Lobices

…meiguices de lobos e não só…

>movimento

>“… terminaram as palavras… as letras deixaram de existir… as frases já não podem ser formuladas e a comunicação escrita ou oral findou… o Homem deixou de poder dizer um simples vocábulo e nem um só ditongo se consegue escrever ou articular… mas a sua necessidade de gritar leva-o a inventar novas formas de comunicar… passa a usar o seu corpo para insinuar as sílabas e começar a juntar os elementos que formam a ideia, a imagem ou apenas o sentido… o seu corpo passa a ser a caneta ou a corda vocal… e as mãos tocam ali, acolá ou aqui… movem-se no espaço e sentem que do outro lado existem outras mãos que fazem o mesmo… e todos começam a gesticular… e do gesto, passam ao encontro, ao toque mútuo, ao abraço, ao enlace, à carícia, ao beijo, à ternura, a todo o género de acto que defina um desejo de comunicar, de dizer: estou aqui, estás aí, podemos falar?… então trocam-se os toques e todos se movem no mesmo sentido… no Mundo existe o silêncio mas passou a existir o abraço… algo que o Homem já havia esquecido há muito… e apesar de o riso não ser articulado, existe o sorriso… e apesar do grito se ter silenciado a lágrima pode escorrer pela face e dessa forma se diz o que se passa, o que se sente, o que se deseja, o que se vê e o que se quer que seja entendido… o Homem calou a voz mas não consegue deixar de comunicar… e o seu corpo passa a ser o elemento base dessa acção… e, dessa forma, mesmo não podendo dizer que se ama, pode-se dizer o mesmo num sorriso, num beijo, num toque, num abraço, num desejo… e o Amor, por mais que o Homem possa perder as suas faculdades, jamais morrerá… e Amar, continuará a ser o único caminho!…”

29/07/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

movimento

“… terminaram as palavras… as letras deixaram de existir… as frases já não podem ser formuladas e a comunicação escrita ou oral findou… o Homem deixou de poder dizer um simples vocábulo e nem um só ditongo se consegue escrever ou articular… mas a sua necessidade de gritar leva-o a inventar novas formas de comunicar… passa a usar o seu corpo para insinuar as sílabas e começar a juntar os elementos que formam a ideia, a imagem ou apenas o sentido… o seu corpo passa a ser a caneta ou a corda vocal… e as mãos tocam ali, acolá ou aqui… movem-se no espaço e sentem que do outro lado existem outras mãos que fazem o mesmo… e todos começam a gesticular… e do gesto, passam ao encontro, ao toque mútuo, ao abraço, ao enlace, à carícia, ao beijo, à ternura, a todo o género de acto que defina um desejo de comunicar, de dizer: estou aqui, estás aí, podemos falar?… então trocam-se os toques e todos se movem no mesmo sentido… no Mundo existe o silêncio mas passou a existir o abraço… algo que o Homem já havia esquecido há muito… e apesar de o riso não ser articulado, existe o sorriso… e apesar do grito se ter silenciado a lágrima pode escorrer pela face e dessa forma se diz o que se passa, o que se sente, o que se deseja, o que se vê e o que se quer que seja entendido… o Homem calou a voz mas não consegue deixar de comunicar… e o seu corpo passa a ser o elemento base dessa acção… e, dessa forma, mesmo não podendo dizer que se ama, pode-se dizer o mesmo num sorriso, num beijo, num toque, num abraço, num desejo… e o Amor, por mais que o Homem possa perder as suas faculdades, jamais morrerá… e Amar, continuará a ser o único caminho!…”

29/07/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>prova

>“… não existe forma de se provar ao ser que amamos que o amamos… não há sinais, nem falas, nem gestos, nem toques, nem palavras… não existe nada que possa significar ou ter o sentido de dizer e provar ao ser que amamos que o amamos… se não existe então forma de o fazermos, como podemos provar ao ser objecto do nosso amor que o amamos?… não podemos provar!… e não podemos provar porque não existe forma de o fazer, logo só o conseguimos amar se na verdade o amarmos… e é amando-o nas mais pequeninas coisas que, sem provar, lhe vamos dizendo que o estamos a amar… é preciso que o ser que é amado sinta que é amado e essa é a única forma desse ser ter a certeza que é amado… quem ama não pode provar que ama mas quem é amado sabe sentir que o é… logo, a forma de provarmos que amamos o ser que amamos é este ser sentir que é amado… e só este ser que é amado saberá entender a verdade do nosso amor… e então, aí sim, ele saberá que é amado nas mais pequeninas coisas que fizermos, que dissermos, quando tocamos, quando gesticulamos, quando lhe enviamos um sinal, um olhar, uma forma do nosso próprio estar que nos é peculiar e único quando estamos a amar esse ser… o ser amado saberá que o é mesmo que quem o ama não o consiga provar, nem metafórica nem fisicamente… amamos com o nosso sentir, com o nosso coração, com o nosso corpo e com a nossa Alma, mas todos estes elementos são refutáveis, logo só o outro, quem é amado, saberá distinguir do nosso sentir, do nosso coração, do nosso corpo, da nossa Alma, os elementos comprovativos do amor que por ele nutrimos… como sempre disse, amar é dar, logo só quem recebe é que sentirá essa dádiva… é pois, dando-me-te por completo, que te amo… é pois, recebendo-me por completo que sentirás o meu amor…”

23/07/2008 Posted by | amar | 1 Comentário

prova

“… não existe forma de se provar ao ser que amamos que o amamos… não há sinais, nem falas, nem gestos, nem toques, nem palavras… não existe nada que possa significar ou ter o sentido de dizer e provar ao ser que amamos que o amamos… se não existe então forma de o fazermos, como podemos provar ao ser objecto do nosso amor que o amamos?… não podemos provar!… e não podemos provar porque não existe forma de o fazer, logo só o conseguimos amar se na verdade o amarmos… e é amando-o nas mais pequeninas coisas que, sem provar, lhe vamos dizendo que o estamos a amar… é preciso que o ser que é amado sinta que é amado e essa é a única forma desse ser ter a certeza que é amado… quem ama não pode provar que ama mas quem é amado sabe sentir que o é… logo, a forma de provarmos que amamos o ser que amamos é este ser sentir que é amado… e só este ser que é amado saberá entender a verdade do nosso amor… e então, aí sim, ele saberá que é amado nas mais pequeninas coisas que fizermos, que dissermos, quando tocamos, quando gesticulamos, quando lhe enviamos um sinal, um olhar, uma forma do nosso próprio estar que nos é peculiar e único quando estamos a amar esse ser… o ser amado saberá que o é mesmo que quem o ama não o consiga provar, nem metafórica nem fisicamente… amamos com o nosso sentir, com o nosso coração, com o nosso corpo e com a nossa Alma, mas todos estes elementos são refutáveis, logo só o outro, quem é amado, saberá distinguir do nosso sentir, do nosso coração, do nosso corpo, da nossa Alma, os elementos comprovativos do amor que por ele nutrimos… como sempre disse, amar é dar, logo só quem recebe é que sentirá essa dádiva… é pois, dando-me-te por completo, que te amo… é pois, recebendo-me por completo que sentirás o meu amor…”

23/07/2008 Posted by | amar | 1 Comentário

>viver

>“… havia apenas um silêncio todo ele verde formado por árvores frondosas, um cheiro a erva, a pinheiro, a eucalipto e o marulhar de um riacho com o bater compassado da água nas pedras soltas do seu leito… o silêncio também tinha asas… eram os pássaros que não distingo as espécies, um milhafre e quem sabe talvez uma águia… era um silêncio que também possuía a qualidade de ser tocado, bastava para isso, abrir os braços e inspirar fundo a plenos pulmões e sentir o seu abraço dentro do corpo beijando a alma… era um silêncio feliz porque me fazia sorrir e cerrar os olhos para o ouvir… um silêncio que também se via mesmo sem o olhar… o silêncio puro, alvo, cristalino, todo ele formado de muitas coisas que o tornavam único… tê-lo ali comigo era uma espécie de bênção e senti-lo ainda me provocava mais prazer… deixei-me ficar, ali nele deitado a usufruir a sua existência… de olhos fechados sabia-me fazer parte dele… senti-o penetrar-me devagar com suavidade e deixei-me embalar numa canção sem acordes mas que me deixavam perceber o porquê de tudo… ali, uma só molécula e eu fazia parte dela… um só mundo… um só ser… o sagrado estatuto de viver…”

11/07/2008 Posted by | vida | Deixe um comentário

viver

“… havia apenas um silêncio todo ele verde formado por árvores frondosas, um cheiro a erva, a pinheiro, a eucalipto e o marulhar de um riacho com o bater compassado da água nas pedras soltas do seu leito… o silêncio também tinha asas… eram os pássaros que não distingo as espécies, um milhafre e quem sabe talvez uma águia… era um silêncio que também possuía a qualidade de ser tocado, bastava para isso, abrir os braços e inspirar fundo a plenos pulmões e sentir o seu abraço dentro do corpo beijando a alma… era um silêncio feliz porque me fazia sorrir e cerrar os olhos para o ouvir… um silêncio que também se via mesmo sem o olhar… o silêncio puro, alvo, cristalino, todo ele formado de muitas coisas que o tornavam único… tê-lo ali comigo era uma espécie de bênção e senti-lo ainda me provocava mais prazer… deixei-me ficar, ali nele deitado a usufruir a sua existência… de olhos fechados sabia-me fazer parte dele… senti-o penetrar-me devagar com suavidade e deixei-me embalar numa canção sem acordes mas que me deixavam perceber o porquê de tudo… ali, uma só molécula e eu fazia parte dela… um só mundo… um só ser… o sagrado estatuto de viver…”

11/07/2008 Posted by | vida | Deixe um comentário

>correntes

>“… a vida tem correntes que nos prendem e não nos deixam vaguear… são as correntes de ferro forjadas nas condições dos agravos que ela, a vida, nos abala… a vida tem correntes que nos levam em várias direcções como as vagas de um mar encapelado ou de um rio em tormenta… são as correntes invisiveis que nos empurram para a frente… a vida tem correntes sem correntes que nos fazem estagnar… são como os lagos mansos em que nem uma folha se move e assim, presa, depressa esmorece e morre… a vida tem tudo o que podemos desejar e tudo o que não queremos e temos de aceitar… a vida é bela e doutras vezes, do outro lado dela, a vida é como o fel em que o sabor doce do mel não existe e não se deixa provar por sedentas línguas de tanta e tanta gente neste longo mar a esbracejar… porém, a vida é uma realidade que nos faz aqui estar… ela nos empurra, ela nos prende, ela nos sujeita às mais diversas e caprichosas vontades de um poder mais forte que a nossa própria força… a chamada Lei da Atracção faz com que se consiga moldar a vida à nossa maneira, só que essa mesma Lei funciona para todos e se eu atraio para aqui haverá o meu oposto que atrairá para ali… vencerá algum ou perderemos os dois?… só a vida o saberá quando dermos pelo lado em que nos encontrarmos em determinado momento… porém, nada nos impede de continuar a perseguir sempre o mesmo caminho e, como tenho dito sempre e por, talvez, demasiadas vezes, vezes a mais, amar é o caminho e não interessa qual o caminho, interessa isso sim, caminhar… mesmo que as correntes nos prendam ou nos empurrem, forcemos os elementos que nos cercam e caminhemos em frente com a firme certeza que o amor está lá, lá bem ao fundo, em algum lugar à nossa espera… não desesperemos… avancemos com redobrada força… tenhamos confiança… acreditemos que amamos, que somos fiéis e que somos verdadeiros, no mínimo com nós mesmos… viva-se o momento, momento a momento apenas com um único intento: chegar lá, chegar aos braços do ser que amamos, do ser que desejamos alcançar, mantê-lo ao nosso lado, abraçar, beijar, sentir, viver, enfim, numa palavra, amar…”

07/07/2008 Posted by | amor | 1 Comentário

correntes

“… a vida tem correntes que nos prendem e não nos deixam vaguear… são as correntes de ferro forjadas nas condições dos agravos que ela, a vida, nos abala… a vida tem correntes que nos levam em várias direcções como as vagas de um mar encapelado ou de um rio em tormenta… são as correntes invisiveis que nos empurram para a frente… a vida tem correntes sem correntes que nos fazem estagnar… são como os lagos mansos em que nem uma folha se move e assim, presa, depressa esmorece e morre… a vida tem tudo o que podemos desejar e tudo o que não queremos e temos de aceitar… a vida é bela e doutras vezes, do outro lado dela, a vida é como o fel em que o sabor doce do mel não existe e não se deixa provar por sedentas línguas de tanta e tanta gente neste longo mar a esbracejar… porém, a vida é uma realidade que nos faz aqui estar… ela nos empurra, ela nos prende, ela nos sujeita às mais diversas e caprichosas vontades de um poder mais forte que a nossa própria força… a chamada Lei da Atracção faz com que se consiga moldar a vida à nossa maneira, só que essa mesma Lei funciona para todos e se eu atraio para aqui haverá o meu oposto que atrairá para ali… vencerá algum ou perderemos os dois?… só a vida o saberá quando dermos pelo lado em que nos encontrarmos em determinado momento… porém, nada nos impede de continuar a perseguir sempre o mesmo caminho e, como tenho dito sempre e por, talvez, demasiadas vezes, vezes a mais, amar é o caminho e não interessa qual o caminho, interessa isso sim, caminhar… mesmo que as correntes nos prendam ou nos empurrem, forcemos os elementos que nos cercam e caminhemos em frente com a firme certeza que o amor está lá, lá bem ao fundo, em algum lugar à nossa espera… não desesperemos… avancemos com redobrada força… tenhamos confiança… acreditemos que amamos, que somos fiéis e que somos verdadeiros, no mínimo com nós mesmos… viva-se o momento, momento a momento apenas com um único intento: chegar lá, chegar aos braços do ser que amamos, do ser que desejamos alcançar, mantê-lo ao nosso lado, abraçar, beijar, sentir, viver, enfim, numa palavra, amar…”

07/07/2008 Posted by | amor | 1 Comentário