Lobices

…meiguices de lobos e não só…

>floresta

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“… num determinado dia da minha vida (não o sei localizar nem no tempo nem no espaço) encontrei um mundo novo à minha frente: era o mundo das palavras!… Uma espécie de mar revolto ou melhor ainda, uma floresta densa, muito espessa, com imensas árvores e cada uma com imensos ramos que se ramificavam uns nos outros… olhei a floresta de frente mas não encontrei uma vereda para nela entrar… os caminhos, em sucalcos, eram imensos e tortuosos… aventurei-me por um deles e comecei a penetrar o mundo das palavras, o mundo daquela nova floresta ali à minha frente e que me começou a cercar por todos os lados… o caminho foi longo e muito árduo mas ao mesmo tempo, sempre que acabava de percorrer uma vereda, sentava-me a descansar e sentia-me (como ainda me sinto) feliz… feliz por ter percorrido mais uma etapa… mas a floresta não tem fim nem lhe diviso a tal luz ao fundo do túnel porque ela, esta floresta, não tem fim, não tem o descanso do guerreiro… é uma vereda imensa a percorrer todos os dias das nossas vidas e na qual adoro estar… ao longo do tempo aprendi a amar estas árvores, estes ramos e estas ramificações… acho que já faço parte do arvoredo mesmo sem tentar subir à copa das árvores… bastam-me os ramos e a sua sombra frondosa para descansar este amor imenso que sinto pela palavra, pelo verde que ela encerra, pelo odor que nos penetra e pelo toque que ela se permite a si mesma ser tocada… amo-as porque por mais ténues que elas sejam ou difusas nos raios de luz que penetram a floresta, elas nascem de mim para todos vós…”

10/07/2006 Posted by | Diversos | 14 comentários

floresta

“… num determinado dia da minha vida (não o sei localizar nem no tempo nem no espaço) encontrei um mundo novo à minha frente: era o mundo das palavras!… Uma espécie de mar revolto ou melhor ainda, uma floresta densa, muito espessa, com imensas árvores e cada uma com imensos ramos que se ramificavam uns nos outros… olhei a floresta de frente mas não encontrei uma vereda para nela entrar… os caminhos, em sucalcos, eram imensos e tortuosos… aventurei-me por um deles e comecei a penetrar o mundo das palavras, o mundo daquela nova floresta ali à minha frente e que me começou a cercar por todos os lados… o caminho foi longo e muito árduo mas ao mesmo tempo, sempre que acabava de percorrer uma vereda, sentava-me a descansar e sentia-me (como ainda me sinto) feliz… feliz por ter percorrido mais uma etapa… mas a floresta não tem fim nem lhe diviso a tal luz ao fundo do túnel porque ela, esta floresta, não tem fim, não tem o descanso do guerreiro… é uma vereda imensa a percorrer todos os dias das nossas vidas e na qual adoro estar… ao longo do tempo aprendi a amar estas árvores, estes ramos e estas ramificações… acho que já faço parte do arvoredo mesmo sem tentar subir à copa das árvores… bastam-me os ramos e a sua sombra frondosa para descansar este amor imenso que sinto pela palavra, pelo verde que ela encerra, pelo odor que nos penetra e pelo toque que ela se permite a si mesma ser tocada… amo-as porque por mais ténues que elas sejam ou difusas nos raios de luz que penetram a floresta, elas nascem de mim para todos vós…”

10/07/2006 Posted by | Diversos | | 7 comentários