Lobices

…meiguices de lobos e não só…

>tudo

>

…neste final de tarde queria ter tudo para tudo te oferecer; neste final de dia a sério que queria; mas nada tenho; então, busco no nada e aqui venho, com todo o carinho, oferecer-te mais uma das minhas rosas, daquelas que fazem parte do meu próprio caminho…
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30/01/2005 Posted by | Diversos | 11 comentários

tudo

…neste final de tarde queria ter tudo para tudo te oferecer; neste final de dia a sério que queria; mas nada tenho; então, busco no nada e aqui venho, com todo o carinho, oferecer-te mais uma das minhas rosas, daquelas que fazem parte do meu próprio caminho…

30/01/2005 Posted by | Diversos | 11 comentários

tudo


…neste final de tarde queria ter tudo para tudo te oferecer; neste final de dia a sério que queria; mas nada tenho; então, busco no nada e aqui venho, com todo o carinho, oferecer-te mais uma das minhas rosas, daquelas que fazem parte do meu próprio caminho…

30/01/2005 Posted by | Diversos | | 11 comentários

>ausente

>

“…não existe o teu corpo, mas estás aqui… Não olho teus olhos, mas te leio a alma… Não toco nos teus cabelos, mas me envolvo neles… Não te sinto palpitar, mas te oiço respirar; é um som leve, lento mas ritmado, quente, arfado e dolente… Não existe o teu corpo, mas estás aqui, bem perto de mim… É algo que não tem fim e não posso olvidar… Como deixar de o amar? Pergunta que me enlouquece… Desígnios divinos que questiono e morro lentamente neste corpo dormente que não vive mas sente…”

29/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

ausente

“…não existe o teu corpo, mas estás aqui… Não olho teus olhos, mas te leio a alma… Não toco nos teus cabelos, mas me envolvo neles… Não te sinto palpitar, mas te oiço respirar; é um som leve, lento mas ritmado, quente, arfado e dolente… Não existe o teu corpo, mas estás aqui, bem perto de mim… É algo que não tem fim e não posso olvidar… Como deixar de o amar? Pergunta que me enlouquece… Desígnios divinos que questiono e morro lentamente neste corpo dormente que não vive mas sente…”

29/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

ausente

“…não existe o teu corpo, mas estás aqui… Não olho teus olhos, mas te leio a alma… Não toco nos teus cabelos, mas me envolvo neles… Não te sinto palpitar, mas te oiço respirar; é um som leve, lento mas ritmado, quente, arfado e dolente… Não existe o teu corpo, mas estás aqui, bem perto de mim… É algo que não tem fim e não posso olvidar… Como deixar de o amar? Pergunta que me enlouquece… Desígnios divinos que questiono e morro lentamente neste corpo dormente que não vive mas sente…”

29/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>Lisboa

>

…vendo-a do alto, mais não resta que uma mancha azul e uma saudade…

28/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

Lisboa

…vendo-a do alto, mais não resta que uma mancha azul e uma saudade…

28/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

Lisboa



…vendo-a do alto, mais não resta que uma mancha azul e uma saudade…

28/01/2005 Posted by | Diversos | | 7 comentários

>destino

>

“…Vou partir definitivamente. Vou deixá-lo de vez para que ele siga o seu destino. Já cumpri o que me fora dado ser no seu corpo. Não estou aqui a dar-te uma satisfação mas apenas a cumprir um desígnio. Esta é a minha última acção com o seu corpo físico. Eu não te amei; eu nunca te amei, mas ele sim. Foi ele que, desesperadamente, te amou sem nunca ter sabido que estava a ser usado para te despertar para o conhecimento. A minha missão foi cumprida com um certo êxito ainda que tenha terminado duma forma que não estava prevista; mas, na verdade, o livre arbítrio assim o determinou. Penso também que tenhas intuído a verdade e que tenhas vislumbrado (como, não me foi dado saber) algo que ele nunca soube nem nunca irá saber. Tu, talvez sim. Escolhi finalmente, para ti, o amor…”

27/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

destino

“…Vou partir definitivamente. Vou deixá-lo de vez para que ele siga o seu destino. Já cumpri o que me fora dado ser no seu corpo. Não estou aqui a dar-te uma satisfação mas apenas a cumprir um desígnio. Esta é a minha última acção com o seu corpo físico. Eu não te amei; eu nunca te amei, mas ele sim. Foi ele que, desesperadamente, te amou sem nunca ter sabido que estava a ser usado para te despertar para o conhecimento. A minha missão foi cumprida com um certo êxito ainda que tenha terminado duma forma que não estava prevista; mas, na verdade, o livre arbítrio assim o determinou. Penso também que tenhas intuído a verdade e que tenhas vislumbrado (como, não me foi dado saber) algo que ele nunca soube nem nunca irá saber. Tu, talvez sim. Escolhi finalmente, para ti, o amor…”

27/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

destino

“…Vou partir definitivamente. Vou deixá-lo de vez para que ele siga o seu destino. Já cumpri o que me fora dado ser no seu corpo. Não estou aqui a dar-te uma satisfação mas apenas a cumprir um desígnio. Esta é a minha última acção com o seu corpo físico. Eu não te amei; eu nunca te amei, mas ele sim. Foi ele que, desesperadamente, te amou sem nunca ter sabido que estava a ser usado para te despertar para o conhecimento. A minha missão foi cumprida com um certo êxito ainda que tenha terminado duma forma que não estava prevista; mas, na verdade, o livre arbítrio assim o determinou. Penso também que tenhas intuído a verdade e que tenhas vislumbrado (como, não me foi dado saber) algo que ele nunca soube nem nunca irá saber. Tu, talvez sim. Escolhi finalmente, para ti, o amor…”

27/01/2005 Posted by | Diversos | | 5 comentários

>peace

>

…can you feel it?…

26/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

peace

…can you feel it?…

26/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

peace



…can you feel it?…

26/01/2005 Posted by | Diversos | | 8 comentários

>carta

>

“Não, não me pediste, meu filho, para nascer, não. Foi apenas um desejo meu, um desejo muito antigo, daqueles desejos de me tornar num Homem plantando uma árvore, escrevendo um livro e fazendo um filho… sim, foi um desses desejos íntimos que, na companhia da mulher que te deu à luz, eu te dei vida, uma vida desejada e acompanhada até aos mais ínfimos pormenores. É verdade, foste desejado com muito carinho e muito amor; não amor carnal para gerar um filho mas amor de pai que pretende ser pai… mas tu não foste ouvido, não o podias ser… mas sempre pensei que a vida nasce sem que a gente a provoque, ela nasce pela simples razão de que tem de ser…

E num determinado dia, rasgando as carnes de tua mãe, vieste beijar a luz deste mundo que tão diferente é daquele em que, durante 9 meses, te escudaste das maldades que nos rodeiam e nos provocam náuseas por não sabermos como evitar tais momentos…

Esses 9 meses de gestação prodigiosa que somente Deus pode conceber e permitir, foram meses de acalentadas esperanças pelo dia tão ansiosamente esperado; 9 meses de fortuna espiritual por te saber ali, por te saber vivente e prodigiosamente sobrevivente num mundo perfeito que somente se conhece mas não se sente pois não nos lembramos nunca de como se passaram esses momentos “lá dentro”…

E quando, então, rasgaste as carnes maternas eu chorei de alegria por saber que eras algo meu, algo vivo, materializado, que tinha vindo de mim e se transformado dentro do ventre materno; sim, chorei de alegria por te saber ali a meu lado e por saber que estava a teu lado…

Mal te pude pegar, pois tinha medo de te magoar; não queria macular com as minhas mãos aquilo que estava imaculado, pois naquele momento nenhum pecado poderias ter cometido pois estavas ali por vontade suprema de Deus Pai e que ninguém me diga, que ninguém me ouse dizer que um recém-nascido vem maculado por qualquer tipo de pecado… Deus te criou por meu intermédio no ventre de tua mãe; nasceste por vontade Dele, logo não cometeste qualquer pecado e abençoados todos os que nascem por vontade única de Deus Pai.

Os anos que se seguiram foram anos de alegria e anos de espanto pelas habilidades que davas a conhecer aos que te rodeavam de amor e carinho…

E numa criança te tornaste e como criança cresceste para o mundo; percorreste todos os caminhos normais e habituais que qualquer criança costuma percorrer: os trambolhões, os choros, as maleitas, a escola… a entrada pela porta da vida prática de qualquer ser humano…

E muito cedo num homem te tornaste, pelo abandono forçado que tive de te proporcionar por razões que não te diziam respeito e das quais não eras responsável nem sequer tinhas nada com elas… então, porque razão haverias de sofrer pelos erros cometidos pelos outros, especialmente pelos dos teus progenitores? Que pecado cometeras tu para pagares pelos erros dos outros? Que mal fizeras ao mundo para ele te responder dessa maneira? Que tinhas tu a ver com as agruras da vida de teus pais se não eras a origem desse mal? Por que haverias de pagar por erros não cometidos?

Não te sei responder, meu filho.

Mas que pagaste…e bem…lá isso pagaste.

E esse preço faz parte da minha dívida para contigo; dívida que jamais poderei pagar, pois por mais que te ame, jamais te pagarei o sofrimento que te provoquei…

E esse preço faz parte da minha angústia para o resto da minha vida, pois por mais que te ame, jamais aliviarei a dor que sinto no meu peito…

E esse preço faz parte integrante do meu dia a dia, pois por mais que te ame, jamais sairá do meu peito a dor da dor que te dei…

Não te peço perdão pois não sou digno dele; não te peço que me releves todas as minhas faltas; não te peço que me compreendas; não te peço sequer que entendas…

Peço-te apenas que acredites na dor que vive comigo…”

Teu pai.

25/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

carta

“Não, não me pediste, meu filho, para nascer, não. Foi apenas um desejo meu, um desejo muito antigo, daqueles desejos de me tornar num Homem plantando uma árvore, escrevendo um livro e fazendo um filho… sim, foi um desses desejos íntimos que, na companhia da mulher que te deu à luz, eu te dei vida, uma vida desejada e acompanhada até aos mais ínfimos pormenores. É verdade, foste desejado com muito carinho e muito amor; não amor carnal para gerar um filho mas amor de pai que pretende ser pai… mas tu não foste ouvido, não o podias ser… mas sempre pensei que a vida nasce sem que a gente a provoque, ela nasce pela simples razão de que tem de ser…

E num determinado dia, rasgando as carnes de tua mãe, vieste beijar a luz deste mundo que tão diferente é daquele em que, durante 9 meses, te escudaste das maldades que nos rodeiam e nos provocam náuseas por não sabermos como evitar tais momentos…

Esses 9 meses de gestação prodigiosa que somente Deus pode conceber e permitir, foram meses de acalentadas esperanças pelo dia tão ansiosamente esperado; 9 meses de fortuna espiritual por te saber ali, por te saber vivente e prodigiosamente sobrevivente num mundo perfeito que somente se conhece mas não se sente pois não nos lembramos nunca de como se passaram esses momentos “lá dentro”…

E quando, então, rasgaste as carnes maternas eu chorei de alegria por saber que eras algo meu, algo vivo, materializado, que tinha vindo de mim e se transformado dentro do ventre materno; sim, chorei de alegria por te saber ali a meu lado e por saber que estava a teu lado…

Mal te pude pegar, pois tinha medo de te magoar; não queria macular com as minhas mãos aquilo que estava imaculado, pois naquele momento nenhum pecado poderias ter cometido pois estavas ali por vontade suprema de Deus Pai e que ninguém me diga, que ninguém me ouse dizer que um recém-nascido vem maculado por qualquer tipo de pecado… Deus te criou por meu intermédio no ventre de tua mãe; nasceste por vontade Dele, logo não cometeste qualquer pecado e abençoados todos os que nascem por vontade única de Deus Pai.

Os anos que se seguiram foram anos de alegria e anos de espanto pelas habilidades que davas a conhecer aos que te rodeavam de amor e carinho…

E numa criança te tornaste e como criança cresceste para o mundo; percorreste todos os caminhos normais e habituais que qualquer criança costuma percorrer: os trambolhões, os choros, as maleitas, a escola… a entrada pela porta da vida prática de qualquer ser humano…

E muito cedo num homem te tornaste, pelo abandono forçado que tive de te proporcionar por razões que não te diziam respeito e das quais não eras responsável nem sequer tinhas nada com elas… então, porque razão haverias de sofrer pelos erros cometidos pelos outros, especialmente pelos dos teus progenitores? Que pecado cometeras tu para pagares pelos erros dos outros? Que mal fizeras ao mundo para ele te responder dessa maneira? Que tinhas tu a ver com as agruras da vida de teus pais se não eras a origem desse mal? Por que haverias de pagar por erros não cometidos?

Não te sei responder, meu filho.

Mas que pagaste…e bem…lá isso pagaste.

E esse preço faz parte da minha dívida para contigo; dívida que jamais poderei pagar, pois por mais que te ame, jamais te pagarei o sofrimento que te provoquei…

E esse preço faz parte da minha angústia para o resto da minha vida, pois por mais que te ame, jamais aliviarei a dor que sinto no meu peito…

E esse preço faz parte integrante do meu dia a dia, pois por mais que te ame, jamais sairá do meu peito a dor da dor que te dei…

Não te peço perdão pois não sou digno dele; não te peço que me releves todas as minhas faltas; não te peço que me compreendas; não te peço sequer que entendas…

Peço-te apenas que acredites na dor que vive comigo…”

Teu pai.

25/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

carta

“Não, não me pediste, meu filho, para nascer, não. Foi apenas um desejo meu, um desejo muito antigo, daqueles desejos de me tornar num Homem plantando uma árvore, escrevendo um livro e fazendo um filho… sim, foi um desses desejos íntimos que, na companhia da mulher que te deu à luz, eu te dei vida, uma vida desejada e acompanhada até aos mais ínfimos pormenores. É verdade, foste desejado com muito carinho e muito amor; não amor carnal para gerar um filho mas amor de pai que pretende ser pai… mas tu não foste ouvido, não o podias ser… mas sempre pensei que a vida nasce sem que a gente a provoque, ela nasce pela simples razão de que tem de ser…

E num determinado dia, rasgando as carnes de tua mãe, vieste beijar a luz deste mundo que tão diferente é daquele em que, durante 9 meses, te escudaste das maldades que nos rodeiam e nos provocam náuseas por não sabermos como evitar tais momentos…

Esses 9 meses de gestação prodigiosa que somente Deus pode conceber e permitir, foram meses de acalentadas esperanças pelo dia tão ansiosamente esperado; 9 meses de fortuna espiritual por te saber ali, por te saber vivente e prodigiosamente sobrevivente num mundo perfeito que somente se conhece mas não se sente pois não nos lembramos nunca de como se passaram esses momentos “lá dentro”…

E quando, então, rasgaste as carnes maternas eu chorei de alegria por saber que eras algo meu, algo vivo, materializado, que tinha vindo de mim e se transformado dentro do ventre materno; sim, chorei de alegria por te saber ali a meu lado e por saber que estava a teu lado…

Mal te pude pegar, pois tinha medo de te magoar; não queria macular com as minhas mãos aquilo que estava imaculado, pois naquele momento nenhum pecado poderias ter cometido pois estavas ali por vontade suprema de Deus Pai e que ninguém me diga, que ninguém me ouse dizer que um recém-nascido vem maculado por qualquer tipo de pecado… Deus te criou por meu intermédio no ventre de tua mãe; nasceste por vontade Dele, logo não cometeste qualquer pecado e abençoados todos os que nascem por vontade única de Deus Pai.

Os anos que se seguiram foram anos de alegria e anos de espanto pelas habilidades que davas a conhecer aos que te rodeavam de amor e carinho…

E numa criança te tornaste e como criança cresceste para o mundo; percorreste todos os caminhos normais e habituais que qualquer criança costuma percorrer: os trambolhões, os choros, as maleitas, a escola… a entrada pela porta da vida prática de qualquer ser humano…

E muito cedo num homem te tornaste, pelo abandono forçado que tive de te proporcionar por razões que não te diziam respeito e das quais não eras responsável nem sequer tinhas nada com elas… então, porque razão haverias de sofrer pelos erros cometidos pelos outros, especialmente pelos dos teus progenitores? Que pecado cometeras tu para pagares pelos erros dos outros? Que mal fizeras ao mundo para ele te responder dessa maneira? Que tinhas tu a ver com as agruras da vida de teus pais se não eras a origem desse mal? Por que haverias de pagar por erros não cometidos?

Não te sei responder, meu filho.

Mas que pagaste…e bem…lá isso pagaste.

E esse preço faz parte da minha dívida para contigo; dívida que jamais poderei pagar, pois por mais que te ame, jamais te pagarei o sofrimento que te provoquei…

E esse preço faz parte da minha angústia para o resto da minha vida, pois por mais que te ame, jamais aliviarei a dor que sinto no meu peito…

E esse preço faz parte integrante do meu dia a dia, pois por mais que te ame, jamais sairá do meu peito a dor da dor que te dei…

Não te peço perdão pois não sou digno dele; não te peço que me releves todas as minhas faltas; não te peço que me compreendas; não te peço sequer que entendas…

Peço-te apenas que acredites na dor que vive comigo…”

Teu pai.

25/01/2005 Posted by | Diversos | | 5 comentários

>depressão

>



“…Try hard and do your best;

if you dont you`ll never rest…”

24/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

depressão

“…Try hard and do your best;

if you dont you`ll never rest…”

24/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

depressão





“…Try hard and do your best;

if you dont you`ll never rest…”

24/01/2005 Posted by | Diversos | | 7 comentários

>as cores do meu sul

>

23/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

as cores do meu sul

23/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

as cores do meu sul



23/01/2005 Posted by | Diversos | | 8 comentários

>fica

>

…Porque me persegue o desespero da espera que se esvai num grito de angústia que do peito ferido me sai?… Porque me persegue o desespero da fuga do grito que abafo no peito dorido como num forte abraço de dores sentidas e muitas vezes fingidas?… Pintadas de espaços vazios em salas desertas de amores perdidos e de certezas incertas; de fugas para a frente em direcção ao passado de um futuro que não vejo nem antevejo, nem anseio, nem prevejo e nem mesmo assim o receio…

Porque me persegue o desespero da espera que se esvai num grito de fúria incontida que de um peito ferido me sai?… Porque me persegue? Porque me segue? Porque vem?
Fica, deixa-te ficar… Não venhas ter comigo nem que seja apenas para sonhar…

22/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

fica

…Porque me persegue o desespero da espera que se esvai num grito de angústia que do peito ferido me sai?… Porque me persegue o desespero da fuga do grito que abafo no peito dorido como num forte abraço de dores sentidas e muitas vezes fingidas?… Pintadas de espaços vazios em salas desertas de amores perdidos e de certezas incertas; de fugas para a frente em direcção ao passado de um futuro que não vejo nem antevejo, nem anseio, nem prevejo e nem mesmo assim o receio…

Porque me persegue o desespero da espera que se esvai num grito de fúria incontida que de um peito ferido me sai?… Porque me persegue? Porque me segue? Porque vem?

Fica, deixa-te ficar… Não venhas ter comigo nem que seja apenas para sonhar…

22/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

fica

…Porque me persegue o desespero da espera que se esvai num grito de angústia que do peito ferido me sai?… Porque me persegue o desespero da fuga do grito que abafo no peito dorido como num forte abraço de dores sentidas e muitas vezes fingidas?… Pintadas de espaços vazios em salas desertas de amores perdidos e de certezas incertas; de fugas para a frente em direcção ao passado de um futuro que não vejo nem antevejo, nem anseio, nem prevejo e nem mesmo assim o receio…

Porque me persegue o desespero da espera que se esvai num grito de fúria incontida que de um peito ferido me sai?… Porque me persegue? Porque me segue? Porque vem?
Fica, deixa-te ficar… Não venhas ter comigo nem que seja apenas para sonhar…

22/01/2005 Posted by | Diversos | | 3 comentários

>ocaso

>

…um contra a luz mas sem ser um a favor da treva…

21/01/2005 Posted by | Diversos | 2 comentários

ocaso

…um contra a luz mas sem ser um a favor da treva…

21/01/2005 Posted by | Diversos | 2 comentários

ocaso



…um contra a luz mas sem ser um a favor da treva…

21/01/2005 Posted by | Diversos | | 2 comentários

>eu

>

…vivo comigo num acto de amor para comigo mesmo, ou seja, se não existir dentro de mim algo ou alguém que me diga “eu estou aqui a teu lado, contigo, para o que der e vier”, então mais vale morrer pois a vida não terá sentido…

20/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

eu

…vivo comigo num acto de amor para comigo mesmo, ou seja, se não existir dentro de mim algo ou alguém que me diga “eu estou aqui a teu lado, contigo, para o que der e vier”, então mais vale morrer pois a vida não terá sentido…

20/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

eu


…vivo comigo num acto de amor para comigo mesmo, ou seja, se não existir dentro de mim algo ou alguém que me diga “eu estou aqui a teu lado, contigo, para o que der e vier”, então mais vale morrer pois a vida não terá sentido…

20/01/2005 Posted by | Diversos | | 8 comentários

>entardecer

>

…o final do dia de hoje…como será o dia de amanhã?…

19/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

entardecer

…o final do dia de hoje…como será o dia de amanhã?…

19/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

entardecer



…o final do dia de hoje…como será o dia de amanhã?…

19/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>nego

>

…nego a minha existência… porque não a entendo… apenas a pretendo… não sendo… sendo… o que sou que não compreendo… nego a minha existência… dependente de ser um ser… dependente de não ser o que sou… dependente de ter… de não ter… uma consciência que ainda não me deixou… nego a minha existência… porque ainda aqui estou… não estando… neste momento… versejando… eu não sou… eu não fico… eu vou… nego a minha existência… porque não sinto… a fisicalidade desta aparência… e a mim mesmo eu minto… como sendo uma miragem… da minha própria imagem… sem consciência… da minha própria ausência!…

18/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

nego

…nego a minha existência… porque não a entendo… apenas a pretendo… não sendo… sendo… o que sou que não compreendo… nego a minha existência… dependente de ser um ser… dependente de não ser o que sou… dependente de ter… de não ter… uma consciência que ainda não me deixou… nego a minha existência… porque ainda aqui estou… não estando… neste momento… versejando… eu não sou… eu não fico… eu vou… nego a minha existência… porque não sinto… a fisicalidade desta aparência… e a mim mesmo eu minto… como sendo uma miragem… da minha própria imagem… sem consciência… da minha própria ausência!…

18/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

nego

…nego a minha existência… porque não a entendo… apenas a pretendo… não sendo… sendo… o que sou que não compreendo… nego a minha existência… dependente de ser um ser… dependente de não ser o que sou… dependente de ter… de não ter… uma consciência que ainda não me deixou… nego a minha existência… porque ainda aqui estou… não estando… neste momento… versejando… eu não sou… eu não fico… eu vou… nego a minha existência… porque não sinto… a fisicalidade desta aparência… e a mim mesmo eu minto… como sendo uma miragem… da minha própria imagem… sem consciência… da minha própria ausência!…

18/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>pampilos

>

…um amarelo vivo no meio do verde dos quintais que me rodeiam…

17/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

pampilos

…um amarelo vivo no meio do verde dos quintais que me rodeiam…

17/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

pampilos



…um amarelo vivo no meio do verde dos quintais que me rodeiam…

17/01/2005 Posted by | Diversos | | 7 comentários

>apelo para a Humanidade

>…subscrevo…aqui: FRATERNIDADE

17/01/2005 Posted by | Diversos | 2 comentários

apelo para a Humanidade

…subscrevo…aqui: FRATERNIDADE

17/01/2005 Posted by | Diversos | 2 comentários

apelo para a Humanidade

…subscrevo…aqui: FRATERNIDADE

17/01/2005 Posted by | Diversos | | 2 comentários

>sincronia

>

…que terá esta flor a ver com aquele título?… Sintonia?…

16/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

sincronia

…que terá esta flor a ver com aquele título?… Sintonia?…

16/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

sincronia



…que terá esta flor a ver com aquele título?… Sintonia?…

16/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>verso

>

…Deixem-me ser um poema!… Deixem-me ser todo eu um livro; queria ser todo eu algo escrito, algo para dizer ou ser dito!… Queria ser todo eu um poema para num livro à tua cabeceira pousar, sentir-me ser lido e nas tuas mãos versejar. Deixem-me ser um poema!… Se o livro que desejo ser, em livro um dia se tornar, que seja o livro do livro lido por todos os que precisam de amar… Sou assim, o poema desta manhã, as palavras desta tarde e os sons desta noite; sou a manhã deste poema e a tarde destas mesmas palavras, a noite dos sons do fogo que arde… Sinto assim a sua fragrância, numa ânsia de palavra dita ou mesmo de palavra escrita… Sinto o odor do poema versejado, ouvido, relido, mirado, querido ou até mesmo odiado… Sinto o cheiro da palavra que escrevo ou da palavra que leio… Sinto o poema dentro de mim com a manhã a nascer em ti ouvindo a tarde adormecer na noite do teu sonho de prazer… Sinto-me poema… Sinto-me palavra… Sinto-me viver… Deixa-me ouvir… Deixa-me ler, porque não quero sentir a dureza do insulto que o silêncio em mim provoca… Não quero ouvir os gritos lancinantes dum silêncio que tanto me choca; quero ouvir as palavras ditas; quero ler as palavras escritas; quero ouvir os sons que elas me trazem; quero ler as tonalidades que elas fazem; quero sentir o impacto do dito; quero sentir o embate do grito… Não quero ler a palavra não escrita… Não quero ouvir o silêncio do livro vazio… Não quero escutar o silêncio do dito não dito; quero sentir a pureza da voz que a palavra escrita me traz; quero sentir o estrondo do grito que a palavra dita me faz… Quero sentir que és; quero sentir que estás… Quero sentir as palavras e quero os livros com elas gravadas!… Deixem-me ser um poema!… Escrevo assim o poema desta manhã com as palavras da tua tarde e os sons da nossa noite e, se a noite chegar, sem que a manhã tenha surgido, não tenhas receio, não tenhas medo, porque mesmo assim eu te leio…

15/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

verso

…Deixem-me ser um poema!… Deixem-me ser todo eu um livro; queria ser todo eu algo escrito, algo para dizer ou ser dito!… Queria ser todo eu um poema para num livro à tua cabeceira pousar, sentir-me ser lido e nas tuas mãos versejar. Deixem-me ser um poema!… Se o livro que desejo ser, em livro um dia se tornar, que seja o livro do livro lido por todos os que precisam de amar… Sou assim, o poema desta manhã, as palavras desta tarde e os sons desta noite; sou a manhã deste poema e a tarde destas mesmas palavras, a noite dos sons do fogo que arde… Sinto assim a sua fragrância, numa ânsia de palavra dita ou mesmo de palavra escrita… Sinto o odor do poema versejado, ouvido, relido, mirado, querido ou até mesmo odiado… Sinto o cheiro da palavra que escrevo ou da palavra que leio… Sinto o poema dentro de mim com a manhã a nascer em ti ouvindo a tarde adormecer na noite do teu sonho de prazer… Sinto-me poema… Sinto-me palavra… Sinto-me viver… Deixa-me ouvir… Deixa-me ler, porque não quero sentir a dureza do insulto que o silêncio em mim provoca… Não quero ouvir os gritos lancinantes dum silêncio que tanto me choca; quero ouvir as palavras ditas; quero ler as palavras escritas; quero ouvir os sons que elas me trazem; quero ler as tonalidades que elas fazem; quero sentir o impacto do dito; quero sentir o embate do grito… Não quero ler a palavra não escrita… Não quero ouvir o silêncio do livro vazio… Não quero escutar o silêncio do dito não dito; quero sentir a pureza da voz que a palavra escrita me traz; quero sentir o estrondo do grito que a palavra dita me faz… Quero sentir que és; quero sentir que estás… Quero sentir as palavras e quero os livros com elas gravadas!… Deixem-me ser um poema!… Escrevo assim o poema desta manhã com as palavras da tua tarde e os sons da nossa noite e, se a noite chegar, sem que a manhã tenha surgido, não tenhas receio, não tenhas medo, porque mesmo assim eu te leio…

15/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

verso

…Deixem-me ser um poema!… Deixem-me ser todo eu um livro; queria ser todo eu algo escrito, algo para dizer ou ser dito!… Queria ser todo eu um poema para num livro à tua cabeceira pousar, sentir-me ser lido e nas tuas mãos versejar. Deixem-me ser um poema!… Se o livro que desejo ser, em livro um dia se tornar, que seja o livro do livro lido por todos os que precisam de amar… Sou assim, o poema desta manhã, as palavras desta tarde e os sons desta noite; sou a manhã deste poema e a tarde destas mesmas palavras, a noite dos sons do fogo que arde… Sinto assim a sua fragrância, numa ânsia de palavra dita ou mesmo de palavra escrita… Sinto o odor do poema versejado, ouvido, relido, mirado, querido ou até mesmo odiado… Sinto o cheiro da palavra que escrevo ou da palavra que leio… Sinto o poema dentro de mim com a manhã a nascer em ti ouvindo a tarde adormecer na noite do teu sonho de prazer… Sinto-me poema… Sinto-me palavra… Sinto-me viver… Deixa-me ouvir… Deixa-me ler, porque não quero sentir a dureza do insulto que o silêncio em mim provoca… Não quero ouvir os gritos lancinantes dum silêncio que tanto me choca; quero ouvir as palavras ditas; quero ler as palavras escritas; quero ouvir os sons que elas me trazem; quero ler as tonalidades que elas fazem; quero sentir o impacto do dito; quero sentir o embate do grito… Não quero ler a palavra não escrita… Não quero ouvir o silêncio do livro vazio… Não quero escutar o silêncio do dito não dito; quero sentir a pureza da voz que a palavra escrita me traz; quero sentir o estrondo do grito que a palavra dita me faz… Quero sentir que és; quero sentir que estás… Quero sentir as palavras e quero os livros com elas gravadas!… Deixem-me ser um poema!… Escrevo assim o poema desta manhã com as palavras da tua tarde e os sons da nossa noite e, se a noite chegar, sem que a manhã tenha surgido, não tenhas receio, não tenhas medo, porque mesmo assim eu te leio…

15/01/2005 Posted by | Diversos | | 5 comentários

>abertura

>

“…na palma da mão vos recebo

…em orgias plenas de ternura

…sem remédio nem placebo

…apenas em simples textura

…sem elmo nem armadura…”

14/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

abertura

“…na palma da mão vos recebo

…em orgias plenas de ternura

…sem remédio nem placebo

…apenas em simples textura

…sem elmo nem armadura…”

14/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

abertura



“…na palma da mão vos recebo

…em orgias plenas de ternura

…sem remédio nem placebo

…apenas em simples textura

…sem elmo nem armadura…”

14/01/2005 Posted by | Diversos | | 3 comentários

>mundo

>

…colorido, como o nosso planeta com terra, ar, água e fogo…

13/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

mundo

…colorido, como o nosso planeta com terra, ar, água e fogo…

13/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

mundo



…colorido, como o nosso planeta com terra, ar, água e fogo…

13/01/2005 Posted by | Diversos | | 8 comentários

>o meu avô Nogueira

>

(…Viveu uma vida plena: cheia de valores morais do mais elevado que eu já conheci; viveu no seio da sua família que defendeu até ao último dos seus dias; viveu a harmonia do bem em companhia com a doçura da paz, mas ao mesmo tempo da ordem e do respeito por si próprio e pelos outros; homem com H grande, respeitador dos seus deveres e dos seus direitos, nunca ofendeu e nunca se sentiu ofendido; sempre perdoou e talvez também tenha sido perdoado se de algum pecado o tivessem acusado…
Viveu conforme a vida que lhe foi proporcionada e aceitou que a mesma tivesse tido o bom e o mau que ele soube enfrentar e dar de si próprio na defesa do bem comum nomeadamente na defesa de todos os que dele dependiam.
Hoje, mais de 45 anos passados da data do seu último dia neste mundo, ainda sinto uma enorme saudade daquele que foi meu “amigo” muito especial, um amigo daqueles que nunca se perdem, daqueles que estão e para sempre ficam na nossa memória, daqueles que recordamos com muito amor e carinho, daqueles que lembramos com orgulho por terem sido “dos nossos” !
Hoje, ao vir aqui lembrar a sua existência, apenas quero prestar a homenagem que nunca lhe prestei, a homenagem de vos dizer o quanto gostei daquele homem que soube sempre indicar-me qual o caminho a seguir e qual o caminho a evitar; nunca me proibiu de fazer isto ou aquilo, apenas me dizia que pensava ser melhor para mim se eu o fizesse daquela determinada maneira: teve sempre razão, pois ainda hoje sigo os seus eternos conselhos. Ao vir aqui lembrar, não o seu nome, pois não o conheceram e portanto o seu nome não interessa, mas sim a sua memória, pretendo apenas relembrar com amor aquele que representou para mim algo de muito especial, na medida em que tive o privilégio de assistir ao momento crucial da sua partida, ao momento muito especial em que ele deixou de existir fisicamente para passar a existir, para todo o sempre, na nossa memória, na memória que nunca nos deixará também até ao último dos nossos dias…)

…Tinha eu treze anos quando ele acamou com uma dessas doenças que não perdoam, mas que ele aceitou, consciente da sua pequenez neste mundo, consciente que aquela era a vontade de alguém mais forte que toda a força desta vida, para aquém e para além desta que temos. Durante dois anos houve momentos de dor e houve momentos de paz; nesses momentos mais felizes de paz, lá ia eu de mão dada com ele passear um pouco para aliviar a carga psicológica que ele sabia carregar e aguentar firme como uma rocha; pequeno de estatura, e magro para além da magreza da própria doença, ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que nada tinha a temer e tudo tinha a enfrentar; ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que não tem medo de nada, nem daquilo que ele já sabia ter de enfrentar um dia.
Os seus passos pequenos, mas firmes, faziam compasso com os meus, ainda pequenos também pela idade ainda de criança, mas sentia-me como que o guardião daquele homem que naqueles momentos estava à minha responsabilidade e isso dava-me uma grande felicidade por estar a seu lado; também eu tinha consciência da doença que o minava pouco a pouco, também eu tinha forças para enfrentar aquela estranha harmonia de paz que nos rodeava aos dois; uma paz diferente, um bem estar compartilhado e interligado pelas duas mãos que se davam uma na outra, como dois cúmplices conscientes do “crime” que estavam a cometer a bem da harmonia e da paz de espírito, pois era carinho o que nos rodeava e envolvia.
Mas o dia da partida (ou da chegada como ele dizia às vezes por brincadeira) estava próximo. E quando esse dia surgiu ele teve consciência desse facto e soube-o enfrentar com uma dignidade que ainda hoje respeito e sempre respeitarei.
Deitado na sua cama e eu sentado a seus pés ele me olhou: os seus lábios já muito finos, mas firmes, disseram: “Vai chamar a tua Avó”. Corri pelo corredor e fui chamar a minha Avó que, como sempre (toda a sua vida), estava agarrada aos tachos no fogão de lenha; na cozinha pairava um cheirinho a sopa quente (Meu Deus, que saudades !).
-“Bó.. o vô chamou-a.”Ela largou o fogão, limpou as mãos ao seu avental e dirigiu-se para o quarto onde ele estava; segui-a logo. Ela entrou no quarto e eu fiquei à porta vendo.
Naquele momento, todo ele se transformou: na sua frente estava a sua Maria de todo o sempre, a Maria que sempre o acompanhou e que lhe deu as quatro filhas que ele tanto amou, a Maria que tantas vezes ele arreliou e ela perdoou. Na ombreira da porta eu assisti: a sua face pálida ganhou cor, os seus olhos pequeninos brilharam de plena felicidade e a sua boca se abriu com um enorme sorriso ( o maior e mais bonito sorriso de felicidade que eu já vi em toda a minha vida !) e disse: ” Maria, senta-te aqui.”Minha Avó se sentou à cabeceira da cama e ele com o mesmo sorriso disse já numa voz mais apagada: -” Abraça-me.”… Minha Avó o entrelaçou e eu vi os seus olhos pequeninos fecharem-se para todo o sempre, acompanhado com aquele sorriso lindo de felicidade !…

12/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

o meu avô Nogueira

(…Viveu uma vida plena: cheia de valores morais do mais elevado que eu já conheci; viveu no seio da sua família que defendeu até ao último dos seus dias; viveu a harmonia do bem em companhia com a doçura da paz, mas ao mesmo tempo da ordem e do respeito por si próprio e pelos outros; homem com H grande, respeitador dos seus deveres e dos seus direitos, nunca ofendeu e nunca se sentiu ofendido; sempre perdoou e talvez também tenha sido perdoado se de algum pecado o tivessem acusado…
Viveu conforme a vida que lhe foi proporcionada e aceitou que a mesma tivesse tido o bom e o mau que ele soube enfrentar e dar de si próprio na defesa do bem comum nomeadamente na defesa de todos os que dele dependiam.
Hoje, mais de 45 anos passados da data do seu último dia neste mundo, ainda sinto uma enorme saudade daquele que foi meu “amigo” muito especial, um amigo daqueles que nunca se perdem, daqueles que estão e para sempre ficam na nossa memória, daqueles que recordamos com muito amor e carinho, daqueles que lembramos com orgulho por terem sido “dos nossos” !
Hoje, ao vir aqui lembrar a sua existência, apenas quero prestar a homenagem que nunca lhe prestei, a homenagem de vos dizer o quanto gostei daquele homem que soube sempre indicar-me qual o caminho a seguir e qual o caminho a evitar; nunca me proibiu de fazer isto ou aquilo, apenas me dizia que pensava ser melhor para mim se eu o fizesse daquela determinada maneira: teve sempre razão, pois ainda hoje sigo os seus eternos conselhos. Ao vir aqui lembrar, não o seu nome, pois não o conheceram e portanto o seu nome não interessa, mas sim a sua memória, pretendo apenas relembrar com amor aquele que representou para mim algo de muito especial, na medida em que tive o privilégio de assistir ao momento crucial da sua partida, ao momento muito especial em que ele deixou de existir fisicamente para passar a existir, para todo o sempre, na nossa memória, na memória que nunca nos deixará também até ao último dos nossos dias…)

…Tinha eu treze anos quando ele acamou com uma dessas doenças que não perdoam, mas que ele aceitou, consciente da sua pequenez neste mundo, consciente que aquela era a vontade de alguém mais forte que toda a força desta vida, para aquém e para além desta que temos. Durante dois anos houve momentos de dor e houve momentos de paz; nesses momentos mais felizes de paz, lá ia eu de mão dada com ele passear um pouco para aliviar a carga psicológica que ele sabia carregar e aguentar firme como uma rocha; pequeno de estatura, e magro para além da magreza da própria doença, ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que nada tinha a temer e tudo tinha a enfrentar; ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que não tem medo de nada, nem daquilo que ele já sabia ter de enfrentar um dia.

Os seus passos pequenos, mas firmes, faziam compasso com os meus, ainda pequenos também pela idade ainda de criança, mas sentia-me como que o guardião daquele homem que naqueles momentos estava à minha responsabilidade e isso dava-me uma grande felicidade por estar a seu lado; também eu tinha consciência da doença que o minava pouco a pouco, também eu tinha forças para enfrentar aquela estranha harmonia de paz que nos rodeava aos dois; uma paz diferente, um bem estar compartilhado e interligado pelas duas mãos que se davam uma na outra, como dois cúmplices conscientes do “crime” que estavam a cometer a bem da harmonia e da paz de espírito, pois era carinho o que nos rodeava e envolvia.
Mas o dia da partida (ou da chegada como ele dizia às vezes por brincadeira) estava próximo. E quando esse dia surgiu ele teve consciência desse facto e soube-o enfrentar com uma dignidade que ainda hoje respeito e sempre respeitarei.
Deitado na sua cama e eu sentado a seus pés ele me olhou: os seus lábios já muito finos, mas firmes, disseram: “Vai chamar a tua Avó”. Corri pelo corredor e fui chamar a minha Avó que, como sempre (toda a sua vida), estava agarrada aos tachos no fogão de lenha; na cozinha pairava um cheirinho a sopa quente (Meu Deus, que saudades !).
-“Bó.. o vô chamou-a.”Ela largou o fogão, limpou as mãos ao seu avental e dirigiu-se para o quarto onde ele estava; segui-a logo. Ela entrou no quarto e eu fiquei à porta vendo.
Naquele momento, todo ele se transformou: na sua frente estava a sua Maria de todo o sempre, a Maria que sempre o acompanhou e que lhe deu as quatro filhas que ele tanto amou, a Maria que tantas vezes ele arreliou e ela perdoou. Na ombreira da porta eu assisti: a sua face pálida ganhou cor, os seus olhos pequeninos brilharam de plena felicidade e a sua boca se abriu com um enorme sorriso ( o maior e mais bonito sorriso de felicidade que eu já vi em toda a minha vida !) e disse: ” Maria, senta-te aqui.”Minha Avó se sentou à cabeceira da cama e ele com o mesmo sorriso disse já numa voz mais apagada: -” Abraça-me.”… Minha Avó o entrelaçou e eu vi os seus olhos pequeninos fecharem-se para todo o sempre, acompanhado com aquele sorriso lindo de felicidade !…

12/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

o meu avô Nogueira

(…Viveu uma vida plena: cheia de valores morais do mais elevado que eu já conheci; viveu no seio da sua família que defendeu até ao último dos seus dias; viveu a harmonia do bem em companhia com a doçura da paz, mas ao mesmo tempo da ordem e do respeito por si próprio e pelos outros; homem com H grande, respeitador dos seus deveres e dos seus direitos, nunca ofendeu e nunca se sentiu ofendido; sempre perdoou e talvez também tenha sido perdoado se de algum pecado o tivessem acusado…
Viveu conforme a vida que lhe foi proporcionada e aceitou que a mesma tivesse tido o bom e o mau que ele soube enfrentar e dar de si próprio na defesa do bem comum nomeadamente na defesa de todos os que dele dependiam.
Hoje, mais de 45 anos passados da data do seu último dia neste mundo, ainda sinto uma enorme saudade daquele que foi meu “amigo” muito especial, um amigo daqueles que nunca se perdem, daqueles que estão e para sempre ficam na nossa memória, daqueles que recordamos com muito amor e carinho, daqueles que lembramos com orgulho por terem sido “dos nossos” !
Hoje, ao vir aqui lembrar a sua existência, apenas quero prestar a homenagem que nunca lhe prestei, a homenagem de vos dizer o quanto gostei daquele homem que soube sempre indicar-me qual o caminho a seguir e qual o caminho a evitar; nunca me proibiu de fazer isto ou aquilo, apenas me dizia que pensava ser melhor para mim se eu o fizesse daquela determinada maneira: teve sempre razão, pois ainda hoje sigo os seus eternos conselhos. Ao vir aqui lembrar, não o seu nome, pois não o conheceram e portanto o seu nome não interessa, mas sim a sua memória, pretendo apenas relembrar com amor aquele que representou para mim algo de muito especial, na medida em que tive o privilégio de assistir ao momento crucial da sua partida, ao momento muito especial em que ele deixou de existir fisicamente para passar a existir, para todo o sempre, na nossa memória, na memória que nunca nos deixará também até ao último dos nossos dias…)

…Tinha eu treze anos quando ele acamou com uma dessas doenças que não perdoam, mas que ele aceitou, consciente da sua pequenez neste mundo, consciente que aquela era a vontade de alguém mais forte que toda a força desta vida, para aquém e para além desta que temos. Durante dois anos houve momentos de dor e houve momentos de paz; nesses momentos mais felizes de paz, lá ia eu de mão dada com ele passear um pouco para aliviar a carga psicológica que ele sabia carregar e aguentar firme como uma rocha; pequeno de estatura, e magro para além da magreza da própria doença, ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que nada tinha a temer e tudo tinha a enfrentar; ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que não tem medo de nada, nem daquilo que ele já sabia ter de enfrentar um dia.
Os seus passos pequenos, mas firmes, faziam compasso com os meus, ainda pequenos também pela idade ainda de criança, mas sentia-me como que o guardião daquele homem que naqueles momentos estava à minha responsabilidade e isso dava-me uma grande felicidade por estar a seu lado; também eu tinha consciência da doença que o minava pouco a pouco, também eu tinha forças para enfrentar aquela estranha harmonia de paz que nos rodeava aos dois; uma paz diferente, um bem estar compartilhado e interligado pelas duas mãos que se davam uma na outra, como dois cúmplices conscientes do “crime” que estavam a cometer a bem da harmonia e da paz de espírito, pois era carinho o que nos rodeava e envolvia.
Mas o dia da partida (ou da chegada como ele dizia às vezes por brincadeira) estava próximo. E quando esse dia surgiu ele teve consciência desse facto e soube-o enfrentar com uma dignidade que ainda hoje respeito e sempre respeitarei.
Deitado na sua cama e eu sentado a seus pés ele me olhou: os seus lábios já muito finos, mas firmes, disseram: “Vai chamar a tua Avó”. Corri pelo corredor e fui chamar a minha Avó que, como sempre (toda a sua vida), estava agarrada aos tachos no fogão de lenha; na cozinha pairava um cheirinho a sopa quente (Meu Deus, que saudades !).
-“Bó.. o vô chamou-a.”Ela largou o fogão, limpou as mãos ao seu avental e dirigiu-se para o quarto onde ele estava; segui-a logo. Ela entrou no quarto e eu fiquei à porta vendo.
Naquele momento, todo ele se transformou: na sua frente estava a sua Maria de todo o sempre, a Maria que sempre o acompanhou e que lhe deu as quatro filhas que ele tanto amou, a Maria que tantas vezes ele arreliou e ela perdoou. Na ombreira da porta eu assisti: a sua face pálida ganhou cor, os seus olhos pequeninos brilharam de plena felicidade e a sua boca se abriu com um enorme sorriso ( o maior e mais bonito sorriso de felicidade que eu já vi em toda a minha vida !) e disse: ” Maria, senta-te aqui.”Minha Avó se sentou à cabeceira da cama e ele com o mesmo sorriso disse já numa voz mais apagada: -” Abraça-me.”… Minha Avó o entrelaçou e eu vi os seus olhos pequeninos fecharem-se para todo o sempre, acompanhado com aquele sorriso lindo de felicidade !…

12/01/2005 Posted by | Diversos | | 5 comentários

>…

>…o meu post de hoje é um destaque para o Blog do Eduardo:

B L O G U I C E S

11/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

…o meu post de hoje é um destaque para o Blog do Eduardo:

B L O G U I C E S

11/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

…o meu post de hoje é um destaque para o Blog do Eduardo:

B L O G U I C E S

11/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>acordei 2 (segunda carta)

>

“…continuo a acordar todas as noites… não há forma de o evitar… a tua ausência incendeia-me os sentidos… a tua falta provoca-me esta ânsia de te sentir presente… sofro neste sofrimento sofrido de dor e solidão…já não sei quem sou… também não interessa… lembras-te da última carta que te escrevi… sim, daquela em que acordei às 3 e 15 da manhã? Essa…sim, quando senti a tua falta e me acariciei como se fosses tu que o estivesses a fazer… oh meu amor, como sinto a tua falta!…
Não, não sei que horas são… até o relógio me tiraram deste sepulcro… olho pelas frinchas da janela e vejo luar… não sei a quantos estamos… mas isso tem importância? Que valor terá o dia em que me encontro se não te encontro num só momento? Desespero neste tormento de sentir a tua falta e não te sentir a presença… Como poderia sentir se tudo o que sinto é dor? Todos os nossos momentos me passam pela memória e esta lembrança chora, chora como se fosse ela a minha própria alma e eu não existisse…
Aqui onde estou não me lembro do que sou, só me lembro de ti e de todos os momentos em que estive contigo e contigo vivi… Sim, agora não vivo, apenas recordo… Dizem que recordar é viver… oh meu amor como pode ser viver se cada vez que me lembro, sinto que estou a morrer… as tuas mãos estão aqui no meu peito apertando-me os seios como tu tanto gostavas de fazer… a tua boca na minha boca e a humidade da tua língua na minha língua… o doce beijo nos meus mamilos e como as tuas mãos me penetravam com doçura e força ao mesmo tempo… oh meu bem, como te amo tanto… como te quero tanto… oh meu bem que lágrimas tão amargas estas que broto a todo o momento… olha, devem ser 4 da manhã… vem aí a enfermeira com a injecção do costume… continuam a dizer que esta minha loucura não tem cura… eu sei que não tem, como poderia ter? Como me posso curar da tua ausência? Como posso viver nesta minha morte? Não sei meu amor, não sei.
A enfermeira me aconchegou os cobertores… sabes, está frio e sinto frio dentro de mim… já não consigo falar… apenas olho no vazio… neste vazio que me preenche… Mas não preciso de mais nada, basta-me a lembrança dos momentos que vivemos… basta-me esta dor que vive comigo… bastam-me estas lágrimas… o meu pão de cada dia… o meu alimento neste vazio… sinto os olhos pesados… sei que vou dormir mais um pouco mas estou feliz pois vou dormir contigo nos meus braços, nestes braços que não te sentindo te lembram, te tocam, te apertam contra mim… lembras-te de quando adormecíamos assim? Como era bom acordar a meio da noite com os braços dormentes e sentir o calor do teu corpo abrasar este meu ser que de tanto te querer te perdeu… oh meu amor, como te amo… como sinto a tua ausência… vou dormir… até mais logo… lembra-te de mim como me lembro de ti… um resto de noite feliz, meu amor…
a tua Maria…”

10/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

acordei 2 (segunda carta)

“…continuo a acordar todas as noites… não há forma de o evitar… a tua ausência incendeia-me os sentidos… a tua falta provoca-me esta ânsia de te sentir presente… sofro neste sofrimento sofrido de dor e solidão…já não sei quem sou… também não interessa… lembras-te da última carta que te escrevi… sim, daquela em que acordei às 3 e 15 da manhã? Essa…sim, quando senti a tua falta e me acariciei como se fosses tu que o estivesses a fazer… oh meu amor, como sinto a tua falta!…
Não, não sei que horas são… até o relógio me tiraram deste sepulcro… olho pelas frinchas da janela e vejo luar… não sei a quantos estamos… mas isso tem importância? Que valor terá o dia em que me encontro se não te encontro num só momento? Desespero neste tormento de sentir a tua falta e não te sentir a presença… Como poderia sentir se tudo o que sinto é dor? Todos os nossos momentos me passam pela memória e esta lembrança chora, chora como se fosse ela a minha própria alma e eu não existisse…
Aqui onde estou não me lembro do que sou, só me lembro de ti e de todos os momentos em que estive contigo e contigo vivi… Sim, agora não vivo, apenas recordo… Dizem que recordar é viver… oh meu amor como pode ser viver se cada vez que me lembro, sinto que estou a morrer… as tuas mãos estão aqui no meu peito apertando-me os seios como tu tanto gostavas de fazer… a tua boca na minha boca e a humidade da tua língua na minha língua… o doce beijo nos meus mamilos e como as tuas mãos me penetravam com doçura e força ao mesmo tempo… oh meu bem, como te amo tanto… como te quero tanto… oh meu bem que lágrimas tão amargas estas que broto a todo o momento… olha, devem ser 4 da manhã… vem aí a enfermeira com a injecção do costume… continuam a dizer que esta minha loucura não tem cura… eu sei que não tem, como poderia ter? Como me posso curar da tua ausência? Como posso viver nesta minha morte? Não sei meu amor, não sei.
A enfermeira me aconchegou os cobertores… sabes, está frio e sinto frio dentro de mim… já não consigo falar… apenas olho no vazio… neste vazio que me preenche… Mas não preciso de mais nada, basta-me a lembrança dos momentos que vivemos… basta-me esta dor que vive comigo… bastam-me estas lágrimas… o meu pão de cada dia… o meu alimento neste vazio… sinto os olhos pesados… sei que vou dormir mais um pouco mas estou feliz pois vou dormir contigo nos meus braços, nestes braços que não te sentindo te lembram, te tocam, te apertam contra mim… lembras-te de quando adormecíamos assim? Como era bom acordar a meio da noite com os braços dormentes e sentir o calor do teu corpo abrasar este meu ser que de tanto te querer te perdeu… oh meu amor, como te amo… como sinto a tua ausência… vou dormir… até mais logo… lembra-te de mim como me lembro de ti… um resto de noite feliz, meu amor…
a tua Maria…”

10/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

acordei 2 (segunda carta)

“…continuo a acordar todas as noites… não há forma de o evitar… a tua ausência incendeia-me os sentidos… a tua falta provoca-me esta ânsia de te sentir presente… sofro neste sofrimento sofrido de dor e solidão…já não sei quem sou… também não interessa… lembras-te da última carta que te escrevi… sim, daquela em que acordei às 3 e 15 da manhã? Essa…sim, quando senti a tua falta e me acariciei como se fosses tu que o estivesses a fazer… oh meu amor, como sinto a tua falta!…
Não, não sei que horas são… até o relógio me tiraram deste sepulcro… olho pelas frinchas da janela e vejo luar… não sei a quantos estamos… mas isso tem importância? Que valor terá o dia em que me encontro se não te encontro num só momento? Desespero neste tormento de sentir a tua falta e não te sentir a presença… Como poderia sentir se tudo o que sinto é dor? Todos os nossos momentos me passam pela memória e esta lembrança chora, chora como se fosse ela a minha própria alma e eu não existisse…
Aqui onde estou não me lembro do que sou, só me lembro de ti e de todos os momentos em que estive contigo e contigo vivi… Sim, agora não vivo, apenas recordo… Dizem que recordar é viver… oh meu amor como pode ser viver se cada vez que me lembro, sinto que estou a morrer… as tuas mãos estão aqui no meu peito apertando-me os seios como tu tanto gostavas de fazer… a tua boca na minha boca e a humidade da tua língua na minha língua… o doce beijo nos meus mamilos e como as tuas mãos me penetravam com doçura e força ao mesmo tempo… oh meu bem, como te amo tanto… como te quero tanto… oh meu bem que lágrimas tão amargas estas que broto a todo o momento… olha, devem ser 4 da manhã… vem aí a enfermeira com a injecção do costume… continuam a dizer que esta minha loucura não tem cura… eu sei que não tem, como poderia ter? Como me posso curar da tua ausência? Como posso viver nesta minha morte? Não sei meu amor, não sei.
A enfermeira me aconchegou os cobertores… sabes, está frio e sinto frio dentro de mim… já não consigo falar… apenas olho no vazio… neste vazio que me preenche… Mas não preciso de mais nada, basta-me a lembrança dos momentos que vivemos… basta-me esta dor que vive comigo… bastam-me estas lágrimas… o meu pão de cada dia… o meu alimento neste vazio… sinto os olhos pesados… sei que vou dormir mais um pouco mas estou feliz pois vou dormir contigo nos meus braços, nestes braços que não te sentindo te lembram, te tocam, te apertam contra mim… lembras-te de quando adormecíamos assim? Como era bom acordar a meio da noite com os braços dormentes e sentir o calor do teu corpo abrasar este meu ser que de tanto te querer te perdeu… oh meu amor, como te amo… como sinto a tua ausência… vou dormir… até mais logo… lembra-te de mim como me lembro de ti… um resto de noite feliz, meu amor…
a tua Maria…”

10/01/2005 Posted by | Diversos | | 3 comentários

>vontade

>

…palavra maldita que de bem dita se torna altiva, serena postura de quem diz que quer e ao mesmo tempo não sabe se quer; de quem sente e não sabe se sente; de quem corre quieto em espaços-tempos delineados no esquecimento da lembrança, do saber-me aqui sem prazo nem limite até ao termo concedido de ser e olhar e… não ver nem saber…
(photofrom:middlearthits)

09/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

vontade

…palavra maldita que de bem dita se torna altiva, serena postura de quem diz que quer e ao mesmo tempo não sabe se quer; de quem sente e não sabe se sente; de quem corre quieto em espaços-tempos delineados no esquecimento da lembrança, do saber-me aqui sem prazo nem limite até ao termo concedido de ser e olhar e… não ver nem saber…
(photofrom:middlearthits)

09/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

vontade


…palavra maldita que de bem dita se torna altiva, serena postura de quem diz que quer e ao mesmo tempo não sabe se quer; de quem sente e não sabe se sente; de quem corre quieto em espaços-tempos delineados no esquecimento da lembrança, do saber-me aqui sem prazo nem limite até ao termo concedido de ser e olhar e… não ver nem saber…
(photofrom:middlearthits)

09/01/2005 Posted by | Diversos | | 3 comentários

>impotência

>

…há muito tempo que não vos falava dos meus pardais… hoje, tive o prazer de contar uma dezena deles na varanda da minha cozinha (local onde lá vão procurar os bagos de arroz que lhes dou) e consegui ser feliz ao vê-los ali mais uma vez… foi, no entanto, uma forma de me recordar daquele dia em que “segurei” a vida de um deles, durante algum tempo, na minha mão e no habitual acto de impotência que o Homem tem de “segurar” a vida, sentir também o último bater daquele coração…

08/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

impotência

…há muito tempo que não vos falava dos meus pardais… hoje, tive o prazer de contar uma dezena deles na varanda da minha cozinha (local onde lá vão procurar os bagos de arroz que lhes dou) e consegui ser feliz ao vê-los ali mais uma vez… foi, no entanto, uma forma de me recordar daquele dia em que “segurei” a vida de um deles, durante algum tempo, na minha mão e no habitual acto de impotência que o Homem tem de “segurar” a vida, sentir também o último bater daquele coração…

08/01/2005 Posted by | Diversos | 7 comentários

impotência


…há muito tempo que não vos falava dos meus pardais… hoje, tive o prazer de contar uma dezena deles na varanda da minha cozinha (local onde lá vão procurar os bagos de arroz que lhes dou) e consegui ser feliz ao vê-los ali mais uma vez… foi, no entanto, uma forma de me recordar daquele dia em que “segurei” a vida de um deles, durante algum tempo, na minha mão e no habitual acto de impotência que o Homem tem de “segurar” a vida, sentir também o último bater daquele coração…

08/01/2005 Posted by | Diversos | | 7 comentários

>gémeas

>

…quando não encontro palavras, encontro imagens…

07/01/2005 Posted by | Diversos | 6 comentários

gémeas

…quando não encontro palavras, encontro imagens…

07/01/2005 Posted by | Diversos | 6 comentários

gémeas



…quando não encontro palavras, encontro imagens…

07/01/2005 Posted by | Diversos | | 6 comentários

>brotado

>

…abre-se este espaço para escrevermos algo que precisemos de brotar de bem dentro de nós para cá para fora, ao fim e ao cabo, dirigido a todos vós, a todos os que nos lêem, a todos os que, com uma certa dose de curiosidade ou de paciência, procuram uma razão (um valor) naquilo que foi escrito, ou simplesmente deixado aqui dito…
…é isso, a maior parte das vezes, aquilo que faço; vir aqui dizer ainda aquilo que não sei que dizer, esperando apenas que as palavras surjam dos meus dedos que batem nestas teclas; mas isto já todos sabem porque já o afirmei muitas vezes que não elaboro os meus textos; deixo-os ir à deriva pelo espaço que este espaço permite; por vezes, surge uma paragem para retocar um caractér que foi mal teclado ou para colocar um acento (que às vezes nem sabemos se estará ou não correcto; já passei por muitas alterações ortográficas que agora nem me preocupo com isso; porém, tento escrever as palavras com a lógica que elas me provocam) agudo ou grave numa palavra, por ventura, sem acento mas que, às tantas, assenta bem naquele sítio, naquela frase ou naquele dito… escrevo então o que a mim próprio dito, seja bem ou mal dito!…

06/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

brotado

…abre-se este espaço para escrevermos algo que precisemos de brotar de bem dentro de nós para cá para fora, ao fim e ao cabo, dirigido a todos vós, a todos os que nos lêem, a todos os que, com uma certa dose de curiosidade ou de paciência, procuram uma razão (um valor) naquilo que foi escrito, ou simplesmente deixado aqui dito…
…é isso, a maior parte das vezes, aquilo que faço; vir aqui dizer ainda aquilo que não sei que dizer, esperando apenas que as palavras surjam dos meus dedos que batem nestas teclas; mas isto já todos sabem porque já o afirmei muitas vezes que não elaboro os meus textos; deixo-os ir à deriva pelo espaço que este espaço permite; por vezes, surge uma paragem para retocar um caractér que foi mal teclado ou para colocar um acento (que às vezes nem sabemos se estará ou não correcto; já passei por muitas alterações ortográficas que agora nem me preocupo com isso; porém, tento escrever as palavras com a lógica que elas me provocam) agudo ou grave numa palavra, por ventura, sem acento mas que, às tantas, assenta bem naquele sítio, naquela frase ou naquele dito… escrevo então o que a mim próprio dito, seja bem ou mal dito!…

06/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

brotado

…abre-se este espaço para escrevermos algo que precisemos de brotar de bem dentro de nós para cá para fora, ao fim e ao cabo, dirigido a todos vós, a todos os que nos lêem, a todos os que, com uma certa dose de curiosidade ou de paciência, procuram uma razão (um valor) naquilo que foi escrito, ou simplesmente deixado aqui dito…
…é isso, a maior parte das vezes, aquilo que faço; vir aqui dizer ainda aquilo que não sei que dizer, esperando apenas que as palavras surjam dos meus dedos que batem nestas teclas; mas isto já todos sabem porque já o afirmei muitas vezes que não elaboro os meus textos; deixo-os ir à deriva pelo espaço que este espaço permite; por vezes, surge uma paragem para retocar um caractér que foi mal teclado ou para colocar um acento (que às vezes nem sabemos se estará ou não correcto; já passei por muitas alterações ortográficas que agora nem me preocupo com isso; porém, tento escrever as palavras com a lógica que elas me provocam) agudo ou grave numa palavra, por ventura, sem acento mas que, às tantas, assenta bem naquele sítio, naquela frase ou naquele dito… escrevo então o que a mim próprio dito, seja bem ou mal dito!…

06/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>silêncio

>…associo-me a todos em memória das vítimas do maremoto…

05/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

silêncio

…associo-me a todos em memória das vítimas do maremoto…

05/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

silêncio

…associo-me a todos em memória das vítimas do maremoto…

05/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários

>medir

>

…um dia, há milénios passados, perguntei se amar tinha medida, ou peso, ou tamanho; nessa altura, a minha caminhada ainda era prematura e ainda muito “verde” nos caminhos da vida; e nunca ninguém me soube responder e eu, ainda que repetindo a pergunta muitas vezes, nunca sabia “como” amar; se amar deste tamanho, se amar com este peso, se amar de determinada forma ou feitio; se amar tivesse medida eu queria amar com o máximo que ela tivesse…
…um dia, há milénios passados, deixei de me preocupar com a forma, com a medida do Amor; pela simples razão de que, durante toda a minha demanda, jamais houvera encontrado essa mesma bitola, essa fita métrica ou essa balança…
…e foi nesse momento, quando deixei de procurar como é que deveria Amar, de que forma é que deveria “usar” o Amor (como que fosse um componente para se fazer um bolo), que eu descobri que o Amor não tem medida…
…o Amor jamais se pode medir, o Amor apenas, é…
…é amando, é dando-nos completamente numa entrega absoluta, que se consegue amar…
…e quem o conseguir fazer, para além de tudo que possa transmitir aos outros, será ele mesmo, uma pessoa inteiramente feliz…
…não, não amo muito… não, não amo com todas as forças da minha alma… não, não enlouqueço…
…amo, apenas…

04/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

medir

…um dia, há milénios passados, perguntei se amar tinha medida, ou peso, ou tamanho; nessa altura, a minha caminhada ainda era prematura e ainda muito “verde” nos caminhos da vida; e nunca ninguém me soube responder e eu, ainda que repetindo a pergunta muitas vezes, nunca sabia “como” amar; se amar deste tamanho, se amar com este peso, se amar de determinada forma ou feitio; se amar tivesse medida eu queria amar com o máximo que ela tivesse…
…um dia, há milénios passados, deixei de me preocupar com a forma, com a medida do Amor; pela simples razão de que, durante toda a minha demanda, jamais houvera encontrado essa mesma bitola, essa fita métrica ou essa balança…
…e foi nesse momento, quando deixei de procurar como é que deveria Amar, de que forma é que deveria “usar” o Amor (como que fosse um componente para se fazer um bolo), que eu descobri que o Amor não tem medida…
…o Amor jamais se pode medir, o Amor apenas, é…
…é amando, é dando-nos completamente numa entrega absoluta, que se consegue amar…
…e quem o conseguir fazer, para além de tudo que possa transmitir aos outros, será ele mesmo, uma pessoa inteiramente feliz…
…não, não amo muito… não, não amo com todas as forças da minha alma… não, não enlouqueço…
…amo, apenas…

04/01/2005 Posted by | Diversos | 8 comentários

medir

…um dia, há milénios passados, perguntei se amar tinha medida, ou peso, ou tamanho; nessa altura, a minha caminhada ainda era prematura e ainda muito “verde” nos caminhos da vida; e nunca ninguém me soube responder e eu, ainda que repetindo a pergunta muitas vezes, nunca sabia “como” amar; se amar deste tamanho, se amar com este peso, se amar de determinada forma ou feitio; se amar tivesse medida eu queria amar com o máximo que ela tivesse…
…um dia, há milénios passados, deixei de me preocupar com a forma, com a medida do Amor; pela simples razão de que, durante toda a minha demanda, jamais houvera encontrado essa mesma bitola, essa fita métrica ou essa balança…
…e foi nesse momento, quando deixei de procurar como é que deveria Amar, de que forma é que deveria “usar” o Amor (como que fosse um componente para se fazer um bolo), que eu descobri que o Amor não tem medida…
…o Amor jamais se pode medir, o Amor apenas, é…
…é amando, é dando-nos completamente numa entrega absoluta, que se consegue amar…
…e quem o conseguir fazer, para além de tudo que possa transmitir aos outros, será ele mesmo, uma pessoa inteiramente feliz…
…não, não amo muito… não, não amo com todas as forças da minha alma… não, não enlouqueço…
…amo, apenas…

04/01/2005 Posted by | Diversos | | 8 comentários

>gostos

>

…sem qualquer razão que não seja a do facto de que gosto da imagem…

03/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

gostos

…sem qualquer razão que não seja a do facto de que gosto da imagem…

03/01/2005 Posted by | Diversos | 3 comentários

gostos



…sem qualquer razão que não seja a do facto de que gosto da imagem…

03/01/2005 Posted by | Diversos | | 3 comentários

>mutantes

>

…de braços erguidos ao alto, desesperadamente desnudados, aguardam pacientemente a vinda da Primavera para que de novo se tornem vivas…

02/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

mutantes

…de braços erguidos ao alto, desesperadamente desnudados, aguardam pacientemente a vinda da Primavera para que de novo se tornem vivas…

02/01/2005 Posted by | Diversos | 5 comentários

mutantes



…de braços erguidos ao alto, desesperadamente desnudados, aguardam pacientemente a vinda da Primavera para que de novo se tornem vivas…

02/01/2005 Posted by | Diversos | | 5 comentários

>escolho

>

…escolho não possuir o que quer que seja, nem sequer o dom de suportar a dor nem o pecado da inveja dos que a suportam…
…escolho não possuir o que quer que seja, nem o dom de iluminar as trevas nem o pecado da inveja dos que a iluminam…
…escolho nada possuir mas escolho saber que nesse nada que possuo, cabe tudo o que me vai na Alma e a firme vontade de sorrir a todos vós e crer (querer) dizer-vos:
“Vão em frente!…”

01/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

escolho

…escolho não possuir o que quer que seja, nem sequer o dom de suportar a dor nem o pecado da inveja dos que a suportam…
…escolho não possuir o que quer que seja, nem o dom de iluminar as trevas nem o pecado da inveja dos que a iluminam…
…escolho nada possuir mas escolho saber que nesse nada que possuo, cabe tudo o que me vai na Alma e a firme vontade de sorrir a todos vós e crer (querer) dizer-vos:
“Vão em frente!…”

01/01/2005 Posted by | Diversos | 4 comentários

escolho

…escolho não possuir o que quer que seja, nem sequer o dom de suportar a dor nem o pecado da inveja dos que a suportam…
…escolho não possuir o que quer que seja, nem o dom de iluminar as trevas nem o pecado da inveja dos que a iluminam…
…escolho nada possuir mas escolho saber que nesse nada que possuo, cabe tudo o que me vai na Alma e a firme vontade de sorrir a todos vós e crer (querer) dizer-vos:
“Vão em frente!…”

01/01/2005 Posted by | Diversos | | 4 comentários