… não sei como lhe ripostar, se com força ou se me deixe levar… deixar-me levar nos seus sonhos e perder as minhas realidades ou, pelo contrário, aperar-me na realidade e deixá-lo a ele sonhar sozinho… estranho caminho este de se ser uma presença e estar ausente dela ou será que sou uma ausência presente em mim mesmo?… Vou tentar descobrir e se nada encontrar, então vou-me rir de mim mesmo, rir às gargalhadas das presenças alheadas ou das ausências que me são apresentadas… tanto faz… qualquer delas me traz a quietude inquieta da minha própria ausência presente…”
06/10/2005
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“… lanço-me inteiro no teu ventre dolente quente suave e virginoso… não me sinto lesado nem pecaminoso… leve e dourado nas tuas calmas águas ora lentas ora frementes… sinto-me vogar de mansinho na tua ternura, no teu carinho, no teu ser perene de quem à noite, sozinho, no seu recanto, vê fogo extinto, cinza fria… sou areia espraiada em teu manto… leva-me o sonho, ora belo ora medonho, num sentir que ainda amo esse teu ondular tão lindo e tão calmo…”
04/10/2005
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Basta ficar em pé, deitada,
Desperta, adormecida, de qualquer jeito,
Para recebe-lo.
Ele chega de qualquer parte, do horizonte,
Da noite, da semente das estrelas.
Vestido de vento,
Suas brisas esvoaçam…
Dos lábios emanam chamas perfumadas
E me beija na testa e me marca
Com gravação de candura
Se está na Grécia, ao redor de Safo,
Ao ouvir meu chamado, dali ausenta-se
Suas mãos desabam sobre o meu corpo
Orquídea de carícias em espiral.
E me afaga por dentro.
Alcança cada princípio da raiz dos meus cabelos,
Desliza até a guia dos meus pelos,
Imanta-me e o sangue arrepiado vai e vem.
Tudo gira mas o tino não se desvia.
Nada se obstrui.
A fronte desvela sua aurora.
Ele está na órbita da minha cabeça,
Sua sombra pousa luz nos meus ouvidos,
No nariz, nos olhos; amadurece minhas faces;
Passa pelos dentes esmaltando o sorriso;
Esquenta a língua;
Fere o diapasão da voz;
Faz esticar a pele dos tambores;
Até o limite da atmosfera, confere a afinação dos pássaros;
A acústica das águas;
Repassa o som das conchas;
O silêncio das folhas orvalhadas,
As notas baixas do altivo bambu;
O soprano da haste do capim;
Os sons da chuva caindo por sobre a madeira verde.
Influi na intensidade das vagas na minha aura,
Na rebentação das praias,
Nas pororocas, na piracema;
No tempo propício ao acasalamento dos insetos;
E no cio das gatas no telhado,
Das cadelas cortejadas por matilha rabugenta;
Ajuda na distribuição do pólen para a fecundação das flores;
Despeja seu hálito na masturbação das virgens
E gradua a paixão das noviças, futuras esposas de Cristo.
Suave envolvimento ele permite ocorrer em minha nuca,
Por trás dos lóbulos das orelhas
Massageia meus tímpanos com seus beijos;
Suas aragens incendiadas roçam meu queixo;
Esticam-se até os lábios e esquece ali um beijo;
E desaba pesando como espuma,
Demolindo átomo por átomo…os ombros;
O torso; ateia fogo nos elétrons dos meus mamilos;
Golpeia as costas com a marreta de suas pétalas;
Jasmins, lírios, cravos, rosas e musgos rebentam pelos flancos.
Anticólica desenfernizo a barriga;
Põe lenha na cadeira do meu plexo solar;
Meu coração arfa, contrações da rede pulmonar;
Implosão nas costelas;
A espinha de cobra da coluna vertebral reveste-se de peçonha;
Insinuo sob a pele o rastro de um silvo;
Arremesso a bifurcação da língua como tênue fita de linfa;
Apoia a cabeça da esfinge na maciez pinicante da púbis
Quais cisnes enamorados, entrelaçam-se tesão e pênis
Dentro, cascata e vulcão, iceberg e vapor;
Humores do pântano, galvanização do prepúcio;
Por trás da aurora, súbito mal de parkinson
Concentra-se em minha nádega;
Glândulas fora dos eixos, planetas desalinhados,
Estou completamente a espera;
Adjetivos nas coxas, conectivos dispersos pela vulva;
Uma aliteração apressa o desabrochar do clitóris.
Encavala-se nos meus ombros;
E mexe, e suspira e mexe;
A fenda quente, punhal em mim…
Abre-se mais descendo pelas costas;
Num impulso deixo-me penetrar.
Desde minha coroa;
Como regresso ao útero.
A membrana circular avança pela testa;
Toldo os olhos, cedo um pouco devido ao plano
Inclinado do nariz;
Retorno da onda para ganhar impulso;
O avanço atinge a manhã envolvendo o pescoço.
A partir desse ponto serpente engolindo a presa;
O ato é mais doloroso, inspiração em histeria;
Dificuldade para se encaixar nas omoplatas;
E de graça me rendo pela santa experiência;
Porque já me reveste como casca e luz;
Fonte profunda, termas de súlfur, gás, pureza:
Adianta-se casulo retardando a borboleta.
Já está quase no umbigo.
Mastigação impossível da ausência de gengivas;
Só tecido e húmus;
Ruminação vagarosa da flor carnívora;
Efervescência da pélvis;
E o silêncio amplifica um concerto;
Engole a parte glútea.
Tritura as coxas; desloca as rótulas;
Eteriza fêmur e raízes venais, poros;
Macera canelas, amacia calos e calcanhares…
Para vencer o limite dos pés;
Inteiro me comprime e me espreme;
E jardins escapam pelo hiato das respirações;
O sol enlouquece desejando enforcar a noite;
Ele mexe o tempo, embaralha as estrelas;
Realizamo-nos selo mútuo;
Jamais me libertarei, e ele, por sua vez;
Está fadado a me possuir até que eu morra;
Quando enfim este meu amante me fará imortal;
A que ora engendro e adoro, servo fiel
De quem também sou cativa, senhora sua;
Com quem eu gozo e depois me abraço
Até brotarem glebas de fungos e lodo entre nós;
A luz envelhecida pousa em cada conjunção;
Abandonando a sombra de diamante em cada imagem;
E contas de cristal nos termos de comparação;
Este homem que para falar seu nome;
Preciso perfumar a boca e lustrar as botas da garganta;
Este homem para quem me guardo…
Este homem para quem me entrego…
Este homem, por quem sempre esperei….
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(from: M. V. Virgino)
02/10/2005
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“… preciso regressar à infância, ao silêncio, à distância… preciso regressar ao início como quem precisa de começar de novo… preciso regressar ao som da lembrança onde a minha mente se senta e descansa… preciso parar um pouco e largar esta tremenda ânsia de viver… deixar-me ficar, não ir, ser apenas e ouvir… o marulhar das ondas e o nevoeiro trazido pelo vento norte que varre a areia para sul e com ela leva a minha alma, lavada, límpida, calma… preciso regressar à minha paz, sentir-me liberto, atento e aberto a tudo o que o destino me traz… vou partir por uns tempos à procura de mim: voltarei quando me encontrar…”
27/09/2005
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segunda-feira?… Chiça!… De que é que me valeu ter passado o fim de semana de papo para o ar a tratar do bronze?… Perdi aquele pardal espertinho; tão bem que me teria sabido um pardalito no churrasco!… Bem, mas também não se pode ter tudo… E, olhem lá, já agora: alguém vos mandou acordar-me?…
26/09/2005
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Façam como eu… aproveitem este Sol… olhem o meu bronze!
23/09/2005
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“…hoje começa uma nova estação, a do Outono… o cair da folha não significa a morte nem o fim… o cair da folha sobre a terra seca irá apodrecer com as primeiras chuvas e dessa forma fertilizar a terra-mãe que, assim adubada, fará crescer mais uma vez, as novas folhas que na próxima Primavera nos anunciarão um novo ciclo… na vida, tudo é assim… tudo é uma mudança, um contínuo crescer… um estar… um desejo de viver…”
22/09/2005
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“…hoje não ía postar… sentia frio… e havia névoas… por outro lado não tinha inspiração e as musas não me estavam a ajudar… mas há sempre um mas e, por vezes, por razões que a própria razão não compreende mas que não deixa de ser uma razão, o óbvio surgiu e uma necessidade de paz veio pairar sobre mim… e bastou apenas uma verdade, por mais dolorosa que ela possa parecer ser ou mesmo até ser, para que essa paz surgisse através da razão… e, com amor e por amor, entendi que uma rosa branca foi, é e será sempre um sinal de pacificação…”
21/09/2005
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“…tentei, com a minha mão quente, dar-lhe um sopro de vida mas ele já estava prisioneiro da morte… fez, assim, a sua última viagem… deve ter sonhado que a morte era uma mão quente a abraçá-lo com amor…”
20/09/2005
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“…na incerteza de um amor naufragado… nas mansas águas do teu rio revolto… em densas brumas de vontades … ousei olhar a minha alma como dona da minha certeza… na efémera busca da eterna beleza… no olhar terno de teus lábios… ou no beijar ardente de teus olhos… deleitado na ânsia da posse… emparedei-me dentro do meu próprio ser… ousei usá-lo como armadura contra o meu medo… contra o medo desmedido de te perder… mas imbuído de todas as forças… descobri-me perto do teu corpo… e me lancei completo e sem cansaço… nos teus braços abertos ao abraço… que tanto busco como o meu único porto…”
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(photo from CurtisNeeley.com)
19/09/2005
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“…a imagem não é minha mas também não sei de onde ou de quem é… porém, espelha bem aquilo que às vezes eu penso sobre a inteligência animal… aquilo que eu vejo no meu Black ou no meu Kiko e esta foto faz-me lembrar aquela frase: “One penny for your thoughts”…”
18/09/2005
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“…e se essa noite tiver de chegar, olharei o céu e contarei as estrelas… no meio de todas elas, uma será minha: o meu destino!… abraçar-me-ei a mim mesmo num derradeiro abraço e olharei a minha nudez… vestirei o frio da noite como de uma túnica se tratasse e respirarei a sombra do luar… olharei à minha volta numa última busca de mim e direi adeus à minha paz… partirei nas asas do sonho que foi meu e deixar-me-ei vogar na certeza da chegada ao meu destino… se essa noite tiver de chegar, sei que nessa noite amarei uma última vez…”
17/09/2005
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“…não sei ser loucura mas hei-de tentar rir quando todos esperarem que chore… tentar chorar quando todos esperarem que ria feliz… tentar pasmar com as coisas mais simples… tentar galgar tudo o que seja mais complexo… e principalmente, nascer no tempo de morrer…!
16/09/2005
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“…imaginar-te apenas que num qualquer momento do dia de hoje eu te dou um abraço com ternura…”
15/09/2005
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“…há alturas na vida em que penso na hipótese de poder voar… tal como nos meus sonhos tão belos e recorrentes… sensação tão suave e deliciosa porque tão real; a realidade que o sonho nos dá e nos proporciona vivenciar algo que nunca vivemos… há uma sensação de levitação na vertical e o meu corpo sobe; depois, paira sobre tudo o que me rodeia; segue-se um voltear sobre mim mesmo e então deitado de bruços e de braços abertos o meu corpo plana sobre as ruas, as árvores, os campos, os terraços… lentamente, sem nunca ter havido algo de diferente nesses meus sonhos, o corpo volta à terra na mesma posição vertical em que iniciou a levitação… é algo incomparável pois não conheço coisa que se lhe assemelhe… hoje, esta noite, não tive nenhum desses sonhos mas ao olhar para esta minha rosa, lembrei-me do seu aroma, do leve cheiro que se evola no ar, no mesmo ar em que eu às vezes me sinto a flutuar…”
14/09/2005
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“…não escrevo para ti nem para mim, nem para vós nem para quem quer que seja… escrevo para uma cor branca onde vejo estas letras serem desenhadas… não espero o que quer que seja delas nem tão pouco anseio pelo fim da própria escrita… são apenas os dedos que batem aqui e ali ou acolá, nestas teclas pretas que sinto vibrarem dentro de mim, sim, as teclas é que vibram dentro de mim porque elas representam palavras, sentimentos para sentir, gritos para silenciar, silêncios para gritar, lágrimas para secar ou mesmo sorrisos para brilhar nos lábios de quem escreve ou de quem lê… não espero nada de quem as vê… um pálido correr da visão pelas letras que formam esta mera ilusão de escrever quando não se sabe o que dizer… mas são palavras que estavam dentro de mim… já não estão… já não são minhas… são meras letras espalhadas pelo ecrã deste monitor… letras de prazer mas também de dor… o dilema, sempre o dilema do escritor…”
13/09/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…quando eu morrer, enterrem-me sob um campo de rosas… deixem que meu corpo se desfaça no aroma que elas exalam… deixem que meu espírito se misture nas cores que sempre me encantaram, num doce bailar de êxtase e delírio… deixem que sinta a certeza da doçura e da leveza da textura fazer parte do meu último ser e estar neste pedaço… que a sua sombra me embale na viagem para junto das estrelas… enterrem-me sob um campo de rosas, sejam elas brancas, douradas, vermelhas ou cor de rosas… deixem-me sentir a beleza uma última vez…”
12/09/2005
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“…este era o centro da mesa durante o evento realizado hoje e que ficou conhecido pelo jantar do murcon já que o mesmo surgiu da vontade dos participantes do blog pertença do Prof. Júlio Machado Vaz; porém, foram as pessoas que lá estiveram, as tais pessoas bonitas (como eu lhes costumo chamar) que iluminaram o encontro e deram ao mesmo aquilo a que já nos começámos a habituar, o sentido da pura e simples amizade que vai para além deste tremendo mundo virtual… a minha gratidão pessoal a todos por me terem feito sentir parte do todo…”
10/09/2005
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…deixem as folhas viverem…
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08/09/2005
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…apenas uma rocha no Cabo da Roca… (parece uma ovelha)…
07/09/2005
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…quase ou mesmo nada possuo… porém, quase sempre, o meu oeste me brinda com beleza e isso me basta… é isso que hoje vos posso oferecer: o meu dourado fim de tarde…
04/09/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…Com tanta impulsividade, tanta forma diferente de se ser e de se estar… onde está, afinal, o que nos atrai numa pessoa?… Onde estão os “doces” que julgámos ver?… Onde está a ternura?… O gesto?… A fala?… O carinho?… Ficamos a pensar que nos podemos enganar… Serão assim tão diferentes?… Terão apenas essas formas de se ser e de se estar quando o objecto é outro que não nós mesmos?… Ser-se digno de um amor não é mesurável nem previsivel… Porque o amor constrói-se momento a momento e de uma forma muito simples: encontrando as formas diferentes de se ser e de se estar como desafios a vencer e, etapa a etapa, ir aceitando essa mesma diferença… e, os enganos, não existem mas mesmo que eles possam ser reais, aprende-se a dissipar a neblina e procura-se ver para além dela o que ela mesma esconde… e, às vezes, o segredo está num simples sorriso…”
03/09/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…todos procuram uma luz ao fundo do túnel…”
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02/09/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…acordei nas asas dos teus sonhos e mirei-me nas águas tranquilas do teu mar… senti-me afagado pela ternura dos teus olhos e deixei-me planar no aroma do teu beijo… voei forte do meu norte para o teu colo e sorri vendo teus braços abertos numa espera sedenta de vida… afoguei-me em ti e deixei-me morrer no teu sentir…”
01/09/2005
Publicado por quimnogueira |
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o relax, o fim das férias, o bem-bom… agora, toca a trabalhar…
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31/08/2005
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“…sentir que somos ou fazemos parte de um todo ou de parte de alguém… sentir que somos ou fazemos parte de um pouco que é também nossa parte e que resta a nosso lado como se de nós mesmos se tratasse… sentir que não estamos sós nem pretendemos que a outra parte de nós se sinta só, sem a nossa presença… sentir que estamos lá e somos aqui ao mesmo tempo, sem divisão de tempos nem de espaços… sentir que não há, em lado algum, duas partes que não possam formar uma só entidade… sentir que sentimos o mesmo que a outra parte sente… isso é o ser e o estar, a forma mais pura de se ser um ser vivo que ama e deseja ser amado…”
30/08/2005
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…trabalhem que é essa a vossa obrigação; eu, vou descansar!…
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29/08/2005
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“…desejava estar aí, a teu lado, a olhar-te, a sentir os teus lábios, a ouvir o teu respirar, e penetrar o teu ser e a ser parte dele e tu parte de mim… desejava sentir o calor da tua pele junto à minha num esgar de loucura e de procura da sanidade… permitir sorrir onde houvesse uma face… permitir ver onde houvesse um olhar… permitir sentir onde houvesse um abraço… desejava ser o próprio desejo e não apenas desejar…”
28/08/2005
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“…o meu Black, desde que lhe extrairam o olhito esquerdo, ficou assim, mais triste, mais sereno; porém, não deixa de me acompanhar nas minhas caminhadas; apenas tem necessidade de voltar mais vezes o focinho todo para a esquerda para me visionar quando caminha a meu lado; todavia, sinto-o mais deprimido, mais caseiro, já não tão vivo como era há uns meses atrás; agora, na brincadeira saudável, chamo-lhe “Camões” apesar de não saber poesia… mas sabe outra coisa, sabe o que é a amizade, a ternura e a alegria que sente quando todos os seus amigos humanos lhe dedicam um chamamento, uma carícia, um falar com ele… toda a gente das minhas redondezas conhece o Black e eu olho para a grande maioria dessas pessoas e eu não as conheço… coisas que não se explicam… aceitam-se com um sorriso…”
27/08/2005
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“…É este o momento… Somos convidados a passar do namoro para o amor, do romance para o verdadeiro amor, de relações que são uma iniciativa da personalidade para uniões iluminadas pela Alma… Somos instados a amadurecer na nossa verdadeira totalidade, como seres humanos que são de facto Almas divinas eternas, e somos convidados a fazê-lo numa relação… A mesma jornada que iniciámos como personalidades, pede-nos que terminemos como Almas… Isto significa muitas coisas:
Primeiro – desistir da ideia de que a relação será perfeita;
Segundo – muito provavelmente, ter mais do que uma relação significativa na vida;
Terceiro – desligarmo-nos das formas que conhecemos anteriormente;
Quarto – amar mais, de maneiras diferentes, com uma convergência talvez menos pessoal e seguramente menos auto envolvente;
Quinto – actuar segundo princípios espirituais em cada dia nas nossas relações
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(From: Daphne Rose Kingma)
26/08/2005
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…have fun in the fantasy land and let the dream fly…
24/08/2005
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“… Não existe o teu corpo… Mas estás aqui… Não olho teus olhos… Mas te leio a alma… Não toco nos teus cabelos… Mas me envolvo neles… Não te sinto palpitar… Mas te oiço respirar… É um som leve… Lento mas ritmado… Quente… Arfado… Dolente… Não existe o teu corpo… Mas estás aqui… Bem perto de mim… É algo que não tem fim… Como olvidar… Como deixar de te amar… Pergunta que me enlouquece… Desígnios divinos que questiono… E morro lentamente… Neste corpo dormente… Que não vive… Mas sente…”
23/08/2005
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…pelo pecado da gula de certeza que não vou para o céu…
22/08/2005
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…hoje segui o exemplo do Black e do Kiko: passei o dia estirado (não ao Sol) a descansar… (e, sonhei, sonhei baixinho, como quem não quer a coisa mas a deseja muito)… foi bom…
21/08/2005
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…é a foto esbatida da gata que em 1995 dormia todas as noites por cima da minha cabeça, aninhada na cabeceira do sofá cama onde eu adormecia com o seu suave e meigo ronronar…
20/08/2005
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…ensaio “oftal-gráfico” sobre uma lâmpada oval…
18/08/2005
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“…por vezes (em alguns casos, em muitas vezes…) sentimo-nos perdidos no meio do oceano da vida… um mar encapelado com ondas gigantescas e onde não divisamos terra; somente água, água e mais água… caímos no seu seio e (por vezes) sentimo-nos a afogar… vamos retendo a respiração para sentirmos a leveza da água percorrer o corpo enquanto caímos no abismo… mas, sempre no derradeiro momento, os pulmões soltam uma lufada forte e voltamos a sentir o ar, ora frio, ora quente, reentrar nos nossos pulmões… é nesses momentos que divisamos terra, ou o chamado porto seguro… mas, na verdade, nunca sabemos se ele existe ou onde ele está; sabemos apenas que ele está lá à nossa espera… e de uma coisa não temos mesmo a menor dúvida: como desejamos tanto esse pedaço de terra!…”
17/08/2005
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…não está comigo, mas aqui me entrego arroubado…
16/08/2005
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…sol abrasador… e, 33 graus à sombra…
15/08/2005
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…um bom fim de semana para todos (no mínimo, que seja idêntico ao que desejei para mim)…
14/08/2005
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…meu primeiro neto, que hoje faz 11 anos; deixo-te aqui um abraço muito apertado e um beijo com um voto de muitas felicidades e que o futuro te sorria como tu mesmo sorris nesta pose…
13/08/2005
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“… obrigado pelas vossas visitas ao meu “covil”… eu sei que estou em falta… sou um perfeito “malandro” que não cumpre com as suas obrigações de boa educação para retribuir os mimos que me dão; mas nem tudo é como queremos que as coisas sejam; a vida é um mar encapelado de muitas coisas e há sempre, a todo o momento, que fazer escolhas, que tomar opções… às vezes, não ir onde devemos ir é uma opção como pode ser uma opção ir onde não devemos… bem, depois é sentirmos a pergunta bailar no nosso espírito: “será que fiz bem, será que fiz mal?”… é para não ter de fazer essa pergunta a mim mesmo que eu não “cumpro regras” e deixo-me guiar pelo meu instinto, pelo meu repentismo, pela lucidez da loucura e então apenas faço o que, no momento, sinto “precisão” de fazer… muitas vezes o não fazer uma certa coisa é estar a fazê-la de outro ponto de vista… por isso, desculpem-me, não aparecer as vezes que eu desejaria aparecer mas nem sempre o caminho que percorro passa pelas estações com paragem; então, não posso descer em todas e falho algumas; perco momentos e ganho outros… é o equilíbrio da minha vida num mar ondulado de forças e vontades que não controlo… mas estar aqui é saber-vos aqui e isso me basta… o meu obrigado, mais uma vez…”
12/08/2005
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…na minha praia, este “crocodilo” rochoso, olha o mar profundo…
11/08/2005
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“…hoje a chuva miúda, uma chuvinha tímida, bela, começou a cair à minha volta… corri para ela e abracei-a com sofreguidão… olhei-a bem fundo nos seus olhos e mirei-a de alto a baixo… era ela, gota a gota, suave, fria e quente ao mesmo tempo… despi-me de preconceitos e entreguei-me completo e nú ao seu abraço… senti seu suave toque nos meus lábios primeiro, depois na face, nos cabelos, nos braços, no tronco, nas pernas… apertei com suavidade aquele enlace entre a minha alma e a natureza… gotas de chuva… suaves, simples e com alguma pureza…”
10/08/2005
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…a beautiful white cross over my head…
09/08/2005
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“…Li apenas hoje estas tuas palavras. Sobre o teu livro, aplaudo de pé pois também eu tenho um, meu, a meio caminho de pronto. Sinto urgência em fazê-lo nascer, a mesma urgência que sinto em ti, em relação ao teu; somos nós, é a nossa história a nossa vida. Ao ler-te hoje, tinha de escrever, tinha de dizer-te que, tudo na nossa vida valeu e vale a pena, mesmo o que nos fez sofrer e chorar, mesmo o que, por instantes, nos possa ter feito odiar alguém ou deixar de acreditar no amor e na confiança que depositávamos nos outros. A vida, e o dom maravilhoso que todos possuímos de a fazer brotar, são as coisas mais maravilhosas do mundo; há uns dias atrás escrevi aqui, que havia recuperado a minha paz e a minha felicidade. É verdade, e isso aconteceu porque, sarei dentro de mim todas as dores, todas as feridas que ainda sangravam e perdoei – a todos sem excepção – deixei de lamentar o que não aconteceu, acreditando que tudo na nossa vida acontece, apenas quando tem de acontecer; nada é ao acaso, tudo tem uma explicação, tudo é maravilhosamente coordenado por esse maestro fantástico que rege o universo. Aplaudo a tua decisão e estou contigo sem nunca na realidade ter estado; assim estava escrito que seria mas, nas linhas dos astros está escrito também, que a minha alma será sempre companheira da tua nos ideais, nas verdades e nas crenças. Os nossos uivos serão eternos lobito, e estarão sempre juntos no universo.As minhas mãos estarão em prece prontas a receber esse livro, essa história de vida que só os teus dedos saberão escrever…”
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(from a comment in my July 28.th post)
08/08/2005
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…o fogo do Sol “apagado” pelas núvens do fogo da Terra…”
04/08/2005
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…farias hoje 76… melhor, fazes hoje 76 pois estás “vivo” em nós…
…
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem-vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
02/08/2005
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“…como sabem, decidira fazer um intervalo nas minhas andanças pelo meu blog e pelo dos outros por razões então apontadas; por outro lado, porém, também disse que não abandonaria este meu livro de retalhos; e aqui venho eu mas pelas piores razões: lembrar a “partida de vez” de uma Amiga Bloguista que nunca conheci, Fátima de nome, 46 de vida… Esta rosa é para ela, a “nossa” amiga Circe (e que a luz e a paz sejam tuas eternas companheiras)…”
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01/08/2005
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“…cheguei à conclusão que tenho necessidade de fazer uma pequena pausa… uma leve paragem no caminho… apenas como quem pára numa estação de serviço de uma auto estrada para relaxar os membros e encher o peito de ar… uma espécie de lufada de ar fresco para o interior de mim mesmo… uma espécie de reflexão… não, não me vou candidatar à presidência; não é esse tipo de reflexão, é mais uma necessidade quase física de parar por uns tempos… pode ser um dia, uns dias, não sei ainda… mas preciso parar… fixei há tempos atrás um projecto meu para este ano que está a decorrer: iniciar o meu livro… e, hoje, tomei essa decisão, a de começar a elaborar o projecto, a dar-lhe a forma… vai ser uma tarefa árdua pois tratar-se-á de uma auto biografia e isso não é nada fácil de fazer… os “protagonistas” são reais e não inventados e isso é algo que não pode ser delineado levianamente… vou, pois, conceder a mim mesmo um pequeno intervalo para reflectir… no entanto, não vos abandonarei nem tão pouco abandonarei este meu pequeno livro de retalhos…”
28/07/2005
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“…serei o teu relógio… dizia-te eu , há pouco… o relógio da tua alma e do teu próprio corpo… o relógio do teu sabor e do meu sentir… do meu riso… da minha voz… incendiando os teus desejos… serei o teu relógio… dizia-te eu, há pouco… o relógio da fruição sonora ecoando dentro de ti… não te fazendo esperar como os minutos desta hora deste relógio que há em mim… ecoando em ti… numa ânsia de libertação de desejos apaixonados… numa líbido mental em constante crescendo… serei o teu relógio… dizia-te eu, há pouco… o relógio das horas alucinadas e felizes dos encontros esperados e desesperados… duma espera na ânsia de que o relógio pare… e os nossos corpos se encontrem num momento eterno de paixão… dizia-te eu, há pouco…”
27/07/2005
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…aconselho vivamente este petisco da cozinha turca…
26/07/2005
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___“…Porque é que eu hei-de negar?… Porque é que eu hei-de fugir?… Se acordo de um longo sono de inverno… Renasço e aprendo a ser e a olhar…”
25/07/2005
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…Portugal tem praias muito mais bonitas do que esta…
24/07/2005
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“…Prostitui-me no teu doce corpo
Sedento de beijos suaves
De prazer impuro
Sexo, sede, fome, amor duro
No âmago da carne
Num espírito de fogo ardente
Lento e rápido
Forte e demente
Explodindo tudo
Numa implosão desmedida…
Diz-me tu, oh musa divina
Se fique, se me quede,
Se me vá de partida
Diz-me tu, oh musa divina
Se agarre, se me abandone
Se vá vivo em tua vida…”
23/07/2005
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…mais um belo pormenor de Bordéus; espaços abertos…
22/07/2005
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“…Veio de ti e do Universo inteiro esta força imensa que hoje brilha dentro de mim imparável e pura, doce, chama-lhe vontade, criatividade, harmonia… talvez, Amor…”
21/07/2005
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…com o calor que está a fazer-se sentir, só mesmo assim…
20/07/2005
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“…seriam cerca das 3 da madrugada quando na esquina da velha igreja daquela velha aldeia lá muito ao norte, quase a perder de vista a sua própria existência, se juntaram em silêncio 4 esbeltas mulheres de longos cabelos à solta, todas elas vestidas de branco… um branco alvo, como vestidas de noivas, sem véus nem grinaldas mas de branco… sentia-se um vento meio gélido naquele campo verde que se estendia para além das traseiras daquela velha igreja daquela velha aldeia… mas não se notou qualquer tremor de frio em nenhuma daquelas 4 esbeltas mulheres… a cor dos seus corpos roçava a cor do leite que, momentos antes haviam bebido dum mesmo canado… seus olhos negros, profundos, brilhavam quando os raios do luar daquela lua cheia lhes batiam nas faces em todo o seu fulgor… era uma lua grande, de prata, brilhando num brilho baço mas ao mesmo tempo ofuscante… deram-se as mãos umas às outras e continuaram o seu caminho… para trás ficava tão-somente um cheiro a flores… seus pés estavam nus e pareciam caminhar por sobre a erva daninha daquele campo verde… lá ao longe, um pouco mais para cima, divisava-se um morro e no cimo desse morro uma frondosa árvore, erguia os seus ramos numa espécie de posicionamento de espera e de aceitação… como que esperando por elas e pronta a abraçá-las… o silêncio era total e entre elas não se ouvia um único som… quem as visse de longe para cá daquela velha igreja daquela velha aldeia, pensaria que as 4 visões voavam ou pelo menos deslizavam… cada uma das que ficavam na ponta levava um cesto de verga coberto por pano branco de linho feito… e eis que chegaram aos pés da árvore… pousaram os 2 cestos de verga no chão e deram-se as mãos num círculo que abraçou o tronco da árvore frondosa e num misto de magia a árvore como que se baixou sobre elas como que as cobrindo num acto fálico enquanto as suas folhas roçavam os seus corpos… dos cestos, depois de terem desfeito o círculo, tiraram algo que não era visível aos olhos dos outros seres humanos e que não era possível descrever… entretanto, algures, num outro ponto daquela aldeia, deitado numa cama de doces sonhos, um homem alto, bem constituído fisicamente, com o corpo nu coberto de pelos negros, dormia e via-se que estava possuído por algum sonho de lascívio prazer, pois notava-se através da roupa da cama que o cobria que o seu sexo estava excitado e algumas gotas de suor lhe cobriam o peito forte… repentinamente, num passe de feitiço, esse “sonho” transportou-o para os pés daquela árvore frondosa onde se encontravam as 4 mulheres lindas vestidas de branco… ele olhou para ele mesmo e viu-se nu, tal como viera ao mundo e ao ver aquelas mulheres instintivamente levou as mãos numa tentativa de tapar o seu sexo erecto… a partir desse momento aquele homem entrou num espanto e seus olhos não queriam crer naquilo que estavam a ver… elas se começaram a despir e apenas tinham aquele vestido branco sobre as suas peles acetinadas cor de leite… e ele olhava… elas começaram a sorrir e os seus sorrisos eram como um convite ao sonho… daqueles cestos retiraram uns frascos que continham vários fluidos e começaram a untar os seus corpos… e ele olhava e começava a compreender o que via… elas o fizeram ver… uma se untava de mel, uma outra de untava de leite puro de ovelha uma outra de água salgada do mar e a outra de um creme que cheirava a jasmim… e ele não resistiu e o sexo se tornou novamente erecto e o seu corpo parou de tremer… aqueles corpos untados cintilavam quando os raios da lua cheia lhes batia na pele e elas continuaram com o ritual… todo o seu corpo foi untado incluindo os seios, o pescoço, as pernas,… apenas os cabelos soltos ficaram secos… então, elas se aproximaram daquele homem e se roçaram por ele de tal forma que o corpo dele ficou totalmente embebido daquela mistura de fluidos…apenas as mãos dele ficaram secas… e num acto quase que instintivo elas se deitaram no chão sobre os vestidos brancos que faziam de leito, o leito do Amor, o leito da procura do Amor, o leito da descoberta do Amor… e ele se misturou com elas e começou a possuí-las, uma a uma, e também numa mistura arbitrária de escolha… o seu corpo confundia-se agora com o corpo delas e já não existiam 4 mulheres ali… apenas existia uma única mulher onde ele se fundia numa escolha impossível… os ventres juntavam-se e os costados também… ele as tomou por detrás agarrando-se aos cabelos delas com as suas mãos possantes e puxava as cabeças delas num misto de prazer e dor, de agonia e êxtase, como se tudo se pudesse perder num só instante, numa avidez de gozo indescritível … de repente ele sentiu os diversos odores que o cercavam e aos poucos foi deixando uma a uma até que ficou olhando aquela que cheirava a mar… e, nesse momento, algo de mágico se passou: um raio de luar atingiu-o e ele numa nova forma de sentir, viu lentamente o seu corpo transformar-se em lobo, um corpo coberto de pelo sedoso negro e brilhante ao mesmo tempo que a mulher que cheirava a mar se posicionava como fêmea do lobo… e ele a agarrou pelos cabelos puxando a sua cabeça para o seu peito e com firmeza a penetrou fundo num acto de posse total, num acto de prazer inimaginável onde a fusão foi possível tão-somente por magia… o seu corpo ofegou e o instinto animal veio ao de cima e, no mesmo momento em que lambia todo aquele mar, ele, num último uivo lancinante de prazer, espalhou sobre ela todo o fruto do seu Amor… então os corpos se misturaram e apenas se divisava um casal de lobos fazendo Amor… os seus corpos não conseguiam parar e num espasmo final ela se transformou em maresia, como que alva espuma misturada com o fluído dele… então, naquele silêncio de corpos se amando, um último uivo, não o dele mas o dela, se fez ouvir por aquela encosta abaixo, no preciso momento em que os primeiros raios de sol começavam ao longe, bem perto daquela velha igreja daquela velha aldeia, a despontar… nesse momento, o homem acordou de repente na sua cama e olhou e viu: uma mulher linda, vestida de branco, dormia profundamente ao seu lado…”
19/07/2005
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…este era o “sol” no centro da mesa durante o jantar do passado Sábado; porém, foram as pessoas que lá estiveram, as tais pessoas bonitas (como eu lhes costumo chamar) que iluminaram o encontro e deram ao mesmo aquilo a que já nos começámos a habituar, o sentido da pura e simples amizade que vai para além deste tremendo mundo virtual…
18/07/2005
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… aproveitei o belo jantar de ontem em Carnaxide para ficar este Domingo na capital… foi um óptimo Domingo (e, sinceramente, não tenho nada mais para acrescentar ao que acabei de dizer… mainada!…)…
17/07/2005
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…já ía a meio, este delicioso prato de carne de porco assado com castanhas, quando me lembrei de o fixar antes de entrar nas minhas entranhas… foi mais um encontro óptimo de óptimos amigos e amigas… foi mais um convívio de 41 pessoas, reunidas no Restaurante O Alfredo, em Carnaxide… uma deliciosa organização do Fernando do Fraternidades… mais um abraço daqui de mim para ele e para todos os demais… venha o próximo que já apetece…
16/07/2005
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…Bordéus, uma das cidades mais bonitas que conheci…
15/07/2005
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“…brincando com o tempo, esse tempo sem tempo nem idade, apenas com uma imensa vontade de viver e sentir que o amor ainda é, na realidade, a única razão de existir!… E… esse outro lado que tanta falta nos faz, esse mesmo, o do amor (o único lado que dá sentido), está à nossa volta, no que nos rodeia…na vida que nos envolve e também um pouco no que está dentro de nós…”
14/07/2005
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…sobre Tomar para além de, através de mais uma simples janela…
13/07/2005
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Oh lógica da beleza…
Oh verdade infinita
Criança cristalina
Soluçando nos meus ouvidos
Como soluços doces e divinos….
Oh bela e pura melodia
Que por entre a fragrância do ritmo
Te revejo no infinito
Do meu ser interior
De sonhos perdidos
Em sonhos de amor…
Oh lógica bendita
De som belo e de cor azul…
Tão bonita!…
12/07/2005
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…olhando pelo vidro de mais uma janela todo o fundo do meu mundo…
11/07/2005
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…tempos que passam por nós ou nós que passamos pelo tempo
…tempos em que não se aprende e tempos em que se aprende
…tempos em que não se cresce e tempos em que crescemos
…tempos que se quer esquecer e tempos que não esquecem
…tempos que se procuram e tempos que tardam em chegar
…tempos que se auguram e tempos que desejamos segurar
…tempos que se olham com fé e tempos que com fé se agarram
…tempos que se esperam sejam tempos para não mais esperar
10/07/2005
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…azul suave, apenas azul suave, tonalidade leve da claridade…
09/07/2005
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“… sou como quem não existe na realidade, como o sonho de um caminhante intranquilo… assumo a rigidez da estrada lisa, a força da ausência de obstáculos… os escolhos bem arrumados no chão da apetecida erva húmida… um caminho fresco no deserto escaldante, um instante deslocado no tempo, numa estrada que mantém impressa cada passo dado sem nunca ter tentado impor-lhes uma paragem mais permanente… estrada onde se pernoita protegido da tempestade, estrada aqui e ali asfaltada pela dor de alguns passos ausentes… mas… transportando sempre a intranquilidade que me enche de torpor e de cansaço…”
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(autoria desconhecida)
08/07/2005
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…que nos permitem olhar o exterior “from our inside”…
07/07/2005
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“…Há um silêncio absoluto aqui até mesmo dentro de mim… Estou só, acompanhado apenas da minha solidão; por isso, não estou sozinho; estou acompanhado, logo não estou só… Estranho…
O silêncio penetra dentro de mim sem pedir licença; também não sou capaz de lhe impedir a entrada; ele é tão livre quanto eu e eu, possuidor dessa liberdade, deixo-o entrar e sinto que a excitação que ele me provoca é sinal de prazer… Um prazer proveniente da paz que ele, o silêncio, alberga… Com ele, vem apenas o som da deslocação do ar quando ele chega sem avisar… É que, de repente, só (estando só) o sinto quando ouço o silêncio da sua chegada… Senta-se aqui ao meu lado e vejo perfeitamente que ele me olha de soslaio; mas não lhe ligo importância; quem se julga ele? Alguém de muito especial? Devo-lhe alguma deferência?… Não… Não lhe franqueio sempre a entrada? Então, que mais ele quer? Que lhe dirija a palavra? Não! Mil vezes não! Se o deixo penetrar-me é porque assim o desejo e o quero, em silêncio, em paz, ouvindo-o sem o ouvir; sabendo apenas que ele está aqui… A solidão, por seu lado, essa não se importa muito pela presença dele; já está habituada… Olha-o com desdém como se ele, o calado silêncio, fosse ninguém… Sabe muito bem que ele não me faz mossa; sabe perfeitamente que ela, a solidão, é que é a minha amante preferida, hoje cinzenta (pode ser) mas amanhã, quem sabe, se colorida… É apenas a paz que me traz sereno e me faz sentir o seu frio ameno; é que o silêncio tem temperatura, ora é doce e quente, ora azedo e frio; mas já reparei imensas vezes que quando é azedo se sente um frio ameno; não enregela nem me estremece o corpo; amorna-me a alma e deixo-me ficar na mordomia da sua presença… É tudo apenas um estado de solidão a sós com o silêncio que me faz companhia… Por isso, não esfria… Deixa-me estar como quero… E ele se queda também e fica… Não incomoda… Sabe que a qualquer momento que eu queira, o mando embora; sabe que um grito forte pode, num ápice, cortar o ar que ele deslocou ao chegar… Ele sabe isso e por isso não se preocupa comigo… Mantém apenas um vago olhar… Como quem não sabe se parta ou se deve ficar… Depende apenas e só do meu grito; se este, o grito, do meu peito sair com força, com ânimo, com desejo de ser quem sou e não quem quero parecer ser… O problema com que me debato é saber o que sou ou mesmo até quem sou… Serei eu próprio o silêncio?…”
06/07/2005
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…where I was going from the shadow to the light…
05/07/2005
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“…às vezes são coisas tão pequenas, tão sem importância, tão vagas mas que nos dão uma idéia do que é o sentirmo-nos bem por sabermos o bem que o outro ao nosso lado sente… às vezes é apenas uma sonora gargalhada que nos contagia e que nos faz gargalhar também… outras vezes é ver o outro saltar e sentir que também nos apetece saltar… outras vezes ainda é o tom de voz que nos indica o estado de alma do outro de onde ela provém… são pequenas coisas, tão pequenas coisas mas que nos fazem felizes… hoje fiquei muito feliz porque ouvi a felicidade na voz de outro alguém que me contava algo que lhe era bom, lhe era agradável… e assim, fiquei, mais uma vez, a saber que afinal a felicidade dos outros pode ser (ou é mesmo) a nossa própria felicidade… sentirmo-nos bem por sabermos que alguém está feliz… lá está, aqui, o tal outro lado do amor…”
04/07/2005
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…são as curvas do meu rio como a serpente que se insinua…
03/07/2005
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“…não sabem o que é bom desfrutar do silêncio que o odor das rosas me traz; o cheiro que o chilrear dos pardais me envolve; a luminosidade da manhã de prata nas frestas desta porta a sul virada numa perfeita conjugação com o Todo… olhar o azul claro e brilhante que nos cobre e sentir que aqui, cá em baixo, nos vamos debatendo numa quezília constante quando afinal de contas basta olhar ali o meu gato estirado ao sol (e quando não está sol e faz chuva ou vento, basta olhá-lo enroscado sobre si mesmo aquecendo-se com o seu próprio calor)… sentir que na ponta dos meus dedos estão estas palavras que vos escrevo com carinho sabendo que alguém as irá ler… ver que o meu mundo que está lá fora também está aqui dentro ao vosso lado sem vos ver nem ouvir, tendo apenas a consciência que estais aí… saber que basta querer estar para se estar bem mesmo que não se esteja bem; basta sorrir (tantas vezes nos esquecemos que quando chorámos e as lágrimas nos escorrem pela face, os lábios podem entreabrir-se num terno sorriso)… se todos sorrissem um pouco, uma vez por dia… se todos se dessem as mãos, mesmo virtuais, uma vez por dia… se todos dissessem àquele ou àquela que está ao lado “amo-te” nem que fosse uma vez por dia… se todos escolhessem o amor uma vez por dia… se, se… todos iriam sentir, uma vez por dia, a felicidade que há dentro de cada um de nós… um bom fim-de-semana para todos vós…”
02/07/2005
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…quem se lembra?… A juventude de hoje fala em “bombar”… Eu ainda me lembro de “dar à bomba” naquelas maquinetas primitivas de aquecer a sopa ao lado do fogão de lenha da minha avó… uma relíquia que faz parte da decoração do Restaurante Tromba Rija onde estivemos no passado Sábado…
01/07/2005
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Possuo o teu corpo apenas à flor da minha pele
Olhando teus olhos com a posse do meu sonho
Inspirando teu aroma de suave sabor a sal
Toco-te ao de leve apenas ouvindo teu sussurro
Não sinto a textura apesar de estares tão perto
Mas minha pele devagarinho e ao de leve te recebe
E teus olhos vibram na escuridão da minha ausência
Nada te peço a não ser que não me leves a mal
Que sinto desejos de ti e do teu corpo me orgulho
Mas já não sei se sinta o que não se percebe
Se a presença de ti em mim ou da tua aquiescência
Não sobeja o que não existe na mente demente
De um querer imenso de te ver e saber ser
Em ti presença autêntica essência deste querer
Palavras revoltas soltas debruadas a solidão
E em sentidos desejos deste tão amargo coração
Que a si mesmo se fere na espera do encontro
Para num abraço sentido que tarda em chegar
Poder saborear os aromas do teu próprio desejar
30/06/2005
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…sereno na paisagem calma numa pausa para um encontro com a paz…
29/06/2005
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“…creio numa só vida, num só ser, numa só entidade… num todo composto pelas partes em que cada parte tem o todo… creio na memória do futuro nos génes do passado que carregamos neste presente… creio na vida para além da morte porque esta é apenas física e o eu não é físico mas sim não físico… creio na existência de uma consciência colectiva única, perfeita e completada em si mesma pelo conjunto de todas as outras… creio no amor como sentimento redentor que nos ajuda a enfrentar a dor de aqui estarmos… creio que mais não somos que o objecto de uma missão a cumprir com um objectivo concreto… creio na firmeza de carácter do ser humano se ele se conseguir sublimar em si mesmo e souber quem é e o que faz aqui… creio que a missão não é fácil porque se trata de uma caminhada na aprendizagem… creio que temos apenas um dever: o de caminharmos sempre em frente, sem olhar para trás, sem culpas nem arrependimentos… creio na paz que a serenidade me concede mesmo que a luta se trave continuamente… creio que nos resta apenas uma forma de o conseguirmos: amarmos quem quer que seja, o que quer que seja porque nada mais somos do que pequenas partículas de uma única Entidade: o Universo!…”
28/06/2005
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…como eles me encantam ao som dos suaves ventos que se levantam…
27/06/2005
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“…quando não encontrámos as palavras, vamos à procura das imagens, de sons, de cheiros, de sabores, de texturas, de gestos, de muita outra coisa que os nossos sentidos nos dão, nos permitem saber coisas sobre as coisas… depois, queremos colocar em palavras escritas as coisas que as coisas nos “disseram” através dos nossos sensores físicos, mentais e quem sabe se não também espirituais… mas, nem sempre encontrámos as palavras certas… e ficámos, como se costuma dizer, de mãos a abanar, neste caso de dedos sem teclar… mas, a verdade é que estou a transmitir por palavras exactamente o que não consigo dizer, logo, estou a escrever e a colocar neste pedaço de espaço-tempo o que não sei descrever… faço-o sem saber como mas sinto prazer… o gosto de dizer que queria dizer e não sei como dizer o que quisera talvez escrever… fico, no mínimo, a saber que haveria sempre algo para ser dito mas que, não o tendo sido, o pedaço de espaço-tempo não ficou vazio; afinal de contas, algo foi escrito…”
26/06/2005
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…foi olhando este casario do meu velho e amado Porto, à beira rio plantado que, hoje no Restaurante Tromba Rija no cais de Gaia, se realizou mais um almoço num encontro de amigos…
25/06/2005
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…culturas…leituras…runas…existem 25…
…esta é a 25ª, a única Runa branca
…a que não possui nela qualquer figura…
…significa:
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“…que está em analogia com Oddin que é o pai e o deus dos deuses da mitologia germano-escandinava; esta Runa interpreta-se mais de um ponto de vista espiritual do que material. No entanto, concretamente, salienta a necessidade de aceitar o próprio destino, de abandonar-se ao mesmo, também de acreditar nele para poder exercer o seu livre arbítrio. Corresponde ao que todos os grandes místicos de todas as religiões do mundo designam como “renúncia”. Quando aparece num lance, dá o seguinte conselho: o de parar de querer intervir sistematicamente nos acontecimentos e nas circunstâncias na nossa vida; por outras palavras, recomenda que esperemos pelo melhor momento antes de agir e reagir oportunamente. Inquire também das grandes perguntas que todos fazemos: Quem sou?, Vou triunfar ou fracassar?, Que decisão devo tomar?, O que devo escolher?… Ela não responde a estas perguntas, mas incita-nos a reflectir mais serenamente, lembrando-nos que todas as respostas estão em nós…”
24/06/2005
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…o meu primeiro banho de mar foi aqui há mais de meio século…
23/06/2005
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Dizem que todos os seres são “regidos” por uma árvore; a minha é a Carpa (carpinus betulus); e diz que sou assim:
“…o nativo da Carpa é encantador!… Adora agradar e está quase sempre dependente do seu aspecto e dos olhares dos outros. Sociável, até mesmo mundano, nunca recusa uma ocasião para se destacar… Porém tem muito apego à compostura. Imaginativo, de um espírito crítico agudo e um gosto pronunciado pela polémica. Não discuta com ele, já que, mesmo que esteja no seu direito e tenha razão, acabará com a sensação de não a ter. É realista, organizado e metódico! De natureza profundamente generosa e entregue, não hesitará em defender as causas dos outros, sobretudo se estas servirem a sua!… No amor, curiosamente, é muito distante e quase nunca exprime os seus sentimentos. Diz-se curiosamente e deve-se sublinhar já que precisa de exteriorizar as suas energias, que é sociável e que nunca recusa uma oportunidade para se destacar. Então porquê a reserva? Porque, para ele, o amor é um assunto sério e grave. A partir do momento que se sinta prestes a perder as suas armas, repõe-se imediatamente, tendo em conta os prós e os contras, para, finalmente, resignar-se a fazer o que lhe dita o dever; e o seu dever consiste em perder a razão para a dar a outrém!…”
22/06/2005
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…ele aí está, o dia mais longo do ano; que nos traga coisas boas…
21/06/2005
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“…o mais difícil é permanecer e mudar ao mesmo tempo… ser e aceitar não ser… penso que sim… o mais difícil é mudar permanecendo o mesmo e aceitar ser aquilo que não se é… ou outra alusão idêntica… penso que cheguei a um ponto da minha vida em que tenho de deixar de ser aquilo que sou, mudando definitivamente… penso que cheguei a um ponto da minha vida em que tenho de pedir “coisas” à vida, não tendo o medo ancestral de obter um não como resposta… penso que cheguei a um ponto da minha vida em que tenho de ser e aceitar não ser, num permanecer mudando… espero conseguir…”
20/06/2005
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…um lugar para passar uns tempos livres no mais puro relax…
19/06/2005
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“…era apenas uma palavra aquela que ouvi de tua boca; não tinha som, não tinha letras nem soava bem nem mal mas ouvir era bom… que estranha sensação se tem em ouvir o que não é dito nem houvera sido prescrito para ser ouvido como algo suave ou como um grito… era apenas uma palavra aquela que ouvi de tua boca; lenta, pausada, correndo forte contra a corrente; base de tudo, suporte de nada e ao mesmo tempo no topo do mundo e apontando o meu norte… era apenas uma palavra aquela que ouvi de tua boca; forte, doce, grave, lenta, poderosa, suave… não tinha letras nem formava sentido, apenas era e não tinha fugido… ficara… ali, no meu ouvido… guardei-a na alma e fechei-a no meu coração… era apenas uma palavra dita com emoção… era apenas uma palavra sem sabor mas soava a prece como uma oração… foi uma palavra só, perdida, dita de uma vez sem atropelos, nem pressas nem deglutida como palavra ouvida… era apenas uma palavra sentida… não tinha som, não tinha letras… era apenas razão!…”
18/06/2005
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…a sombra dos coqueiros para afastar este calor…
17/06/2005
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“…queres partir, é?… não vás ainda… espera aí… ouve-me um pouco: A solidão é um estado de espírito e não um estado físico… nunca estamos sós: temo-nos a nós mesmos como companhia… nada mais fácil do que falarmos com o nosso próprio eu… experimenta apenas um pouco… verás o resultado… depois, o mundo não está no exterior… o mundo somos nós mesmos, nós “criámos” o Universo que quisermos… estar só pode ser o meu Universo preferido desde que essa seja a minha escolha… sair dele… como acto final… deixando-nos cair no chão do silêncio… não, não é opção… de que te vai servir se não saberás o porquê?… é preciso escolher a vida para passarmos a vida a fazer perguntas e esperar pelas respostas; não querendo esperar pelas respostas, então, vamos à procura delas…as respostas estão em nós mesmos… achas que sabes o que é a solidão?… achas?… estás convencido que estás só?… pensas que sabes tudo já sobre a solidão?… estás muito enganado… estive, estou e estarei sempre só mas apenas quando quero; e até sabe bem… mas, quando não quero, escolho não estar só… e parto… parto à procura de respostas… acredita que há sempre uma resposta… há sempre uma porta… há sempre uma janela… há sempre um sítio dentro de nós para abrir e sair para fora da solidão que criámos… nasce… sai do útero onde ainda te encontras… faz o “parto” de ti mesmo e ao saíres da “vagina” que te contém na solidão, grita, esperneia, vive, abre os olhos e sente a vida a pulsar dentro de ti e dentro dos outros… nascer é bom… viver é melhor… morrer?… ainda não… um dia morreremos porque essa é a resposta final, a última, a derradeira… porquê a apressar?… Deixa-a para último lugar… agora… é aqui… é aqui que deves estar… fica, fica mais um pouco… vais ver que não custa…”
16/06/2005
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…se tudo no Universo fosse assim, o sorriso seria constante…
15/06/2005
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“…Amar ou não amar?… Sim e não… Tudo depende do conceito que fazemos do que é “amar”… Se entendermos que o amor, o verdadeiro amor (e aqui poderemos perguntar o que é um verdadeiro amor que não será a mesma coisa que um amor verdadeiro…) é amar sem posse, ou seja, amar pelo acto de amar e não pelo acto de querer ou possuir ou ainda querer possuir, ou seja, “eu amo simplesmente porque quero amar e desta forma me sinto realizado e feliz”, nunca perderemos nada porque nada temos, nada possuímos… amámos apenas… se sentir posse do alvo amado eu posso-o perder porque o julgava meu… no momento em que decido amar por amar eu deixo de possuir, deixo de ter o que quer que seja, e, mesmo que “perca” eu não perco… apenas continuarei a amar mesmo que o alvo do meu incondicional amor já não exista ou já não esteja presente… Que forma mais sublime de amor não será aquela em que apenas desejamos que o outro seja feliz, mesmo que não connosco?… Se a pessoa que amo se sente feliz longe de mim, que acto mais sublime de amor não será continuar a amar essa pessoa? Não será amor verdadeiro aquele que apenas ama?… Mesmo no conceito de que somos um todo (conceito que partilho) amar será apenas um acto egoísta na medida em que me estou a amar a mim mesmo face ao entendimento de que não somos partes… Daí que amar deverá ser um acto individual e único, ou seja, não o entender como um acto de partilha (estilo, eu te amo se tu também me amares…) mas sim um acto de dádiva… Eu me dou a alguém incondicionalmente, eu amo alguém independentemente de esse alguém me amar em reciprocidade… Gostar de alguém será apenas e unicamente obter algo desse alguém, ou seja, eu “retiro” algo desse alguém, logo gosto “disso”… Amar é “dar” algo a alguém sem esperar nada em troca… Por isso, nunca perderei se nada tiver…”
14/06/2005
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“…olho à minha volta e vejo um espaço todo branco (todo, é uma forma de expressão, claro…); paredes brancas, tecto branco… é um espaço (aquele a que chamo de meu canto…) com mais ou menos 7 por 4 metros; tem 4 secretárias brancas, sofás, cadeiras brancas, umas estantes e uns armários quase tudo branco, pastas de arquivo, telefones, livros, cds, papéis, um pc velho de 98 e este portátil onde escrevo e todo aquele material miúdo daquilo que, outrora, foi um escritório… quando teclo aqui e vos escrevo ou escrevo para minha pessoal satisfação, sinto-me rodeado de gente (para além dos já famosos pardais…) que sois todos vós, uns que conheço e portanto olho-vos na cara e outros que não conheço e imagino corpos e faces… por vezes, nos dias de sol o cão e o gato, ambos pretos, deambulam por estas bandas ainda que não goste que entrem aqui… mas no meio desta solidão há algo que me parece maravilhoso sentir… é a vossa presença!… como se isto não fosse este espaço que descrevi mas sim uma sala enorme onde estamos todos juntos a berrar uns com os outros, uns rindo-se, outros chorando, outros ainda brincando como crianças mimadas, outros fazendo disparates e escrevendo coisas feias nas paredes da sala, outros ainda chamando a atenção como educadoras de infância em colégios infantis… sinto tudo isso e de tudo me tento alhear enquanto escrevo… depois páro para ler o que escrevi e aí ouço os vossos comentários antecipadamente e penso, este vai responder assim, aquela vai responder assado, aqueloutro nada vai dizer, etc. etc…. esta sala branca está pejada de gente bonita… vós estais aqui comigo… obrigado!…”
12/06/2005
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…quando não encontro palavras para legendar o indizível…
11/06/2005
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“…olho para o exterior da minha vida e vejo o interior do nada que me cerca em pequenos pedaços de tudo… vejo frases subversivas tentando versejar nas letras que dançam à minha volta e não me permitem agrupá-las em grupos que façam sentido… encontram-se por todo o lado, à minha volta… olho para o dia que vai lá fora (porque dentro de mim, o dia não é o mesmo) e vejo o cinzento da luz dum arco-íris desbotado, esfarrapado, descolorido, desmantelado… vejo somente os sons que mudos me abanam o corpo num movimento quieto de sonolência, como se o sonho ainda aqui estivesse… mas não, o sonho já debandou, já partiu e apenas me deixou aqui, olhando o lugar que ele ocupou dentro de mim, a sonhar… foram estas as letras que eu consegui agrupar para fazer frases para aqui hoje colocar esta mensagem… tão lúcida de insatisfação, tão satisfeita de desnecessária, mas criada para todos por via do nada…”
10/06/2005
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…tal qual uma paleta de pintor com todas as cores…
09/06/2005
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“…não, não estavas lá quando mais precisei de ti… estavas ausente mesmo com a tua presença… ansiavas a libertação e para ela abriste os braços como último lampejo de solidão acompanhada… sim, mas apenas encontraste o nada… não, não estavas lá quando mais precisei de ti e o momento em que mais precisei de ti foi aquele em que já não te senti, aquele em que vi que já lá não estavas… foi apenas aí que reparei em ti quando já não estavas presente para te tocar… e a culpa não foi da tua fuga nem da minha quietude, a culpa foi da nossa cruel atitude em nos vermos sem nos olharmos, em nos sentirmos sem nos tocarmos em amar sem nos amarmos… por isso, quando mais precisei de ti tu não estavas lá, mesmo olhando para mim acenando um adeus desenhado no fim…”
08/06/2005
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…precisaremos de um D. Nuno enquanto sonhamos com D. Sebastião?…
07/06/2005
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“…hoje não te toco; hoje não te beijo nem te abraço. Hoje estou quieto à tua disposição; apenas corpo solto sem amarras nem vontade. Hoje não te toco; hoje só tu tens esse poder, o de me fazer ficar quieto inteiramente entregue à tua fantasia, à tua gula de prazer. O duche quente provocou em mim uma modorra e uma vontade enorme de nada fazer, nem de me mover; de corpo nu e ainda húmido, deitei-me na cama de barriga para baixo com os braços ao longo do corpo e com a cabeça olhando para a esquerda. Fiquei assim largos momentos até te sentir entrar no quarto. Pelo espelho da cómoda via-te de corpo inteiro olhando para mim; sorrias e com muita lentidão começaste a tirar a toalha de banho que te cingia o corpo. Ficaste nua nessa tua pele de cor acetinada linda que tanto me fascina. Não vias que te via. Aproximaste-te da cama e de joelhos te posicionaste junto do meu corpo. Não me movi. Nada dissemos. Passaste tua perna esquerda por cima de mim e te sentaste sobre as minhas nádegas de tal forma que senti o teu sexo junto do meu rabo. Já não te conseguia ver pelo espelho. Somente te sentia, quente e fresca com algumas gotas de água morna caindo sobre as minhas costas. Tuas mãos pousaram sobre os meus ombros e teu tronco se aproximou das minhas costas de forma a sentir o pousar lento dos teus seios. Senti teus mamilos endurecerem lentamente pelo contacto e fricção que começaste a fazer; ao mesmo tempo, a tua língua tocava ao de leve a minha orelha esquerda provocando-me um arrepio de prazer. Ficaste assim longos momentos, usufruindo apenas o contacto do meu corpo inerte. Depois, senti tuas mãos mexerem-se por baixo do meu peito e apertarem forte os meus mamilos; desceram lenta mas inexoravelmente para baixo de encontro ao meu sexo; encontraste-o inteiro e duro e o acariciaste da forma que quiseste. Teus seios continuavam a roçar as minhas costas e a tua pélvis insinuava-se cada vez com mais força nas minhas nádegas. Levantaste-te o suficiente para que me fizesses voltar de barriga para cima; olhei-te e adorei teu corpo altivo sobre mim; na mesma posição em que estiveras, subias agora para que o teu sexo se sentasse literalmente na minha boca; não me movia mas não consegui resistir e a minha língua moveu-se dentro dele em movimentos doces; senti-me apenas a respirar pelo nariz em respiração compassada mas aumentando de intensidade por virtude do prazer que me invadia. Ainda sentada dessa forma conseguiste num movimento gracioso inverter a posição de forma que fizeste uma inversão perfeita; estavas agora com a tua vagina na minha boca e com a tua boca brincando com o meu sexo. Conseguimos estar dessa forma o tempo suficiente para enlouquecermos. Naquele quarto nada mais se ouvia do que o arfar compassado das nossas respirações. Comecei a sentir o agridoce gosto do teu mar escorrer pela minha garganta. Já não estava a conseguir aguentar muito mais tempo e parece que adivinhaste esse momento; viraste de novo a posição de forma a ficares virada para mim e sentada sobre a minha púbis introduziste o meu sexo na tua vagina; senti a profundidade da mesma ser invadida vezes sem conta em movimento rítmicos. A intensidade aumentava segundo a segundo e num momento mágico sentimos que aquele seria o momento da fusão. Foi aí que deixaste cair teu peito sobre o meu peito e abraçados então num abraço louco de amor profundo, senti teus lábios quentes junto dos meus e teu sexo vibrar em palpitações ao mesmo tempo que o meu orgasmo te invadia as entranhas. Um som rouco proveniente das nossas respirações confundiu-se com os gemidos de prazer que deixaste então sair da tua alma; aquele momento não tem comparação com qualquer outro momento; é um momento único.
Hoje não te toco; hoje não me movo. Hoje sou apenas corpo, loucamente louco…”
06/06/2005
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…apenas porque esta cor de amarelo ouro fica bem sobre o azul…
05/06/2005
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“…acordo e sinto o vazio ao meu lado… olho bem e vejo apenas um espaço por onde alongo os braços e as pernas… diviso um local que deveria estar preenchido para eu preencher e ser recebido… há apenas o olhar para as paredes que me cercam e a luz que entra pelas janelas do meu quarto… à noite, quando me deito, faço-o às escuras para não notar a falha mas já não o consigo evitar ao acordar… penso no tempo que passou para passar o tempo… penso no tempo que não passa para chegar outro tempo em que possa pensar que valeu a pena esperar tanto tempo… ser a folha num amar do vento… força tão estranha que acalento…”
04/06/2005
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…para tanta beleza, somente um título: “amor”!…
03/06/2005
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“…nada acontece por mero acaso… o caos não existe (apesar de exitir ordem no caos)… há uma ordem, uma meta, o que lhe queiram chamar… tem de haver… não poderia ser de outra forma… não teria lógica ser de outra forma… não somos donos do que quer que seja, porque seríamos donos do nosso próprio caminho?… Ele é-nos ditado e nós, obedientes seres (átomos minúsculos de um Universo infinito e eterno – o que será ser infinito e eterno?…) criados ou incriados (porque raio de razão me devo eu preocupar com isso?…), nada mais fazemos do que seguir o instinto… aptidão total e absoluta do ser vivo: instinto de sobrevivência!… Vivemos para prosseguir o que já está em nós mesmos limitado: o tempo de viver!… O tempo de sermos… Então, permita-se que tudo o que acontece, aconteça!… Simplesmente, com vénia e aceitação… talvez, com amor e um pouco de paixão…”
02/06/2005
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…na singeleza da cor que nos detritos nasce do cacto esta flor…
01/06/2005
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…Nuno, é o meu primogénito
…faz hoje 35 anos que me deu a alegria de passar ao estatuto de pai
…longa caminhada esta que nos levou por estradas tão diversas
…sendas percorridas com risos e lágrimas
…metas que não estão escolhidas mas que serão atingidas
…com esperança no peito e um sorriso na alma
…parabéns, meu filho
…um beijo grande
31/05/2005
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“…estou em guerra com a minha própria paz… luto por ela…”
30/05/2005
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“…hoje só quero um abraço… um terno beijo… um dizer, estou aqui… um sorriso espelhado bem fundo na alma ou mesmo do fundo do coração (não será a mesma coisa?)… hoje só quero um olhar… a palma da mão na palma da mão… um simples tocar… um roçar do dedo na face, num tactear furtivo ou mesmo desajeitado… um movimento leve dos lábios pronunciando a frase que ousas ouvir… hoje só quero algo tão simples como o simples desejo de ter-te aqui…”
29/05/2005
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…basta uma raio de sol sobre elas para em sangue se transformarem…
28/05/2005
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“…Há poetas que têm asas… e poesia em cada voo. Há poetas que nos enchem a casa… e que reencontramos em cada dor. Há poetas que são fogo e água e sol e terra… e de todos os elementos plasmam novo ser. Há poetas… que são simplesmente poetas. Há poetas… que ainda nem sabem que o são. Há poetas… imensos!… Eu conheci um dia um desses poetas… e sei hoje que um poeta nunca morre. Faz-se em vida mesmo na morte, solta asas e leva-nos no vento… protege-nos e faz-se ao caminho connosco. Peregrina em nós… que com ele peregrinamos… Bebemos o sorriso dos poetas… vemos pelos seus olhos, e por detrás desses olhos, uma alma brilha e ilumina cada recanto escuro da nossa própria alma. É em dias de negro e frio que mais precisamos dos poetas… são fonte, força e semente… Um poeta nunca mente… “chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”… é nosso espelho e nosso sonho… é madrugada e fim de tarde… lua nova e lua cheia… São perenes todos os poetas… renascem e renascem… mesmo sem nunca morrer. Nada destrói nem a voz nem o sentir dos poetas… Podem ser usados, abusados, enegrecidos e deturpados… simplesmente são. Podem ser retalhados, citados e aviltados… Podem ser usados como arma de arremesso… Podem ser teorizados e complicados… Podem ser mitificados e cristalizados… Podem até servir de pasto em fogueiras inquisitoriais… Não são bíblia nem credo… e não se deixam rezar. Não são ameaça apocalíptica. Não são propriedade de ninguém. Não são espada nem guilhotina. Não cabem na pena nem no ódio de quem deles se apropria. São só poetas… são simplesmente imensos… não cabem em nenhuma semana nem se deixam aprisionar por nenhuma alma negra. São asas… não são anjos. E se agora sei, como tão bem sei, que as palavras nos podem fazem voar, que às vezes nos levam para lá do mar, em asas de vento, de dor e de amor… (mesmo sabendo que em palavras e por palavras se invocam os anjos…) sei também, como sabemos todos, que não há palavras que cheguem para fazer um anjo…”
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(from Bea at 24.01.01 in Sapo)
27/05/2005
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…não resisti à estética do meu lobices em cores binárias…
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(from: www.random-art.org)
26/05/2005
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“…o dia passa envolto em realidades; as coisas cercam-me e absorvem-me ou eu mesmo as absorvo; tomo-as como minhas ou elas mesmo me tomam como delas… surgimos frente a frente e iludimo-nos mutuamente; porque eu sou apenas mais uma das muitas realidades que a realidade me presenteia… não existem personagens, só coisas reais, protagonistas que vivem o ser algo num determinado momento… por isso, deixo passar o dia; pretendo que a noite chegue rápida e segura… a única oportunidade de poder criar as minhas personagens; a única vez em que o real deixa de existir e o sonho comanda o que sou e quem sou… o sono não demora a chegar e com ele a minha paixão se satisfaz: criar!… Então, todo eu deixo de ser o que sou e como sou e passo a ser o que não sou… as minhas personagens vivem outras vidas e no sonho me realizo porque a realidade do real não mo permite… deixo-me absorver na totalidade por todas as personagens que consigo criar e deixo de ser tudo o que sou; passo a ser o que não sou, talvez quem sabe o que sempre desejaria poder ser… bendito sono que me torna, na verdade, o que desejo ser… mesmo que isso seja apenas o pedaço de um sonho!…”
25/05/2005
Publicado por quimnogueira |
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…veludo verde com um tom de azul a formar um sorriso…
24/05/2005
Publicado por quimnogueira |
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“…Procuro todas as razões possíveis e imaginárias para que, pelo menos uma, justifique o que acontece. Não encontro. Desesperadamente procuro uma razão até que chego à conclusão de que não é preciso razão. As coisas acontecem pelo simples facto de que têm de acontecer. Busca-se uma vida inteira pela razão que justifique determinado acto e ficámos apáticos quando não a vemos. Mas será que é preciso uma razão? Mas então, se não houver razão para que algo determine um acontecimento, por que se verifica esse facto? Vivemos no caos? O caos não precede ou procede com uma ordem ainda que sem ordem mas com uma necessidade de motivar novo facto? Tenho lutado este tempo todo comigo mesmo no sentido de tentar perceber. Não consigo. E isso me dana. Me dana o facto de não ser capaz, o facto de não conseguir, o facto de assumir a nulidade de tudo o que acontece. Não encontrando razão para o motivo dum fim, que razão determina um princípio? E, por que razão dura um certo espaço-tempo? Ou não há razão para nada? Será que somos apenas marionetas? Será que nem nos afectos somos os gestores dos mesmos? Será que não há razão para amar?…”
23/05/2005
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…uma obra bonita mas agora com um outro significado…
22/05/2005
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“…desespero na minha esperança de te ver doce e acre no meu ser… desespero na minha esperança de te ter bela e pura no meu coração… de luzes brilhando na minha escuridão, de perfumes banhada no meu mar, de anseios tantos que já não sei contar… como te espero tanto! Porque não vens? Porque não apareces na minha visão de luzes brilhando num manto de solidão. Porque não apareces na minha mente sedenta e nua do teu ventre como mãe surgida do nada do meu querer… porque não apareces na névoa quente do dia que passou ou do dia que virá? Porquê ? Desespero na minha esperança de te ver doce e acre no meu viver. Vem até mim Ninfa, Sereia… Todo eu, manto de plena areia, pronto a receber a alva espuma do teu espraiar… vem até mim Ninfa, Sereia de todo o meu mar!… Como te espero, como te quero… Vem…”
21/05/2005
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…hoje apeteceu-me postar um azul sobre o meu azul para lembrar o nosso azul de ontem…
20/05/2005
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“…hoje não me apetece dizer-vos o que quer que seja… apetece-me apenas recordar o dia que passou rápido por mim… apetece-me recordar os momentos agradáveis… e somente isso, nada mais… nada mais vos dizer do que apenas o que acaba de ser dito, assim directo, simples mas tão cheio de tudo o que desejei…”
19/05/2005
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…dos 90, a minha mãe ainda se movimenta, ainda quer viver mais…
18/05/2005
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“…O silêncio está em vias de extinção… Parece ser um mundo perdido, exilado, depurado da sua sensualidade.. Por isso ainda vai havendo gente (afortunada?) que se refugia no resto que ainda resta do silêncio, reconstrói uma casa abandonada num sítio onde uma”civilização”, ainda incipiente… espreita. Um sítio ainda sem caos, sem o fulgor dos hipermercados, sem as notícias a correr. E transforma uma eira abandonada num jardim de rosmaninhos e flores de alfazema. Um sítio que pode ser aqui, nesta cidade, num recanto qualquer… Reconstruir o silêncio, num vaso à janela, num passeio á beira rio, numa história que se conta… no prazer duma noite reencontrada… Vamos dar força ao silêncio? Como se ele nos levasse ao encontro de nós? O silêncio… que nos permita sentir, sentir, pensar, meditar… O silêncio… que nos permita contemplar, com surpresa e júbilo… O silêncio… que nos faça sentir a presença de alguém… O silêncio… que nos transforme os gestos… O silencio que nos murmure… O silêncio… que nos permita falar sem falar… O silêncio… que nos dê a presença de alguém, algures ao longe… O silêncio… do nosso encantamento. Precisamos de nos encantar… Projectar em nós, por entre cinzas e lágrimas, a forma mágica de ousar sentir, de ousar ser, sem limites… sendo apenas nós, mesmo em tardes de sol quando se está triste e o limite parece aquém do horizonte. Precisamos de sermos imaginados, com encantamento, por alguém… Alguém que nos aconchegue ao mundo, discretamente, e que entre o burburinho dos gestos vazios, nos escute… e seja o fulgor magnífico do nosso próprio silêncio… Alguém… Nós, tu. Somente alguém. Talvez apenas esse silêncio.
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(texto de autoria devidamente identificada)
17/05/2005
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…não sou vegetariano, mas gostei tanto da cor que me atirei a ela; à salada, claro…
16/05/2005
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…ouvindo o som do silêncio de mansas águas…
…neste Domingo, ao fundo, a Barra de Aveiro…
15/05/2005
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…chamavam-lhe “O Almirante” pelo seu porte altivo, pela sua nobreza, pelo seu carácter, pela sua soberba figura de gigante; nos seus 2,10 m. de estatura; assim era o pai do meu pai; ainda me lembro dele e da sua voz grave; ainda me lembro da sua agonia no leito onde suspirou pela última vez; foi há mais de 55 anos; hoje lembrei-me dele apesar de todos os dias passar pela parede onde ele se encontra emoldurado nesta foto; diziam que ele era especial; diziam que o meu pai, já casado, ainda levou uma estalada dele; era apenas um simples funcionário alfandegário, no entanto, tratavam-no por “Almirante”!…
14/05/2005
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“…Porque te sentas de pernas cruzadas sobre a nudez do teu silêncio? Para te ouvires desejando não ouvir o que não és capaz de pensar? Porque te sentas de costas voltadas à treva se da treva vem a luz que te cega? Para não olhares, para não veres o que sempre desejaste ver? Porque me dizes que sim quando do teu peito sai um gritante não? Para não teres de balbuciar um talvez? Porque pensas que pensas o que não pensas? Para pensares no que eu penso que tu pensas? Não, o melhor é mesmo não pensares. Porque sentes que a vida te foge por entre os dedos se as tuas mãos estão presas e cheias de dúvidas? Porque desejas libertação se o que intimamente queres é estar quieto na bonomia do turbilhão? Porque calas o teu grito se do fundo da tua mansarda revelas a negrura da alma que te compõe o sentir? Porque não mentes se é tão doce mentir? Porque não calcas a doçura do mel? Porque não espezinhas a palavra calada? Porque não escreves o nada que temos para dizer? Que te disse eu que tu já não soubesses? Aprendeste algo mais para além daquilo que já não sabias? Que sabes tu da ignorância que te cerca se a certeza de saber é apenas uma incógnita que nos abala a consciência de nada sabermos, ou apenas de sabermos que nada sabemos? Para que viemos aqui? Para que é que estamos aqui? Para dizermos tudo quando apenas dizemos nada?…”
13/05/2005
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…o que se pode “obter” a partir de um pedaço de vidro…
12/05/2005
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…apenas porque conheço a autora deste texto; apenas porque conheço a sua dor; apenas porque sei quão grande mulher e mãe ela é; apenas em homenagem viva num grito de admiração, eu atrevo-me a copiar para esta minha humilde casa, o seu grito de amor/dor…
…um abraço enorme minha amiga e aceita este meu acto como oferta da paz que precisas…
…perdoa-me por este abuso:
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“…vou falar de AMOR. Há muito que não o faço… Faz agora um ano. As saudades do cheiro e de te ouvir aumentam. Continuo a acordar de noite e pensar que ainda te posso olhar nos olhos e dizer que te amo e saber que acalmas até para poderes respirar melhor. Reconheceres a minha voz, o meu cheiro, o meu toque e acabares por adormecer no meu colo. Continuo a sonhar…Acordar na realidade no meio disto dói e fico vazia, tu não estás cá, não estás mais cá. Há quem escreva uma música “Tears in Heaven” de Eric Clapton, há quem escreva um livro “Paula” de Isabelle Allende, eu grito por dentro, eu choro para mim, por ti, pelo meu egoísmo, porque sei que estás em paz, que finalmente dormes um sono verdadeiramente descansado. Todos me dizem: “Vai lá, vai vê-lo…” VER o quê? Pergunto!!! Uma pedra em que gravaram parvoíces, hipocrisias! Não consigo… Tu estás ali, mas não estás, não és tu! Fico zangada quando vou, zangada por ler, zangada porque até isso me conseguiram roubar, tiraram-me a última palavra. Bem sei que tu estás sempre comigo, continuas a ser a minha dor, apesar de saber que não haverias de gostar de me ver triste todos os dias. A tua irmã continua a ser o meu Sol, mas é por ti que continua a doer-me o coração, é em ti que penso desde o nascer do sol até ao pôr-do-sol. Desculpa, não consigo deixar-te ir, marcaste bem a tua passagem. Nasceste no dia de anos de teu pai e eu enterrei-te no dia dos meus… Só isto diz tudo… Este ano dei-te os parabéns, comprei-te uma prenda que nunca vais desembrulhar. Hoje deixo-te estas palavras aqui, porquê? Porque no sítio onde estás não é onde deverias de estar, porque fecho os olhos e vejo-te a seres levado para longe, estás frio e sempre quente dentro de mim. É contraditório eu sei. Deixo-te estas palavras aqui porque não vou escrever um livro, nem compor uma música. Porque quis gritar bem alto a minha dor, porque eu amo-te muito meu filho!…”
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(from: wingsofdesire in A&C Fóruns do Sapo)
11/05/2005
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“…eu hoje queria compor um poema para ti… queria dedicar-te, amor, a mais bela poesia que exprimisse a nostalgia das horas longe de ti… queria dizer-te quão triste é o ciúme que persiste e em minh` alma penetra!… oh… se eu fosse poeta!… quereria cantar o suavíssimo calor do teu olhar, e depois… depois rimar o nosso amor!… se eu fosse poeta, em estrofes dir-te-ia que és o sonho, és a magia que meu coração desperta… e cantaria no final um grande amor sem igual que em sonhos flutua!… e, com ternura e com paixão dar-te-ia meu coração, amando-te com todo o ardor, pois tu és tu, minha e meu amor!…”
09/05/2005
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…o meu Sul, hoje, está plúmbeo mas não deixa de ser belo…
08/05/2005
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“…não sei se alguma vez te disse o que sinto quando penso em ti… também não sei como descrever, como dizer?… é algo que, se calhar, não pode ser descrito; é só sentir, está dito!… Porém, também não sei se alguma vez te conseguirei dizer o que sinto quando penso em ti… às tantas, de tanto sentir, ficarei incapaz de o dizer, porque sentir é algo apenas e muito de cada um de nós… como é que será possível transmitir o que estamos a sentir dentro de nós?… Como fazer o outro “viver” a nossa forma de sentir?… Não sei, acho que não conseguirei nunca dizer o que sinto quando penso em ti, mas se calhar, é quanto baste, dizer apenas que sinto e ficares a saber que sim, que sinto algo que não consigo descrever quando penso em ti… por isso, olha, no mínimo tenta sentir que há algo que eu sinto e, se sentires é porque eu te consegui transmitir… e isso será muito bom…”
07/05/2005
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…o que vocês têm é inveja; seus invejosos!… até amanhã!…
06/05/2005
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“…nunca estranho o sabor de uma derrota
…apenas pelo facto de já a ter combatido;
…não estranho, pela razão de que ele de mim brota
…em pequenos traços de um pincel combalido
…de pêlos de crina de algum cavalo um dia alado
…ou mesmo daqueles que cavalgam na vinda e na ida…
…é o sabor da derrota que me dá o gosto da vitória
…quando a alcanço no dia a dia em que debito a memória
…e na minha alma credito o saldo da minha vida…”
05/05/2005
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“…já é habitual eu acordar a meio da noite; é sempre naqueles intervalos entre o efeito das drogas que me dão; aproveitei sempre esses momentos para te escrever, meu amor; porém, estou convencida que esta será a minha última carta e, sinceramente, não sei o que te quero dizer… meu amado, meu bem, meu doce, meu tudo, meu ser, minha alma, minha única razão de existir: não sei sequer se irás ler estas minhas palavras; como é hábito e tu sabes, devem ser 4 da manhã; está na hora de mais uma dose e a enfermeira deve estar a chegar; restam-me poucos minutos e estas serão as últimas que vou poder te escrever; as outras cartas que te enviei, onde recordava tudo o que de belo e bom tivemos durante os tempos em que estivemos juntos, também não sei se foram parar às tuas doces mãos, (tão doces de todas as carícias que me levaram ao êxtase e ao delírio, tão suaves que eram, meu amor, tão doces que as sentia em mim como se minhas fossem, como se me pertencessem desde sempre); não sei se te disseram como estou, não sei se sabes no que me tornei… mas, há cerca de meia dúzia de dias (como se contam os dias aqui?… não me perguntes porque não te sei responder…) ouvi-os dizer que já não havia nada a fazer e que a única forma era o isolamento total e final… vão, pois, privar-me da única coisa que tinha vinda do exterior: a luz da lua nas noites frias porque sem ti e da luz do sol gelado porque não a teu lado; tiram-me também o bater das gotas da chuva que me faziam contar os segundos em que olhava o tecto e recordava tudo o que fomos… vão, portanto, enviar-me para longe de mim mesma, encharcar-me de drogas e mais drogas para que eu não possa reagir e gritar como tenho gritado estes últimos anos; gritado por ti, meu amor, gritado pela tua ausência, pelo amor que tivemos, por tudo de bom que passámos, por tudo o que está gravado na minha alma, na minha pele, no meu ser, na minha totalidade… como dizer-lhes que não estou louca, como dizer-lhes que o que sou é apenas o resultado do que fomos; como dizer-lhes que nada tenho porque apenas e só tu me faltas e que nada mais desejo que não seja o que um dia fomos… queria, antes de ir, antes (eu sei) de morrer de falta de ti, olhar-te apenas mais uma vez; fixar teus olhos e sorrir no teu sorriso; tocar teus lábios e tornar-me num beijo; sentir tuas mãos nos meus seios e ser eu mesma esse toque; sentir teu sexo me penetrar e ser eu mesma a penetração… meu amor, apenas uma última vez e eu ficaria curada… mas tenho consciência (sabes aquela consciência que nos resta no intervalo curto entre as injecções) de que tal não vai acontecer e sei que o meu túmulo estará naquelas 4 paredes sem grades porque sem janelas; já tinha ouvido falar delas quando cá entrei… ouço passos; deve ser a enfermeira do turno da noite; deve ser a próxima toma de mais um calmante… o habitual, a norma, o gesto, o ritual, a morte em ensaio… sei que já não vou ter mais tempo; o tempo terminou… vou levar comigo todas as recordações que me restam porque nada mais tenho nem nada mais quero: quero apenas que não me tirem a recordação do som do teu riso, o sabor do teu toque, o brilho do teu olhar… isso eles não me conseguem tirar… é isso o que vou levar comigo… quando partir para sempre deste corpo físico que já nada sente, irás dentro da minha alma e serei sempre feliz para onde quer que eu vá, tu estarás lá… eu sei, meu amor, eu sei… me despeço para todo o sempre… deixo-te a minha paz, a paz que obtive na loucura do nosso amor, a paz que me toca ao de leve enquanto sonho contigo… nada mais resta… perdoa-me por te ter amado tanto; perdoa-me por não conseguir deixar de te amar; perdoa-me por te levar comigo no meu coração… adeus, meu amor
…a tua Maria
03/05/2005
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…de procurar em todos os lugares as simetrias…
02/05/2005
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“…Ontem, inesperadamente, rompeste a chorar… De há dias para cá, que a melancolia te anda a torturar sem verdadeiro motivo, ou talvez mesmo conhecendo tu a razão… E´ talvez a tua verdade a tomar consciência do teu destino… Uma infinidade de pequenas coisas obscuras contribuíram para formar essa angústia que te oprime e te faz sofrer… E o coração, em tumulto, quisera gritar o desespero que os lábios não sabem exprimir… Pois bem, o teu pranto é semelhante à chuva de Abril que torna mais verdejante o jardim… Talvez, pelo contrário, não consigas chorar, e semelhante angústia sacode-te com violência e abala-te o coração, a ponto de desejares morrer… Somente os olhos reflectem a tempestade interior e buscam em vão um pouco de azul… E tens a sensação de que, se pudesses chorar, te sentirias liberta… Mas não és capaz, e nem sequer podes falar… Sim, a tua angústia é semelhante a um céu fechado, que um dia se abrirá para fazer triunfar o sol… Porventura a tristeza que sentes é já um presságio… Talvez uma oferta inconsciente de amor para com tudo e para com todos… Talvez e apenas o teu simples destino de mulher…”
01/05/2005
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…logo à noite, em meia lua, o fogo me rodeará e me irá levar para as legendárias paragens onde o amor que fecunda a terra, torna real a lenda que tanto encanta…
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(photo from druidry.org)
30/04/2005
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