Lobices

…meiguices de lobos e não só…

>claro que há

>

“…Procuro todas as razões possíveis e imaginárias para que, pelo menos uma, justifique o que acontece. Não encontro. Desesperadamente procuro uma razão até que chego à conclusão de que não é preciso razão. As coisas acontecem pelo simples facto de que têm de acontecer. Busca-se uma vida inteira pela razão que justifique determinado acto e ficámos apáticos quando não a vemos. Mas será que é preciso uma razão? Mas então, se não houver razão para que algo determine um acontecimento, por que se verifica esse facto? Vivemos no caos? O caos não precede ou procede com uma ordem ainda que sem ordem mas com uma necessidade de motivar novo facto? Tenho lutado este tempo todo comigo mesmo no sentido de tentar perceber. Não consigo. E isso me dana. Me dana o facto de não ser capaz, o facto de não conseguir, o facto de assumir a nulidade de tudo o que acontece. Não encontrando razão para o motivo dum fim, que razão determina um princípio? E, por que razão dura um certo espaço-tempo? Ou não há razão para nada? Será que somos apenas marionetas? Será que nem nos afectos somos os gestores dos mesmos? Será que não há razão para amar?…”
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23/05/2005 Posted by | Diversos | 32 comentários

claro que há

“…Procuro todas as razões possíveis e imaginárias para que, pelo menos uma, justifique o que acontece. Não encontro. Desesperadamente procuro uma razão até que chego à conclusão de que não é preciso razão. As coisas acontecem pelo simples facto de que têm de acontecer. Busca-se uma vida inteira pela razão que justifique determinado acto e ficámos apáticos quando não a vemos. Mas será que é preciso uma razão? Mas então, se não houver razão para que algo determine um acontecimento, por que se verifica esse facto? Vivemos no caos? O caos não precede ou procede com uma ordem ainda que sem ordem mas com uma necessidade de motivar novo facto? Tenho lutado este tempo todo comigo mesmo no sentido de tentar perceber. Não consigo. E isso me dana. Me dana o facto de não ser capaz, o facto de não conseguir, o facto de assumir a nulidade de tudo o que acontece. Não encontrando razão para o motivo dum fim, que razão determina um princípio? E, por que razão dura um certo espaço-tempo? Ou não há razão para nada? Será que somos apenas marionetas? Será que nem nos afectos somos os gestores dos mesmos? Será que não há razão para amar?…”

23/05/2005 Posted by | Diversos | | 16 comentários