Lobices

…meiguices de lobos e não só…

acordar

“…acordo e sinto o vazio ao meu lado… olho bem e vejo apenas um espaço por onde alongo os braços e as pernas… diviso um local que deveria estar preenchido para eu preencher e ser recebido… há apenas o olhar para as paredes que me cercam e a luz que entra pelas janelas do meu quarto… à noite, quando me deito, faço-o às escuras para não notar a falha mas já não o consigo evitar ao acordar… penso no tempo que passou para passar o tempo… penso no tempo que não passa para chegar outro tempo em que possa pensar que valeu a pena esperar tanto tempo… ser a folha num amar do vento… força tão estranha que acalento…”
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04/06/2005 - Posted by | Diversos |

12 comentários »

  1. A ausência custa. bjs

    Comentar por wind | 04/06/2005 | Responder

  2. Caro Joaquim, a ausência do amor poderia ser considerada como a ausência de um tempo para amar, mas não é, temos sempre um tempo para amar, o que nos pode faltar é um tempo para ser amado.
    Um abraço. Augusto

    Comentar por augustoM | 04/06/2005 | Responder

  3. Ia postar um comment Lobices, mas vou já fazer uma reclamação ;) Ia abrir este espaço e mudou a foto! oh! Assim não vale! ;)
    Já lhe disse que nesta foto está mais jovial e sereno mas a outra condiz mais com o lobo que tem em baixo. Mas ok, prontus, fique lá esta :) Retiro a reclamação.

    Bom dia :)

    Comentar por Maite | 04/06/2005 | Responder

  4. O dia acorda-nos, impiedoso, quando, por vontade nossa, continuávamos no reino dos sonhos. Mas se não acordarmos, a espera não acaba…:)*

    Comentar por Mitsou | 04/06/2005 | Responder

  5. “Este é um convite para no dia 16 de junho fazermos juntos o Bloom-Blogsday. O Bloomsday é uma data festiva, que o mundo inteiro comemora, dedicada ao escritor irlandês James Joyce, cuja obra literária revolucionou a Literatura moderna. A data refere-se ao dia em que Joyce teve um encontro especial com sua futura mulher, Nora Barnacle. Esta data, em 1904, norteou “Ulisses”, protagonizado pelo personagem Leopold Bloom, do qual se extraiu o nome do evento, o Bloomsday. Pois bem, o Bloom-Blogsday será uma reunião blogueira para comemoração da data. No dia 16 postarei trechos de “Ulisses” e links com informações sobre o autor e sua obra. Quem quiser é só procurar o seu trecho favorito, ou um link, ou o que quiser sobre a obra, e enviar-me por e-mail (neste endereço ou em odisseialiteraria [arrôba] gmail.com) ou abrir a caixa de comentários no dia 16 de junho e postá-lo. Não se esqueça de colocar seu nome e a URL do seu blog. Se quiser, pode também divulgar. Um abraço.

    Leandro Oliveira
    2005 – Uma Odisséia Literária”

    Comentar por Anonymous | 04/06/2005 | Responder

  6. “Para quem ama,não será a ausência a mais certa ,a mais eficaz ,a mais intensa a mais indestrutível ,a mais fiel das presenças?

    Marcel Proust

    Carlota

    Comentar por Anonymous | 04/06/2005 | Responder

  7. sentir falta …
    falta sentida…
    custa, doi e magoa…fica a memoria do que se teve, a espereança do que se quer ter e o desejo do que não se tem…

    bonito!

    Comentar por impressaodigital | 04/06/2005 | Responder

  8. Sou uma simples desconhecida, mas obrigada por me ter feito chorar e com isso me fazer ter a esperança de ainda poder sentir…

    Comentar por Anonymous | 04/06/2005 | Responder

  9. Pode ser estranha… mas não deixa de ser o que é… Força!

    Comentar por O Micróbio | 04/06/2005 | Responder

  10. Lindo, como sempre…Força!*

    Comentar por lazuli | 04/06/2005 | Responder

  11. Boa tarde Lobices :)
    Boa caminhada…aqui está um calor tórrido…só apetece estar em casa…no fresco.

    Comentar por Maite | 05/06/2005 | Responder

  12. “à noite, quando me deito, faço-o às escuras”

    Olá… impressionante…
    Conheço alguém que, mesmo que n tenha sido pelas mesmas razões com que imaginaste o teu texto, me contou que não acendia a luz para evitar o vazio…
    Descreveste poeticamente o que ouvi e pude sentir um dia na voz dessa pessoa…

    Um beijinho de boa semana e por me provares mais uma vez que a escrita (e essa capacidade de lhe seres fiel) é um retrato da vida, fidedigno, humano, cheio de alma e do melhor que podemos ter cá dentro!

    Comentar por Raquel V. | 06/06/2005 | Responder


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