Lobices

…meiguices de lobos e não só…

Noites

“…dou por mim, às vezes, a lamentar a minha situação numa espécie de resignada forma de aceitar o que tenho de enfrentar; outras vezes, quase entro em desespero por me sentir incapaz de resolver o problema; ainda noutras ocasiões, sorrio e enfrento… existem lágrimas por vezes porque apenas o amor me traz o sorriso… então, há sempre alguém que me segreda que há sempre outrém que está em piores circunstâncias… eu sei que isso não me alegra mas faz diminuir a tensão… então, recordo aqueles anos em que andei a acompanhar aqueles grupos de assistência aos sem-abrigo… recordo e sinto o frio que eles sentiam… recordo e vejo o sorriso deles ao receber a sopa quente, o pão, o leite, o cobertor e tantas e tantas outras coisas que lhes dávamos entre a meia noite e as 3 das madrugada aos fins de semana… recordo e vejo-os deitados nos vãos de escada, debaixo das arcadas, embrulhados em caixas de cartão, com a cara tapada para que o bafo da respiração os ajudasse a aquecer… recordo e vejo-os sós, de olhos brilhando nos meus olhos, e eu apenas estendia a mão para entregar o que podia entregar… a raiva instalava-se dentro de mim por não poder gritar ao mundo aquele sofrimento… a dor deles passava para mim por eu não poder fazer mais nada… ali ou aqui bem perto no meu Porto, nas ruas, nas praças, nos recantos, nos jardins… na verdade, o meu problema actual não é nada se comparado com aquele sofrimento… dei um pouco de mim naqueles tempos, naquelas noites em que descobri o meu Porto que desconhecia… amei a dor tentando minimizar a dor deles… naquelas noites aprendi que também era possível amar, sofrendo… naquelas noites aprendi o que não sabia ser possível aprender… hoje,  lembrei-me deles e aprendi que afinal o meu problema é de somenos importância…”

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31/07/2009 Posted by | Diversos | 3 comentários

Seta

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30/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Hoje, lembrei-me dele

…Tinha eu treze anos quando ele acamou com uma dessas doenças que não perdoam, mas que ele aceitou, consciente da sua pequenez neste mundo, consciente que aquela era a vontade de alguém mais forte que toda a força desta vida, para aquém e para além desta que temos. Durante dois anos houve momentos de dor e houve momentos de paz; nesses momentos mais felizes de paz, lá ia eu de mão dada com ele passear um pouco para aliviar a carga psicológica que ele sabia carregar e aguentar firme como uma rocha; pequeno de estatura, e magro para além da magreza da própria doença, ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que nada tinha a temer e tudo tinha a enfrentar; ele dava aqueles passos com a firmeza de um homem que não tem medo de nada, nem daquilo que ele já sabia ter de enfrentar um dia.

Os seus passos pequenos, mas firmes, faziam compasso com os meus, ainda pequenos também pela idade ainda de criança, mas sentia-me como que o guardião daquele homem que naqueles momentos estava à minha responsabilidade e isso dava-me uma grande felicidade por estar a seu lado; também eu tinha consciência da doença que o minava pouco a pouco, também eu tinha forças para enfrentar aquela estranha harmonia de paz que nos rodeava aos dois; uma paz diferente, um bem estar compartilhado e interligado pelas duas mãos que se davam uma na outra, como dois cúmplices conscientes do “crime” que estavam a cometer a bem da harmonia e da paz de espírito, pois era carinho o que nos rodeava e envolvia.
Mas o dia da partida (ou da chegada como ele dizia às vezes por brincadeira) estava próximo. E quando esse dia surgiu ele teve consciência desse facto e soube-o enfrentar com uma dignidade que ainda hoje respeito e sempre respeitarei.
Deitado na sua cama e eu sentado a seus pés ele me olhou: os seus lábios já muito finos, mas firmes, disseram: “Vai chamar a tua Avó”. Corri pelo corredor e fui chamar a minha Avó que, como sempre (toda a sua vida), estava agarrada aos tachos no fogão de lenha; na cozinha pairava um cheirinho a sopa quente (Meu Deus, que saudades !).
-“Bó.. o vô chamou-a.”Ela largou o fogão, limpou as mãos ao seu avental e dirigiu-se para o quarto onde ele estava; segui-a logo. Ela entrou no quarto e eu fiquei à porta vendo.
Naquele momento, todo ele se transformou: na sua frente estava a sua Maria de todo o sempre, a Maria que sempre o acompanhou e que lhe deu as quatro filhas que ele tanto amou, a Maria que tantas vezes ele arreliou e ela perdoou. Na ombreira da porta eu assisti: a sua face pálida ganhou cor, os seus olhos pequeninos brilharam de plena felicidade e a sua boca se abriu com um enorme sorriso ( o maior e mais bonito sorriso de felicidade que eu já vi em toda a minha vida !) e disse: ” Maria, senta-te aqui.”Minha Avó se sentou à cabeceira da cama e ele com o mesmo sorriso disse já numa voz mais apagada: -” Abraça-me.”… Minha Avó o entrelaçou e eu vi os seus olhos pequeninos fecharem-se para todo o sempre, acompanhado com aquele sorriso lindo de felicidade !…

29/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Seda

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28/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Conceito

“…Amar ou não amar?… Sim e não… Tudo depende do conceito que fazemos do que é “amar”… Se entendermos que o amor, o verdadeiro amor (e aqui poderemos perguntar o que é um verdadeiro amor que não será a mesma coisa que um amor verdadeiro…) é amar sem posse, ou seja, amar pelo acto de amar e não pelo acto de querer ou possuir ou ainda querer possuir, ou seja, “eu amo simplesmente porque quero amar e desta forma me sinto realizado e feliz”, nunca perderemos nada porque nada temos, nada possuímos… amámos apenas… se sentir posse do alvo amado eu posso-o perder porque o julgava meu… no momento em que decido amar por amar eu deixo de possuir, deixo de ter o que quer que seja, e, mesmo que “perca” eu não perco… apenas continuarei a amar mesmo que o alvo do meu incondicional amor já não exista ou já não esteja presente… Que forma mais sublime de amor não será aquela em que apenas desejamos que o outro seja feliz, mesmo que não connosco?… Se a pessoa que amo se sente feliz longe de mim, que acto mais sublime de amor não será continuar a amar essa pessoa? Não será amor verdadeiro aquele que apenas ama?… Mesmo no conceito de que somos um todo (conceito que partilho) amar será apenas um acto egoísta na medida em que me estou a amar a mim mesmo face ao entendimento de que não somos partes… Daí que amar deverá ser um acto individual e único, ou seja, não o entender como um acto de partilha (estilo, eu te amo se tu também me amares…) mas sim um acto de dádiva… Eu me dou a alguém incondicionalmente, eu amo alguém independentemente de esse alguém me amar em reciprocidade… Gostar de alguém será apenas e unicamente obter algo desse alguém, ou seja, eu “retiro” algo desse alguém, logo gosto “disso”… Amar é “dar” algo a alguém sem esperar nada em troca… Por isso, nunca perderei se nada tiver…”

27/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Recordação

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25/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Adágio

Oh lógica da beleza…
Oh verdade infinita
Criança cristalina
Soluçando nos meus ouvidos
Como soluços doces e divinos….
Oh bela e pura melodia
Que por entre a fragrância do ritmo
Te revejo no infinito
Do meu ser interior
De sonhos perdidos
Em sonhos de amor…
Oh lógica bendita
De som belo e de cor azul…

Tão bonita!…

25/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

SANGUE

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24/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

SILÊNCIO

“…Há um silêncio absoluto aqui até mesmo dentro de mim… Estou só, acompanhado apenas da minha solidão; por isso, não estou sozinho; estou acompanhado, logo não estou só… Estranho…
O silêncio penetra dentro de mim sem pedir licença; também não sou capaz de lhe impedir a entrada; ele é tão livre quanto eu e eu, possuidor dessa liberdade, deixo-o entrar e sinto que a excitação que ele me provoca é sinal de prazer… Um prazer proveniente da paz que ele, o silêncio, alberga… Com ele, vem apenas o som da deslocação do ar quando ele chega sem avisar… É que, de repente, só (estando só) o sinto quando ouço o silêncio da sua chegada… Senta-se aqui ao meu lado e vejo perfeitamente que ele me olha de soslaio; mas não lhe ligo importância; quem se julga ele? Alguém de muito especial? Devo-lhe alguma deferência?… Não… Não lhe franqueio sempre a entrada? Então, que mais ele quer? Que lhe dirija a palavra? Não! Mil vezes não! Se o deixo penetrar-me é porque assim o desejo e o quero, em silêncio, em paz, ouvindo-o sem o ouvir; sabendo apenas que ele está aqui… A solidão, por seu lado, essa não se importa muito pela presença dele; já está habituada… Olha-o com desdém como se ele, o calado silêncio, fosse ninguém… Sabe muito bem que ele não me faz mossa; sabe perfeitamente que ela, a solidão, é que é a minha amante preferida, hoje cinzenta (pode ser) mas amanhã, quem sabe, se colorida… É apenas a paz que me traz sereno e me faz sentir o seu frio ameno; é que o silêncio tem temperatura, ora é doce e quente, ora azedo e frio; mas já reparei imensas vezes que quando é azedo se sente um frio ameno; não enregela nem me estremece o corpo; amorna-me a alma e deixo-me ficar na mordomia da sua presença… É tudo apenas um estado de solidão a sós com o silêncio que me faz companhia… Por isso, não esfria… Deixa-me estar como quero… E ele se queda também e fica… Não incomoda… Sabe que a qualquer momento que eu queira, o mando embora; sabe que um grito forte pode, num ápice, cortar o ar que ele deslocou ao chegar… Ele sabe isso e por isso não se preocupa comigo… Mantém apenas um vago olhar… Como quem não sabe se parta ou se deve ficar… Depende apenas e só do meu grito; se este, o grito, do meu peito sair com força, com ânimo, com desejo de ser quem sou e não quem quero parecer ser… O problema com que me debato é saber o que sou ou mesmo até quem sou… Serei eu próprio o silêncio?…”

23/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Yellow day

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22/07/2009 Posted by | Diversos | 2 comentários

Parir

“…eu gosto, gosto de repetir, repetir palavras, palavras repetidas, tantas quantas vezes me apetecer repetir, repetir vezes sem conta, não perdendo sentindo, ganhando sentido, na repetição, na adição, na multiplicação das palavras, palavras que leio, palavras que escrevo e repito escrevendo palavras repetidas, repetindo os sentidos, ousando repetir, significando vezes sem conta o mesmo sentido, palavras ditas, lidas, relidas, palavras amadas, sejam elas quais forem, palavras benditas, malditas, escritas ou mal escritas, lidas, relidas, ouvidas, soltas, pronunciadas, sentidas, palavras, somente palavras, sempre palavras, lidas, ouvidas, relidas, sentidas, amando palavras, brotando palavras, parindo palavras, fazendo-as ver a luz do dia e o negro da noite, quando a escrevo… tenho sempre um bom parto quando dou à Luz uma palavra: Porque amo a palavra que pari…”

21/07/2009 Posted by | Diversos | 2 comentários

Silver day

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20/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei…

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade…
também.

de Oswaldo Montenegro

20/07/2009 Posted by | Diversos | 3 comentários

Golden day

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19/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Estrela matinal

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18/07/2009 Posted by | Diversos | 2 comentários

Remembering

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17/07/2009 Posted by | Diversos | 2 comentários

Garra

“…às vezes, em muitos momentos da vida, as pessoas vêem-se perdidas, sem razões para estarem onde estão ou por estarem como estão… às vezes, em muitos momentos da vida, o ser humano questiona o porquê do seu sofrimento, a razão pela qual merece ou não merece a desdita que enfrenta… às vezes, muitas vezes, o ser humano duvida do porquê dos muitos porquês que assolam as suas dúvidas… às vezes duvidamos apenas porque não olhamos para o lado e não vemos que outros têm mais razões para duvidarem do que nós…e, sem razão, colocamos o nosso problema como o mais grave de todos quando outros nem sabem que têm um problema porque ele é a sua razão única de ser… às vezes, precisamos apenas de ter “garra”, de nos agarrarmos a qualquer coisa, a algo que saibamos ser a solução para o nosso problema… às vezes, bastaria um sorriso e, principalmente, saber amar… saibamos agarrar o Amor como único suporte para a dor que julgamos estar a passar… agarrem o Amor enquanto é tempo… depois, depois pode ser tarde demais… amem… agarrem o Amor… sejam felizes apesar de tudo…”

16/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Big Bang

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15/07/2009 Posted by | Diversos | 4 comentários

Espelho

“…torno-me espelho de mim mesmo e a luz que em mim me toca, se reflecte no exterior do meu ser… espalho o que sou no espaço em meu redor… vejo-me diverso e dividido em milhares de partículas de luz, facto que tanto me seduz… porém, receio quebrar-me em mil pedaços e perder a magia destes meus ténues passos pelo mundo da fantasia… elejo-me mentor de mim mesmo e, sereno, torno-me pleno daquilo que sou: uma partícula apenas no meio do nada que me rodeia… mas a minha imagem, por todos os lados dividida, semeia no espaço em que me insiro tudo o que tenho por pouco que seja e eu sinto que a verdade deste louco imaginar, mais não é do que o desejo de o ser, de em mil imagens me tornar e… me dar…”

14/07/2009 Posted by | Diversos | 3 comentários

Ensaio sobre a solidão

“…depressa me canso de mim… olho à minha volta e só vejo recordações… uma terna claridade invade o meu quarto e me rodeia de mansinho… já reparei várias vezes: vem sempre acompanhada do silêncio!… nunca soube o porquê de tal evento… é uma luz difusa, lenta, como que surgindo a medo e com ela, um opaco silêncio… algo que nada traz a não ser paz… mas trazê-la já é bom… e é nesses momentos que me sinto só… e sabem porquê?… porque não tenho com quem partilhar esse momento!… algo que sempre desejei fazer um dia na minha vida: partilhar a minha solidão… dizer a alguém: “…Vês?… Estás a ouvir?… A minha solidão está aqui, é isto que vive aqui comigo… Entendes?…”… mas nunca consegui e nunca o consegui porque nos momentos em que a solidão me visita eu nunca estou acompanhado… engano, estar acompanhado estou mas apenas de mim mesmo e dessa luz e desse silêncio… já somos três… estendo-me então no leito dessa luz e deixo-me levar pelo barulho do silêncio que me invade… nunca é tarde para experimentar novas sensações, só que esta é já demasiadamente minha conhecida e então apenas nos olhamos e nos aceitamos mutuamente… nada mais fazemos senão partilhar aquele momento, uma partilha a três numa solidão solitária de um só… estendido nela e com o silêncio deitado a meu lado, olhamos o tecto que lentamente se separa de nós em tons de cinzentos cada vez mais escuros… passo os braços pelo silêncio e aperto-o de encontro ao meu peito… sinto o seu respirar lento e compassado… é um som simpático, eu sei, mas ao mesmo tempo ousado na medida em que invade o som do bater do meu coração… e o silêncio deixa de ser silêncio para ser um baque surdo ritmado aqui, ao meu lado, deitado… no entanto, continuo abraçado a ele e ele sente-se bem porque acarinhado… é um abraço puro mas forte… ingénuo mas apaixonado… é apenas um abraço de silêncio compartilhado num leito de claridade a escurecer em lentos tons que tem o anoitecer… porém, já quando o tecto se separa de nós e nos abandona entregues que ficámos à luz das trevas que entretanto nos envolvem, o silêncio se aperta contra mim e me possui… penetra-me fundo e a respiração torna-se ofegante, sufocante… o que até então era um prazer compartilhado passa a ser dor e algo que corrompe… penetra-me cada vez mais fundo e a dor aumenta… o bater e o som do meu coração ultrapassa o silêncio que entretanto se esvai num orgasmo de sons delirantes de espasmos gigantes que se avolumam dentro de mim… o tecto já não existe, a obscuridade ainda persiste com mais intensidade… é um estar sem vida, sem morte e sem idade… apenas habita em mim numa eterna cumplicidade… respiro o espaço que me rodeia… e a escuridão cai sobre tudo e me envolve como uma teia… já tenho mais uma companhia… o doce sono vem de mansinho amparar meu corpo e cobre-o com carinho… adormeço lento, extenuado de tanta amargura, numa vã procura do próximo amanhecer que de novo me vai trazer o fim de tarde, neste terno ciclo de amor e ódio em que espero pela eternidade…”

13/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Paralelas

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13/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Saudades

“…tenho saudades tuas… Queria ter-te aqui comigo, a meu lado, de mãos dadas ou de olhos nos olhos… Cingir-te a cintura e apertar-te contra mim e sentir teu corpo… Desejar o teu desejo… Ouvir teu coração bater com a minha face sobre o teu peito… Beijar-te a boca e saber-me dentro de ti… Sentir-me mais uma vez como as muitas que senti…Tenho saudades tuas… Chamar pelo teu nome… Ouvir a minha voz pronunciar esse som e saber-me respondido com o teu sorrir… Estar onde estás e saber-me contigo, aberto de mim para te receber em plenitude… Entrar no teu ser e saber-me lá residente, não ontem nem hoje mas, sempre… Perder-me no teu labirinto e jamais encontrar a saída… viver os caminhos e as esquinas que se cruzassem à nossa frente e deixar de conhecer o tempo que nos cerca… olvidar a dor da ausência do teu doce amar… tenho saudades tuas…”

12/07/2009 Posted by | Diversos | 3 comentários

Gotículas

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11/07/2009 Posted by | Diversos | 2 comentários

Amem

“…amem com força, com amor, com dor, com sol, com alma, com ódio, com riso, com choro…
…amem com doçura, com mel, com fel, com frio, com mãos, com corpo…
…amem com olhos, com línguas e olfactos…
…amem com dorso, com costados, com palmas, com gelo ou com fogo…
…amem com garra, com pena, com ternura ou com censura…
…amem um minuto, uma hora, um dia, uma vida, um momento ou uma eternidade…
…amem no ventre ou já com idade, com siso ou indeciso, com chuva, com vento, com água, com sal…
…amem por um momento que seja para que esse momento perdure na vida ainda que essa vida não perdure nesse momento!…”

10/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Altar enfeitado

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09/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Ausências

“…sinto-me ausente de mim na presença constante do outro eu que me habita… sei que, quando quer, ainda hesita mas persiste na dual sensação de me conquistar ou repudiar… não sei como lhe ripostar, se com força ou se me deixe levar… deixar-me levar nos seus sonhos e perder as minhas realidades ou se, pelo contrário, apear-me na realidade e deixá-lo a ele sonhar sozinho… estranho caminho este de se ser uma presença e estar ausente dela ou será que sou uma ausência presente em mim mesmo?… vou tentar descobrir e se nada encontrar, então vou-me rir de mim mesmo, rir às gargalhadas das presenças alheadas ou das ausências que me são apresentadas… tanto faz… qualquer delas me traz a quietude inquieta da minha própria ausência presente…”

08/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Arranjo floral

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07/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

Adormecendo

“… deixa enroscar-me nos teus braços… coloca tua mão na minha cabeça e enrola os teus dedos nos meus raros cabelos… baixa um pouco a tua fronte e beija a minha boca… deixa enroscar-me no teu colo… sentir a tua maciez e ver de baixo para cima o teu sorriso… ver-te junto a mim e saber-te ali comigo… de tal forma que quando olhas eu sou o teu olhar… de tal forma que quando sorris eu sou os teus lábios… de tal forma que quando me afagas eu sou a tua mão… de tal forma que quando me tocas eu sou o teu corpo… de tal forma que quando me olhas eu sou o teu olhar… deixa pousar o meu cansaço na tua serenidade e sentir a tua paz na minha guerra… baixar as armas e sentir a trégua na tenda que se ergue no deserto da batalha… humedecer as mãos na brisa da água que corre no ribeiro que nos circunda… lavar a cara na frescura do vento que nos embala… sentir que nem tudo é real mas que o sonho nos preenche… sentir que, por vezes, só o desejo chega, só o querer basta, só o pensar nos satisfaz… deixa-me ser não só a realidade mas também o que não somos… deixa-me olhar para dentro de ti e ver-me inteiro… deixa-me tocar-te com o sonho e saber-me parte dele como sei que ele é uma parte do meu eu verdadeiro…”

06/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Festas na minha terra

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05/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Centro

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04/07/2009 Posted by | Diversos | 3 comentários

Hiato

“…trago comigo a seda do teu cabelo, a maciez do teu beijo, a doçura do teu toque, o brilho do teu olhar, a atenção do teu escutar… trago comigo, na minha pele, na minha alma, no meu coração, a tua essência aqui brotada em mim durante os momentos da fruição dos seres que se tomam serenos mesmo num simples abraço… é apenas um hiato de tempo este espaço que nos separa… de resto, tudo está aí como tudo está aqui… um saber de um sabor a sentidos vividos em amor…”

03/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário

Calmaria

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02/07/2009 Posted by | Diversos | 1 Comentário

O sorriso

“…que o sorriso renasça das cinzas frias da vossa tristeza… que o sorriso vos aqueça… que o sorriso vos amacie… que o sorriso não feneça… que o sorriso na vossa face vos propicie a leveza da alegria de se ser e estar tal como somos… que o sorriso receba as lágrimas que vossos olhos brotam… que o sorriso se alargue a novos horizontes da vossa memória… que o sorriso seja límpido, cristalino, suave, doce… que o sorriso vos limpe a mágoa… que o sorriso sirva para vos sentirdes vivos… que o sorriso, por fim, faça outro alguém sorrir também…”

01/07/2009 Posted by | Diversos | Deixe um comentário