Lobices

…meiguices de lobos e não só…

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…onde a paz se conjuga com a natureza…

07/09/2004 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

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…onde a paz se conjuga com a natureza…

07/09/2004 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

>sinto

>Sinto que não sinto o que queria sentir; não sei se o que sinto é ou não o sentir do que sinto que não sinto sentir-se dentro de mim; desespero na angústia angustiada de me ver assim, nú, despido do nada, vestido numa pele cansada que cobre um corpo cálido mas tremente não de frio mas de quente; de um calor sem dor mas abrasador. E é este frio que me aquece num conforto dolente que me adormece neste deambular lento que até parece que fenece como flor varrida ao vento que não se esquece. Sinto que minto a mim mesmo na procura de não sentir o que sinto e não queria sentir. Vomito então o que quero esquecer mas sufoco no próprio vómito. Desejo indómito que não pára nunca de me dominar. Onde estás força de vontade de gritar? Onde estás prece urgente de abalar? Onde estás desejo prenhe de tortura? Já não sinto. Tenho de ir. Preciso dormir.

07/09/2004 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

sinto

Sinto que não sinto o que queria sentir; não sei se o que sinto é ou não o sentir do que sinto que não sinto sentir-se dentro de mim; desespero na angústia angustiada de me ver assim, nú, despido do nada, vestido numa pele cansada que cobre um corpo cálido mas tremente não de frio mas de quente; de um calor sem dor mas abrasador. E é este frio que me aquece num conforto dolente que me adormece neste deambular lento que até parece que fenece como flor varrida ao vento que não se esquece. Sinto que minto a mim mesmo na procura de não sentir o que sinto e não queria sentir. Vomito então o que quero esquecer mas sufoco no próprio vómito. Desejo indómito que não pára nunca de me dominar. Onde estás força de vontade de gritar? Onde estás prece urgente de abalar? Onde estás desejo prenhe de tortura? Já não sinto. Tenho de ir. Preciso dormir.

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…onde a paz se conjuga com a natureza…

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sinto

Sinto que não sinto o que queria sentir; não sei se o que sinto é ou não o sentir do que sinto que não sinto sentir-se dentro de mim; desespero na angústia angustiada de me ver assim, nú, despido do nada, vestido numa pele cansada que cobre um corpo cálido mas tremente não de frio mas de quente; de um calor sem dor mas abrasador. E é este frio que me aquece num conforto dolente que me adormece neste deambular lento que até parece que fenece como flor varrida ao vento que não se esquece. Sinto que minto a mim mesmo na procura de não sentir o que sinto e não queria sentir. Vomito então o que quero esquecer mas sufoco no próprio vómito. Desejo indómito que não pára nunca de me dominar. Onde estás força de vontade de gritar? Onde estás prece urgente de abalar? Onde estás desejo prenhe de tortura? Já não sinto. Tenho de ir. Preciso dormir.

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…belas formas de água corrente…

07/09/2004 Posted by | Diversos | 2 comentários

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…belas formas de água corrente…

07/09/2004 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

>subentendimentos

>Há uma coisa que é necessário definir: todos nós, quando escrevemos (ou falamos), dizemos coisas reais e dizemos coisas irreais.Fazemos um misto de retórica vã e não só; colocamos muito de nós e também muito daquilo que vai no nosso imaginário; não só falamos do que sabemos como também falamos do que não sabemos mas, principalmente, falamos com a Alma, com aquilo a que eu chamo de “desejo”.Fala-se do que “desejaríamos” que assim fosse.Quando não “foi assim” então fala-se do desejo de não ter sido como desejáramos que tivesse sido.Somos todos duma ambiguidade angustiante (quer se queira admitir isto ou não); mentimos a nós mesmos para nos desculparmos de tudo só que nos esquecemos que não somos culpados de nada.A ilusão não está em nós mas em tudo o que nos é dado como perceptível, ou seja, o que nos rodeia é que pode ser ilusão; nós não somos uma ilusão.A ilusão gira à nossa volta e tenta-nos de forma a que se perca a noção do que é a verdade e do que é a mentira; ficamos, então, apenas com o que temos; e o que é que temos? A esperança de estarmos enganados ou de nos termos enganado e de que há ou vai haver solução.Desesperadamente procuramos resolver esse problema.Doutras vezes, desistimos e deixamos que tudo “morra” no limbo do esquecimento; no entanto, esse limbo é também ele mesmo uma ilusão pois o esquecimento não é viável; não podemos “cortar” ou “apagar” a memória. E esta é a que nos devora; engole-nos por vezes duma forma assustadora e noutras vezes duma forma mais suave mas não deixa nunca de nos engolir.Somos como que absorvidos por esse buraco negro que é a lembrança; lembramos tudo, principalmente o bom porque subsconscientemente escondemos num recanto da nossa memório tudo o que foi mau; até porque nunca tivemos a culpa do mal ou do mau acontecido. Somos uns eternos inocentes.Fazemos assim, ao longo da vida, exorcismos aos nossos demónios em vez de lançarmos louvores aos nossos anjos; passamos uma vida inteira a lamentar o inlamentável em vez de nos alegrarmos com tudo o que não deve ser esquecido. E tudo, tanto o bom como o mau, deve ser contabilizado na nossa passagem por esta dimensão do aqui e agora.E só há uma forma de se “conviver” nesse estádio de vida: é aceitar o que nos é dado viver; é aceitar o que nos é dado pois nada daquilo que “temos” é nosso; foi-nos concedido passar por isso, foi-nos concedido vivermos nisso, foi-nos concedido vivenciar determinados factos, factos estes que serão única e exclusivamente nossos e de mais ninguém; mais ninguém no universo sente o que eu sinto, mais ninguém no universo sente o que tu sentes.Somos seres únicos, individuais e totalmente imperfeitos. Vamos a caminho da perfeição mas que tarda em chegar. Vamos ter muito que caminhar ainda até conseguirmos a espiritualidade do ser.Porém e como ainda somos imperfeitos é-nos “concedida” a capacidade de “chorar”.É por isso que nada nos satisfaz.É por isso que buscamos a felicidade (quando ela está aqui, dentro de nós).É por isso que sofremos.É por sermos ainda imperfeitos que não sabemos (ainda não aprendemos) aceitar.No que me diz respeito, tento duma forma lenta mas sistemática, tentar aceitar mas, na verdade vos digo, que não é fácil e, por vezes pois, preciso de “gritar” e de usar a tal forma de equilíbrio que me permita lentamente sentir o caminho que piso numa caminhada que sei tenho de fazer, sem olhar para o caminho mas apenas com a vontade enorme e grandiosa de caminhar.

07/09/2004 Posted by | Diversos | 1 Comentário

subentendimentos

Há uma coisa que é necessário definir: todos nós, quando escrevemos (ou falamos), dizemos coisas reais e dizemos coisas irreais.Fazemos um misto de retórica vã e não só; colocamos muito de nós e também muito daquilo que vai no nosso imaginário; não só falamos do que sabemos como também falamos do que não sabemos mas, principalmente, falamos com a Alma, com aquilo a que eu chamo de “desejo”.Fala-se do que “desejaríamos” que assim fosse.Quando não “foi assim” então fala-se do desejo de não ter sido como desejáramos que tivesse sido.Somos todos duma ambiguidade angustiante (quer se queira admitir isto ou não); mentimos a nós mesmos para nos desculparmos de tudo só que nos esquecemos que não somos culpados de nada.A ilusão não está em nós mas em tudo o que nos é dado como perceptível, ou seja, o que nos rodeia é que pode ser ilusão; nós não somos uma ilusão.A ilusão gira à nossa volta e tenta-nos de forma a que se perca a noção do que é a verdade e do que é a mentira; ficamos, então, apenas com o que temos; e o que é que temos? A esperança de estarmos enganados ou de nos termos enganado e de que há ou vai haver solução.Desesperadamente procuramos resolver esse problema.Doutras vezes, desistimos e deixamos que tudo “morra” no limbo do esquecimento; no entanto, esse limbo é também ele mesmo uma ilusão pois o esquecimento não é viável; não podemos “cortar” ou “apagar” a memória. E esta é a que nos devora; engole-nos por vezes duma forma assustadora e noutras vezes duma forma mais suave mas não deixa nunca de nos engolir.Somos como que absorvidos por esse buraco negro que é a lembrança; lembramos tudo, principalmente o bom porque subsconscientemente escondemos num recanto da nossa memório tudo o que foi mau; até porque nunca tivemos a culpa do mal ou do mau acontecido. Somos uns eternos inocentes.Fazemos assim, ao longo da vida, exorcismos aos nossos demónios em vez de lançarmos louvores aos nossos anjos; passamos uma vida inteira a lamentar o inlamentável em vez de nos alegrarmos com tudo o que não deve ser esquecido. E tudo, tanto o bom como o mau, deve ser contabilizado na nossa passagem por esta dimensão do aqui e agora.E só há uma forma de se “conviver” nesse estádio de vida: é aceitar o que nos é dado viver; é aceitar o que nos é dado pois nada daquilo que “temos” é nosso; foi-nos concedido passar por isso, foi-nos concedido vivermos nisso, foi-nos concedido vivenciar determinados factos, factos estes que serão única e exclusivamente nossos e de mais ninguém; mais ninguém no universo sente o que eu sinto, mais ninguém no universo sente o que tu sentes.Somos seres únicos, individuais e totalmente imperfeitos. Vamos a caminho da perfeição mas que tarda em chegar. Vamos ter muito que caminhar ainda até conseguirmos a espiritualidade do ser.Porém e como ainda somos imperfeitos é-nos “concedida” a capacidade de “chorar”.É por isso que nada nos satisfaz.É por isso que buscamos a felicidade (quando ela está aqui, dentro de nós).É por isso que sofremos.É por sermos ainda imperfeitos que não sabemos (ainda não aprendemos) aceitar.No que me diz respeito, tento duma forma lenta mas sistemática, tentar aceitar mas, na verdade vos digo, que não é fácil e, por vezes pois, preciso de “gritar” e de usar a tal forma de equilíbrio que me permita lentamente sentir o caminho que piso numa caminhada que sei tenho de fazer, sem olhar para o caminho mas apenas com a vontade enorme e grandiosa de caminhar.

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…belas formas de água corrente…

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Há uma coisa que é necessário definir: todos nós, quando escrevemos (ou falamos), dizemos coisas reais e dizemos coisas irreais.Fazemos um misto de retórica vã e não só; colocamos muito de nós e também muito daquilo que vai no nosso imaginário; não só falamos do que sabemos como também falamos do que não sabemos mas, principalmente, falamos com a Alma, com aquilo a que eu chamo de “desejo”.Fala-se do que “desejaríamos” que assim fosse.Quando não “foi assim” então fala-se do desejo de não ter sido como desejáramos que tivesse sido.Somos todos duma ambiguidade angustiante (quer se queira admitir isto ou não); mentimos a nós mesmos para nos desculparmos de tudo só que nos esquecemos que não somos culpados de nada.A ilusão não está em nós mas em tudo o que nos é dado como perceptível, ou seja, o que nos rodeia é que pode ser ilusão; nós não somos uma ilusão.A ilusão gira à nossa volta e tenta-nos de forma a que se perca a noção do que é a verdade e do que é a mentira; ficamos, então, apenas com o que temos; e o que é que temos? A esperança de estarmos enganados ou de nos termos enganado e de que há ou vai haver solução.Desesperadamente procuramos resolver esse problema.Doutras vezes, desistimos e deixamos que tudo “morra” no limbo do esquecimento; no entanto, esse limbo é também ele mesmo uma ilusão pois o esquecimento não é viável; não podemos “cortar” ou “apagar” a memória. E esta é a que nos devora; engole-nos por vezes duma forma assustadora e noutras vezes duma forma mais suave mas não deixa nunca de nos engolir.Somos como que absorvidos por esse buraco negro que é a lembrança; lembramos tudo, principalmente o bom porque subsconscientemente escondemos num recanto da nossa memório tudo o que foi mau; até porque nunca tivemos a culpa do mal ou do mau acontecido. Somos uns eternos inocentes.Fazemos assim, ao longo da vida, exorcismos aos nossos demónios em vez de lançarmos louvores aos nossos anjos; passamos uma vida inteira a lamentar o inlamentável em vez de nos alegrarmos com tudo o que não deve ser esquecido. E tudo, tanto o bom como o mau, deve ser contabilizado na nossa passagem por esta dimensão do aqui e agora.E só há uma forma de se “conviver” nesse estádio de vida: é aceitar o que nos é dado viver; é aceitar o que nos é dado pois nada daquilo que “temos” é nosso; foi-nos concedido passar por isso, foi-nos concedido vivermos nisso, foi-nos concedido vivenciar determinados factos, factos estes que serão única e exclusivamente nossos e de mais ninguém; mais ninguém no universo sente o que eu sinto, mais ninguém no universo sente o que tu sentes.Somos seres únicos, individuais e totalmente imperfeitos. Vamos a caminho da perfeição mas que tarda em chegar. Vamos ter muito que caminhar ainda até conseguirmos a espiritualidade do ser.Porém e como ainda somos imperfeitos é-nos “concedida” a capacidade de “chorar”.É por isso que nada nos satisfaz.É por isso que buscamos a felicidade (quando ela está aqui, dentro de nós).É por isso que sofremos.É por sermos ainda imperfeitos que não sabemos (ainda não aprendemos) aceitar.No que me diz respeito, tento duma forma lenta mas sistemática, tentar aceitar mas, na verdade vos digo, que não é fácil e, por vezes pois, preciso de “gritar” e de usar a tal forma de equilíbrio que me permita lentamente sentir o caminho que piso numa caminhada que sei tenho de fazer, sem olhar para o caminho mas apenas com a vontade enorme e grandiosa de caminhar.

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