Lobices

…meiguices de lobos e não só…

>Presenças

>“… as presenças são o tudo que se deseja vivenciar… entregamo-nos ao olhar, ao toque, ao sabor, à doce noção de que estamos exactamente onde e como o havíamos desejado… as presenças são o terminar da ânsia e o início da suave cedência à ternura e ao começo da tão almejada aventura… as presenças são o tudo por que lutámos na véspera e na antevéspera e nos dias que as antecederam… não sabemos, à vezes, quantas vésperas esperamos até ao dia chegar… umas vezes, o tempo passa mais depressa, outras vezes, ainda que demore o mesmo, tendem a passar mais depressa porque a ânsia o empurra e o dia de amanhã torna-se o hoje futuro do dia de ontem que se houvera esperado… mas, passe o tempo que passar, as presenças que se tornam presença, esquecem a ausência e se transforma na entrega que se aguardou… e a presença vive das presenças que as ausências não deixam viver… e a entrega flui e o mel barra o pão doce do corpo que o forma ora em suaves sabores, ora em orgias de paladares que se confundem por tão diversos e contínuos em que se tornam… e as presenças amornam então em carícias que só mesmo as presenças permitem… mas o tempo voa e desaparece porque enquanto presentes não damos por ele passar… e, de repente, sem darmos por isso, a ausência se torna de novo presente na presença das presenças e deixa que estas esvaziem os corações numa dor surda e desmedida porque sabedores da partida… e as partidas aparecem de repente e as mãos tentam segurar o tempo que resta mas a força da partida depressa faz deslizar os dedos pelos dedos até ficarem no toque das pontas uns dos outros… fica também o beijo doce da despedida e o doce olhar, ainda que triste, da partida… mas breve, o sorriso de novo surgirá porque rápido uma nova presença virá e o ciclo se fecha num círculo de desejo até que uma nova presença se transforme ela só no mais terno e sedento beijo…”

30/06/2008 Posted by | amor | 2 comentários

Presenças

“… as presenças são o tudo que se deseja vivenciar… entregamo-nos ao olhar, ao toque, ao sabor, à doce noção de que estamos exactamente onde e como o havíamos desejado… as presenças são o terminar da ânsia e o início da suave cedência à ternura e ao começo da tão almejada aventura… as presenças são o tudo por que lutámos na véspera e na antevéspera e nos dias que as antecederam… não sabemos, à vezes, quantas vésperas esperamos até ao dia chegar… umas vezes, o tempo passa mais depressa, outras vezes, ainda que demore o mesmo, tendem a passar mais depressa porque a ânsia o empurra e o dia de amanhã torna-se o hoje futuro do dia de ontem que se houvera esperado… mas, passe o tempo que passar, as presenças que se tornam presença, esquecem a ausência e se transforma na entrega que se aguardou… e a presença vive das presenças que as ausências não deixam viver… e a entrega flui e o mel barra o pão doce do corpo que o forma ora em suaves sabores, ora em orgias de paladares que se confundem por tão diversos e contínuos em que se tornam… e as presenças amornam então em carícias que só mesmo as presenças permitem… mas o tempo voa e desaparece porque enquanto presentes não damos por ele passar… e, de repente, sem darmos por isso, a ausência se torna de novo presente na presença das presenças e deixa que estas esvaziem os corações numa dor surda e desmedida porque sabedores da partida… e as partidas aparecem de repente e as mãos tentam segurar o tempo que resta mas a força da partida depressa faz deslizar os dedos pelos dedos até ficarem no toque das pontas uns dos outros… fica também o beijo doce da despedida e o doce olhar, ainda que triste, da partida… mas breve, o sorriso de novo surgirá porque rápido uma nova presença virá e o ciclo se fecha num círculo de desejo até que uma nova presença se transforme ela só no mais terno e sedento beijo…”

30/06/2008 Posted by | amor | 2 comentários