Lobices

…meiguices de lobos e não só…

Tela

“…gosto de desenhar no meu corpo a pura entrega de quem ama… gosto de desenhar na minha alma a luz dessa verdade… escrever com os meus olhos a leitura da saudade… garatujar nos sons as palavras sussurradas… saborear na boca, nos lábios a doçura do mel do teu beijo desenhado desejo de quem procura o abraço esperado… gosto de desenhar nos teus ouvidos as letras que formam os sentidos… desenhar, por fim, já por sobre o esboço da obra final de quem no auge do encontro sente-se sonho sabendo ser real… pairar na tela do teu corpo e desenhar as cores do amor que num todo se move completo no ser que temos por modelo… e sendo-o, tê-lo, possuí-lo e transformar a obra num plano final que dá ao desenho o toque especial como que uma assinatura sobre a obra acabada… depois, ficar a mirar tudo o que havia sido feito para ter ali, na minha frente, a concretização do sonho e saber que todas as palavras ditas ou as desenhadas ou as escritas houveram sido assimiladas, saboreadas e entendidas como brotadas de dentro do meu ser… gosto de desenhar sim, no teu corpo, o meu eu e no fim ao olhar a tela preenchida em ti soubesse ali ter tudo o que havias querido da presença do meu amor…”

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09/03/2009 Posted by | amor | 1 Comentário

>Tela

>“…gosto de desenhar no meu corpo a pura entrega de quem ama… gosto de desenhar na minha alma a luz dessa verdade… escrever com os meus olhos a leitura da saudade… garatujar nos sons as palavras sussurradas… saborear na boca, nos lábios a doçura do mel do teu beijo desenhado desejo de quem procura o abraço esperado… gosto de desenhar nos teus ouvidos as letras que formam os sentidos… desenhar, por fim, já por sobre o esboço da obra final de quem no auge do encontro sente-se sonho sabendo ser real… pairar na tela do teu corpo e desenhar as cores do amor que num todo se move completo no ser que temos por modelo… e sendo-o, tê-lo, possuí-lo e transformar a obra num plano final que dá ao desenho o toque especial como que uma assinatura sobre a obra acabada… depois, ficar a mirar tudo o que havia sido feito para ter ali, na minha frente, a concretização do sonho e saber que todas as palavras ditas ou as desenhadas ou as escritas houveram sido assimiladas, saboreadas e entendidas como brotadas de dentro do meu ser… gosto de desenhar sim, no teu corpo, o meu eu e no fim ao olhar a tela preenchida em ti soubesse ali ter tudo o que havias querido da presença do meu amor…”

09/03/2009 Posted by | amor | 1 Comentário

Porque te amo?

“…amo-te porque te amo… porque me sinto bem quanto te olho… quanto te toco… quando te beijo… quando sinto a tua pele perfumada junto da minha… quando te vejo sorrir para mim… quando ouço a tua voz… quando te ris… quando me tocas, me acaricias e me fazes sentir homem… amo-te quando me dizes que também me amas, quando me dizes gostar de mim, quando me olhas e vejo no teu olhar a tua alma e o reflexo da minha… quando sabemos que nada mais no mundo nos importa… quando sentimos que tudo o que gira à nossa volta está parado e somos o centro de tudo… amo-te quando te digo que te amo, quando te sussurro palavras ternas, quando ouço as que me dizes… amo-te quando me dás um mimo, um sabor, o roçar ao de leve ou mesmo forte… amo-te porque te amo… porque te sinto bem quando me olhas… quando me tocas… quando me beijas… quando sinto que sentes a minha pele… quando te sorrio… quando ouves a minha voz… quando me rio… quando te toco, quando te acaricio e te faço sentir voar… amo-te quando estou aqui ou aí… amo-te mesmo quando não estamos ou não somos… amo-te porque sei que te amo, porque sinto que te amo, porque vivo esse amor duma forma terna, doce, suave e pura mesmo quando os corpos se entrelaçam e vibram em loucura… amo-te assim, tão simples…tão tudo em ti e em mim…”

06/03/2009 Posted by | amor | 2 comentários

>Porque te amo?

>“…amo-te porque te amo… porque me sinto bem quanto te olho… quanto te toco… quando te beijo… quando sinto a tua pele perfumada junto da minha… quando te vejo sorrir para mim… quando ouço a tua voz… quando te ris… quando me tocas, me acaricias e me fazes sentir homem… amo-te quando me dizes que também me amas, quando me dizes gostar de mim, quando me olhas e vejo no teu olhar a tua alma e o reflexo da minha… quando sabemos que nada mais no mundo nos importa… quando sentimos que tudo o que gira à nossa volta está parado e somos o centro de tudo… amo-te quando te digo que te amo, quando te sussurro palavras ternas, quando ouço as que me dizes… amo-te quando me dás um mimo, um sabor, o roçar ao de leve ou mesmo forte… amo-te porque te amo… porque te sinto bem quando me olhas… quando me tocas… quando me beijas… quando sinto que sentes a minha pele… quando te sorrio… quando ouves a minha voz… quando me rio… quando te toco, quando te acaricio e te faço sentir voar… amo-te quando estou aqui ou aí… amo-te mesmo quando não estamos ou não somos… amo-te porque sei que te amo, porque sinto que te amo, porque vivo esse amor duma forma terna, doce, suave e pura mesmo quando os corpos se entrelaçam e vibram em loucura… amo-te assim, tão simples…tão tudo em ti e em mim…”

06/03/2009 Posted by | amor | 2 comentários

agarrar o tempo

“…e os dias escorrem por entre os meus dedos e não os consigo agarrar… e as horas se esvaem em momentos de saudade e de desejos de presença… e os minutos contam quando se pensa no que queremos que seja e sentimos não poder ser… até que surge o momento em que o encontro se apraz nele mesmo e nos delicia com todos os segundos que o toque nos propicia… e os dias que escorrem pelos dedos deixam de existir e a paz volta a fazer-nos sorrir… e o ciclo continua numa luta de vontades e de saudades… as idas e as vindas e o abraço da chegada e o abraço da partida… ambos transmitem o mesmo mas com sentido diferente… ambos são enlaces mas um traz o sorriso e o outro leva a lágrima… até que nova vinda que nos anima surja após os dias que escorrem pelos meus dedos… e, nessa altura, desaparecem todos os medos e fica apenas a troca dos segredos que guardados foram nos momentos que escorreram pelos dedos… e esses breves dias que tão rápidos passam por nós, trazem-nos os sorrisos, os beijos, os abraços e sabemos que não estamos sós… temo-nos um ao outro, por tempo que sabemos ser pouco mas que vale pela ânsia daqueles que nos escorrem pelos dedos… e o beijo sela a doçura do tempo em que a dor perdura na esperança que depressa passe a amargura dos dias que nos escorrem pelos dedos e não os conseguimos segurar… sabemos apenas que, pelo menos, amar a cada segundo que passa é uma bênção que fica cá dentro e não foge como o tempo que gostaríamos de prender… mas a dor da ausência ajuda-nos a vencer…”

31/10/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>agarrar o tempo

>“…e os dias escorrem por entre os meus dedos e não os consigo agarrar… e as horas se esvaem em momentos de saudade e de desejos de presença… e os minutos contam quando se pensa no que queremos que seja e sentimos não poder ser… até que surge o momento em que o encontro se apraz nele mesmo e nos delicia com todos os segundos que o toque nos propicia… e os dias que escorrem pelos dedos deixam de existir e a paz volta a fazer-nos sorrir… e o ciclo continua numa luta de vontades e de saudades… as idas e as vindas e o abraço da chegada e o abraço da partida… ambos transmitem o mesmo mas com sentido diferente… ambos são enlaces mas um traz o sorriso e o outro leva a lágrima… até que nova vinda que nos anima surja após os dias que escorrem pelos meus dedos… e, nessa altura, desaparecem todos os medos e fica apenas a troca dos segredos que guardados foram nos momentos que escorreram pelos dedos… e esses breves dias que tão rápidos passam por nós, trazem-nos os sorrisos, os beijos, os abraços e sabemos que não estamos sós… temo-nos um ao outro, por tempo que sabemos ser pouco mas que vale pela ânsia daqueles que nos escorrem pelos dedos… e o beijo sela a doçura do tempo em que a dor perdura na esperança que depressa passe a amargura dos dias que nos escorrem pelos dedos e não os conseguimos segurar… sabemos apenas que, pelo menos, amar a cada segundo que passa é uma bênção que fica cá dentro e não foge como o tempo que gostaríamos de prender… mas a dor da ausência ajuda-nos a vencer…”

31/10/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

ventre

“…no meu ventre não escondo nada
…nem a noite nem a madrugada
…no meu ventre guardo a mágoa
…deste meu peito raso de água
…no meu ventre explode o amor
…que solto ao vento se esvai
…e em pélagos de sangue
…no teu rosto ele cai
…no meu ventre explode o amor
…sentido, dorido, sofrido
…amor passado, presente e futuro
…no meu ventre escondo tudo
…com o meu ventre expludo
…em míriades de estrelas
…que vagueando pelos céus
…enchem os lindos olhos teus
…no meu ventre escondo as palavras
…do meu ventre dou à luz as palavras
…do meu ventre
…de bem dentro de mim
…me entrego a ti completo…”

23/10/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>ventre

>

“…no meu ventre não escondo nada
…nem a noite nem a madrugada
…no meu ventre guardo a mágoa
…deste meu peito raso de água
…no meu ventre explode o amor
…que solto ao vento se esvai
…e em pélagos de sangue
…no teu rosto ele cai
…no meu ventre explode o amor
…sentido, dorido, sofrido
…amor passado, presente e futuro
…no meu ventre escondo tudo
…com o meu ventre expludo
…em míriades de estrelas
…que vagueando pelos céus
…enchem os lindos olhos teus
…no meu ventre escondo as palavras
…do meu ventre dou à luz as palavras
…do meu ventre
…de bem dentro de mim
…me entrego a ti completo…”

23/10/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

encontro

“…trazias o perfume de uma flor e o sabor de uma iguaria… trazias tudo o que eu desejava, o que eu queria… trazias contigo a doçura do teu olhar e a leveza do teu toque para o meu corpo amaciar… trazias o sol e o brilho das estrelas… trazias o sorriso estampado na pele e o cheiro da maresia quando se espalha na areia… trazias tudo o que um homem anseia… trazias o amor dentro de ti, o amor que se dá e não se regateia, o amor que sempre perdura mesmo quando partes… trazias a esperança no rosto e os lábios entreabertos prontos para o beijo, para o doce toque em que todos os sabores se transformam em mel… de braços abertos meu ser te aguardava, ansioso… certo da tua vinda, da tua chegada… e o abraço se deu num enlaçar de paz e de ternura… e todo o ser se deu e se recebeu e as mãos se entrelaçaram… e num serpentear de passos arrastados porque leves, os caminhos nos levaram… e o sabor a tudo num leito se aconchegou… e o amor que veio e o amor que esperou, por ali, naqueles instantes infinitos, se quedou e a si mesmos se entregaram na paz que só os que amam sabem sentir…”

03/09/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>encontro

>“…trazias o perfume de uma flor e o sabor de uma iguaria… trazias tudo o que eu desejava, o que eu queria… trazias contigo a doçura do teu olhar e a leveza do teu toque para o meu corpo amaciar… trazias o sol e o brilho das estrelas… trazias o sorriso estampado na pele e o cheiro da maresia quando se espalha na areia… trazias tudo o que um homem anseia… trazias o amor dentro de ti, o amor que se dá e não se regateia, o amor que sempre perdura mesmo quando partes… trazias a esperança no rosto e os lábios entreabertos prontos para o beijo, para o doce toque em que todos os sabores se transformam em mel… de braços abertos meu ser te aguardava, ansioso… certo da tua vinda, da tua chegada… e o abraço se deu num enlaçar de paz e de ternura… e todo o ser se deu e se recebeu e as mãos se entrelaçaram… e num serpentear de passos arrastados porque leves, os caminhos nos levaram… e o sabor a tudo num leito se aconchegou… e o amor que veio e o amor que esperou, por ali, naqueles instantes infinitos, se quedou e a si mesmos se entregaram na paz que só os que amam sabem sentir…”

03/09/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

movimento

“… terminaram as palavras… as letras deixaram de existir… as frases já não podem ser formuladas e a comunicação escrita ou oral findou… o Homem deixou de poder dizer um simples vocábulo e nem um só ditongo se consegue escrever ou articular… mas a sua necessidade de gritar leva-o a inventar novas formas de comunicar… passa a usar o seu corpo para insinuar as sílabas e começar a juntar os elementos que formam a ideia, a imagem ou apenas o sentido… o seu corpo passa a ser a caneta ou a corda vocal… e as mãos tocam ali, acolá ou aqui… movem-se no espaço e sentem que do outro lado existem outras mãos que fazem o mesmo… e todos começam a gesticular… e do gesto, passam ao encontro, ao toque mútuo, ao abraço, ao enlace, à carícia, ao beijo, à ternura, a todo o género de acto que defina um desejo de comunicar, de dizer: estou aqui, estás aí, podemos falar?… então trocam-se os toques e todos se movem no mesmo sentido… no Mundo existe o silêncio mas passou a existir o abraço… algo que o Homem já havia esquecido há muito… e apesar de o riso não ser articulado, existe o sorriso… e apesar do grito se ter silenciado a lágrima pode escorrer pela face e dessa forma se diz o que se passa, o que se sente, o que se deseja, o que se vê e o que se quer que seja entendido… o Homem calou a voz mas não consegue deixar de comunicar… e o seu corpo passa a ser o elemento base dessa acção… e, dessa forma, mesmo não podendo dizer que se ama, pode-se dizer o mesmo num sorriso, num beijo, num toque, num abraço, num desejo… e o Amor, por mais que o Homem possa perder as suas faculdades, jamais morrerá… e Amar, continuará a ser o único caminho!…”

29/07/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>movimento

>“… terminaram as palavras… as letras deixaram de existir… as frases já não podem ser formuladas e a comunicação escrita ou oral findou… o Homem deixou de poder dizer um simples vocábulo e nem um só ditongo se consegue escrever ou articular… mas a sua necessidade de gritar leva-o a inventar novas formas de comunicar… passa a usar o seu corpo para insinuar as sílabas e começar a juntar os elementos que formam a ideia, a imagem ou apenas o sentido… o seu corpo passa a ser a caneta ou a corda vocal… e as mãos tocam ali, acolá ou aqui… movem-se no espaço e sentem que do outro lado existem outras mãos que fazem o mesmo… e todos começam a gesticular… e do gesto, passam ao encontro, ao toque mútuo, ao abraço, ao enlace, à carícia, ao beijo, à ternura, a todo o género de acto que defina um desejo de comunicar, de dizer: estou aqui, estás aí, podemos falar?… então trocam-se os toques e todos se movem no mesmo sentido… no Mundo existe o silêncio mas passou a existir o abraço… algo que o Homem já havia esquecido há muito… e apesar de o riso não ser articulado, existe o sorriso… e apesar do grito se ter silenciado a lágrima pode escorrer pela face e dessa forma se diz o que se passa, o que se sente, o que se deseja, o que se vê e o que se quer que seja entendido… o Homem calou a voz mas não consegue deixar de comunicar… e o seu corpo passa a ser o elemento base dessa acção… e, dessa forma, mesmo não podendo dizer que se ama, pode-se dizer o mesmo num sorriso, num beijo, num toque, num abraço, num desejo… e o Amor, por mais que o Homem possa perder as suas faculdades, jamais morrerá… e Amar, continuará a ser o único caminho!…”

29/07/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

correntes

“… a vida tem correntes que nos prendem e não nos deixam vaguear… são as correntes de ferro forjadas nas condições dos agravos que ela, a vida, nos abala… a vida tem correntes que nos levam em várias direcções como as vagas de um mar encapelado ou de um rio em tormenta… são as correntes invisiveis que nos empurram para a frente… a vida tem correntes sem correntes que nos fazem estagnar… são como os lagos mansos em que nem uma folha se move e assim, presa, depressa esmorece e morre… a vida tem tudo o que podemos desejar e tudo o que não queremos e temos de aceitar… a vida é bela e doutras vezes, do outro lado dela, a vida é como o fel em que o sabor doce do mel não existe e não se deixa provar por sedentas línguas de tanta e tanta gente neste longo mar a esbracejar… porém, a vida é uma realidade que nos faz aqui estar… ela nos empurra, ela nos prende, ela nos sujeita às mais diversas e caprichosas vontades de um poder mais forte que a nossa própria força… a chamada Lei da Atracção faz com que se consiga moldar a vida à nossa maneira, só que essa mesma Lei funciona para todos e se eu atraio para aqui haverá o meu oposto que atrairá para ali… vencerá algum ou perderemos os dois?… só a vida o saberá quando dermos pelo lado em que nos encontrarmos em determinado momento… porém, nada nos impede de continuar a perseguir sempre o mesmo caminho e, como tenho dito sempre e por, talvez, demasiadas vezes, vezes a mais, amar é o caminho e não interessa qual o caminho, interessa isso sim, caminhar… mesmo que as correntes nos prendam ou nos empurrem, forcemos os elementos que nos cercam e caminhemos em frente com a firme certeza que o amor está lá, lá bem ao fundo, em algum lugar à nossa espera… não desesperemos… avancemos com redobrada força… tenhamos confiança… acreditemos que amamos, que somos fiéis e que somos verdadeiros, no mínimo com nós mesmos… viva-se o momento, momento a momento apenas com um único intento: chegar lá, chegar aos braços do ser que amamos, do ser que desejamos alcançar, mantê-lo ao nosso lado, abraçar, beijar, sentir, viver, enfim, numa palavra, amar…”

07/07/2008 Posted by | amor | 1 Comentário

>correntes

>“… a vida tem correntes que nos prendem e não nos deixam vaguear… são as correntes de ferro forjadas nas condições dos agravos que ela, a vida, nos abala… a vida tem correntes que nos levam em várias direcções como as vagas de um mar encapelado ou de um rio em tormenta… são as correntes invisiveis que nos empurram para a frente… a vida tem correntes sem correntes que nos fazem estagnar… são como os lagos mansos em que nem uma folha se move e assim, presa, depressa esmorece e morre… a vida tem tudo o que podemos desejar e tudo o que não queremos e temos de aceitar… a vida é bela e doutras vezes, do outro lado dela, a vida é como o fel em que o sabor doce do mel não existe e não se deixa provar por sedentas línguas de tanta e tanta gente neste longo mar a esbracejar… porém, a vida é uma realidade que nos faz aqui estar… ela nos empurra, ela nos prende, ela nos sujeita às mais diversas e caprichosas vontades de um poder mais forte que a nossa própria força… a chamada Lei da Atracção faz com que se consiga moldar a vida à nossa maneira, só que essa mesma Lei funciona para todos e se eu atraio para aqui haverá o meu oposto que atrairá para ali… vencerá algum ou perderemos os dois?… só a vida o saberá quando dermos pelo lado em que nos encontrarmos em determinado momento… porém, nada nos impede de continuar a perseguir sempre o mesmo caminho e, como tenho dito sempre e por, talvez, demasiadas vezes, vezes a mais, amar é o caminho e não interessa qual o caminho, interessa isso sim, caminhar… mesmo que as correntes nos prendam ou nos empurrem, forcemos os elementos que nos cercam e caminhemos em frente com a firme certeza que o amor está lá, lá bem ao fundo, em algum lugar à nossa espera… não desesperemos… avancemos com redobrada força… tenhamos confiança… acreditemos que amamos, que somos fiéis e que somos verdadeiros, no mínimo com nós mesmos… viva-se o momento, momento a momento apenas com um único intento: chegar lá, chegar aos braços do ser que amamos, do ser que desejamos alcançar, mantê-lo ao nosso lado, abraçar, beijar, sentir, viver, enfim, numa palavra, amar…”

07/07/2008 Posted by | amor | 1 Comentário

>Presenças

>“… as presenças são o tudo que se deseja vivenciar… entregamo-nos ao olhar, ao toque, ao sabor, à doce noção de que estamos exactamente onde e como o havíamos desejado… as presenças são o terminar da ânsia e o início da suave cedência à ternura e ao começo da tão almejada aventura… as presenças são o tudo por que lutámos na véspera e na antevéspera e nos dias que as antecederam… não sabemos, à vezes, quantas vésperas esperamos até ao dia chegar… umas vezes, o tempo passa mais depressa, outras vezes, ainda que demore o mesmo, tendem a passar mais depressa porque a ânsia o empurra e o dia de amanhã torna-se o hoje futuro do dia de ontem que se houvera esperado… mas, passe o tempo que passar, as presenças que se tornam presença, esquecem a ausência e se transforma na entrega que se aguardou… e a presença vive das presenças que as ausências não deixam viver… e a entrega flui e o mel barra o pão doce do corpo que o forma ora em suaves sabores, ora em orgias de paladares que se confundem por tão diversos e contínuos em que se tornam… e as presenças amornam então em carícias que só mesmo as presenças permitem… mas o tempo voa e desaparece porque enquanto presentes não damos por ele passar… e, de repente, sem darmos por isso, a ausência se torna de novo presente na presença das presenças e deixa que estas esvaziem os corações numa dor surda e desmedida porque sabedores da partida… e as partidas aparecem de repente e as mãos tentam segurar o tempo que resta mas a força da partida depressa faz deslizar os dedos pelos dedos até ficarem no toque das pontas uns dos outros… fica também o beijo doce da despedida e o doce olhar, ainda que triste, da partida… mas breve, o sorriso de novo surgirá porque rápido uma nova presença virá e o ciclo se fecha num círculo de desejo até que uma nova presença se transforme ela só no mais terno e sedento beijo…”

30/06/2008 Posted by | amor | 2 comentários

Presenças

“… as presenças são o tudo que se deseja vivenciar… entregamo-nos ao olhar, ao toque, ao sabor, à doce noção de que estamos exactamente onde e como o havíamos desejado… as presenças são o terminar da ânsia e o início da suave cedência à ternura e ao começo da tão almejada aventura… as presenças são o tudo por que lutámos na véspera e na antevéspera e nos dias que as antecederam… não sabemos, à vezes, quantas vésperas esperamos até ao dia chegar… umas vezes, o tempo passa mais depressa, outras vezes, ainda que demore o mesmo, tendem a passar mais depressa porque a ânsia o empurra e o dia de amanhã torna-se o hoje futuro do dia de ontem que se houvera esperado… mas, passe o tempo que passar, as presenças que se tornam presença, esquecem a ausência e se transforma na entrega que se aguardou… e a presença vive das presenças que as ausências não deixam viver… e a entrega flui e o mel barra o pão doce do corpo que o forma ora em suaves sabores, ora em orgias de paladares que se confundem por tão diversos e contínuos em que se tornam… e as presenças amornam então em carícias que só mesmo as presenças permitem… mas o tempo voa e desaparece porque enquanto presentes não damos por ele passar… e, de repente, sem darmos por isso, a ausência se torna de novo presente na presença das presenças e deixa que estas esvaziem os corações numa dor surda e desmedida porque sabedores da partida… e as partidas aparecem de repente e as mãos tentam segurar o tempo que resta mas a força da partida depressa faz deslizar os dedos pelos dedos até ficarem no toque das pontas uns dos outros… fica também o beijo doce da despedida e o doce olhar, ainda que triste, da partida… mas breve, o sorriso de novo surgirá porque rápido uma nova presença virá e o ciclo se fecha num círculo de desejo até que uma nova presença se transforme ela só no mais terno e sedento beijo…”

30/06/2008 Posted by | amor | 2 comentários

>Amor

>“… nunca te falei de amor… tenho falado imenso sobre como amar ou sobre o que é amar ou sobre a diferença entre o amar e o gostar… tenho falado muito sobre como é que sabemos quando estamos a amar, quando sabemos o que é amar… como é amar, porque amar é o único caminho… mas nunca te falei de amor… nunca te falei desse sentimento lindo que me envolve numa capa protectora e me faz sentir feliz e bem disposto… nunca te falei desse sentimento tão nobre e tão belo que nos faz sentir o principe dos contos de fadas… nunca te falei de amor apesar de já ter falado tanto de como amar-te… é fácil amar-te… é bom amar-te… é tão doce saber que te amo, que te estou amar como é doce saber que me amas, que me estás a amar… é tão simples e tão perene o saber que amamos, que nos amamos, que somos um só apesar de formados por dois seres distintos… é tão bom amar-te… tão simples amar-te… tão doce saber-me amado… pois, mas nunca te falei de amor… do que é o amor, de que é que ele é feito e do que é que ele nos faz… como tenho dito, quando falo de amar, amar é sofrer, por isso e em primeiro de tudo, o amor é dor… é uma dor que nos preenche o peito e se alastra pela alma adentro como se de uma doença se tratasse… depois, não tem cura e a febre sobe e o amor recrudesce e enobrece quem ama… o amor é o fruto do acto de estarmos a amar… por isso, o amor dói… é como se fosse um parto com dor, quando se ama… do acto de amar nasce o amor e desse nascer, dessa alvorada de luz, a dor povoa-nos e cerca-nos para o resto das nossas vidas… amar é tão simples, tão fácil, tão bom, tão doce… é apenas doarmo-nos ao outro numa entrega total e sem esperar nada no retorno… daí que seja fácil pois dar é apenas uma acção… o amor é o que nasce, o que vem, o que surge dessa acção, dessa atitude de dádiva… e, por isso, dessa dacção, dessa entrega, algo sai de nós, algo se desprende de nós e é esse algo que transforma o acto de amar numa dor profunda, numa dor quente, numa dor sem dor mas que dói… e é nessa dor que sentimos que se ama, é no sentir dessa dor que sabemos que estamos a amar e a sermos amados… é nessa dor que se nos revelamos um ao outro com a fusão de dois seres num só… e nessa fusão, o amor é… e ele só o é, ele só existe, ele só é real se nos fizer doer… e quão purificadora é essa dor, quão sereno é esse sofrer, esse acto de querer, esse acto de receber já que amar é dar, o amor é o que se recebe e nesse saber que temos algo que nos é dado pelo outro, sabemos porque a dor, a partir daí, se instala, vibra, arrepanha, angustia, inebria também, anestesia-nos e a dor se transforma, por aceitação, na mais doce forma de amarmos… se não sentires que te dói então é porque não amas… bendita, pois, a dor que me invade, que me transcende e me faz saber o quanto te amo!…”

22/06/2008 Posted by | amor | 1 Comentário

Amor

“… nunca te falei de amor… tenho falado imenso sobre como amar ou sobre o que é amar ou sobre a diferença entre o amar e o gostar… tenho falado muito sobre como é que sabemos quando estamos a amar, quando sabemos o que é amar… como é amar, porque amar é o único caminho… mas nunca te falei de amor… nunca te falei desse sentimento lindo que me envolve numa capa protectora e me faz sentir feliz e bem disposto… nunca te falei desse sentimento tão nobre e tão belo que nos faz sentir o principe dos contos de fadas… nunca te falei de amor apesar de já ter falado tanto de como amar-te… é fácil amar-te… é bom amar-te… é tão doce saber que te amo, que te estou amar como é doce saber que me amas, que me estás a amar… é tão simples e tão perene o saber que amamos, que nos amamos, que somos um só apesar de formados por dois seres distintos… é tão bom amar-te… tão simples amar-te… tão doce saber-me amado… pois, mas nunca te falei de amor… do que é o amor, de que é que ele é feito e do que é que ele nos faz… como tenho dito, quando falo de amar, amar é sofrer, por isso e em primeiro de tudo, o amor é dor… é uma dor que nos preenche o peito e se alastra pela alma adentro como se de uma doença se tratasse… depois, não tem cura e a febre sobe e o amor recrudesce e enobrece quem ama… o amor é o fruto do acto de estarmos a amar… por isso, o amor dói… é como se fosse um parto com dor, quando se ama… do acto de amar nasce o amor e desse nascer, dessa alvorada de luz, a dor povoa-nos e cerca-nos para o resto das nossas vidas… amar é tão simples, tão fácil, tão bom, tão doce… é apenas doarmo-nos ao outro numa entrega total e sem esperar nada no retorno… daí que seja fácil pois dar é apenas uma acção… o amor é o que nasce, o que vem, o que surge dessa acção, dessa atitude de dádiva… e, por isso, dessa dacção, dessa entrega, algo sai de nós, algo se desprende de nós e é esse algo que transforma o acto de amar numa dor profunda, numa dor quente, numa dor sem dor mas que dói… e é nessa dor que sentimos que se ama, é no sentir dessa dor que sabemos que estamos a amar e a sermos amados… é nessa dor que se nos revelamos um ao outro com a fusão de dois seres num só… e nessa fusão, o amor é… e ele só o é, ele só existe, ele só é real se nos fizer doer… e quão purificadora é essa dor, quão sereno é esse sofrer, esse acto de querer, esse acto de receber já que amar é dar, o amor é o que se recebe e nesse saber que temos algo que nos é dado pelo outro, sabemos porque a dor, a partir daí, se instala, vibra, arrepanha, angustia, inebria também, anestesia-nos e a dor se transforma, por aceitação, na mais doce forma de amarmos… se não sentires que te dói então é porque não amas… bendita, pois, a dor que me invade, que me transcende e me faz saber o quanto te amo!…”

22/06/2008 Posted by | amor | 1 Comentário

>pedir

>“… pedi para ver o invisível e deram-me a cegueira… pedi para ouvir o inaudível e obtive o silêncio… pedi para tactear o nada e consegui o caos do tudo… pedi sempre o que quer que fosse que me viesse à ideia e o retorno era sempre o oposto… a conclusão óbvia era não pedir ou então pedir apenas o real, o vivo, o palpável, o som, a luz, a beleza… nunca tive a certeza se terá sido a melhor opção… mas a verdade é que a partir do momento em que pedi apenas o viável, as coisas se tornavam passíveis de obtenção… pedi amor e tive-te… pedi um beijo e saboreei-te os lábios… pedi um abraço e amornei meu corpo na tua sedosa pele… pedi um toque e tive-te completa… pedi um olhar e consegui a imagem real… pedi um som e ouvi tua voz num doce dizer que me amas… pedi-te presente e tenho-te em mim por completo… pedi uma ternura e senti amor… pedi apenas o que podia obter e nada me foi por ti negado… senti-me preenchido pelas mais pequeninas coisas que de tão pequeninas se tornam no todo tão desejado… pedi para te amar e senti-me amado… que mais te posso eu pedir que já não me tenhas dado?…”

13/06/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

pedir

“… pedi para ver o invisível e deram-me a cegueira… pedi para ouvir o inaudível e obtive o silêncio… pedi para tactear o nada e consegui o caos do tudo… pedi sempre o que quer que fosse que me viesse à ideia e o retorno era sempre o oposto… a conclusão óbvia era não pedir ou então pedir apenas o real, o vivo, o palpável, o som, a luz, a beleza… nunca tive a certeza se terá sido a melhor opção… mas a verdade é que a partir do momento em que pedi apenas o viável, as coisas se tornavam passíveis de obtenção… pedi amor e tive-te… pedi um beijo e saboreei-te os lábios… pedi um abraço e amornei meu corpo na tua sedosa pele… pedi um toque e tive-te completa… pedi um olhar e consegui a imagem real… pedi um som e ouvi tua voz num doce dizer que me amas… pedi-te presente e tenho-te em mim por completo… pedi uma ternura e senti amor… pedi apenas o que podia obter e nada me foi por ti negado… senti-me preenchido pelas mais pequeninas coisas que de tão pequeninas se tornam no todo tão desejado… pedi para te amar e senti-me amado… que mais te posso eu pedir que já não me tenhas dado?…”

13/06/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>deixem-me ser um poema

>“…deixem-me ser um poema!… deixem-me ser todo eu um livro… queria ser todo eu algo escrito, algo para dizer ou ser dito!… queria ser todo eu um poema para num livro à tua cabeceira pousar, sentir-me ser lido e nas tuas mãos versejar… deixem-me ser um poema!… se o livro que desejo ser, em livro um dia se tornar, que seja o livro do livro lido por todos os que precisam de amar… sou assim, o poema desta manhã, as palavras desta tarde e os sons desta noite… sou a manhã deste poema e a tarde destas mesmas palavras, a noite dos sons do fogo que arde… sinto assim a sua fragrância, numa ânsia de palavra dita ou mesmo de palavra escrita… sinto o odor do poema versejado, ouvido, relido, mirado, querido ou até mesmo odiado… sinto o cheiro da palavra que escrevo ou da palavra que leio… sinto o poema dentro de mim com a manhã a nascer em ti ouvindo a tarde adormecer na noite do teu sonho de prazer… sinto-me poema… sinto-me verso… sinto-me palavra… sinto-me viver… deixa-me ouvir… deixa-me ler, porque não quero sentir a dureza do insulto que o silêncio em mim provoca… não quero ouvir os gritos lancinantes dum silêncio que tanto me choca… quero ouvir as palavras ditas… quero ler as palavras escritas… quero ouvir os sons que elas me trazem… quero ler as tonalidades que elas fazem… quero sentir o impacto do dito… quero sentir o embate do grito… não quero ler a palavra não escrita… não quero ouvir o silêncio do livro vazio… não quero escutar o silêncio do dito não dito… quero sentir a pureza da voz que a palavra escrita me traz… quero sentir o estrondo do grito que a palavra dita me faz… quero sentir que és… quero sentir que estás… quero sentir as palavras e quero os livros com elas gravadas!… deixem-me ser um poema!… escrevo assim o poema desta manhã com as palavras da tua tarde e os sons da nossa noite e, se a noite chegar, sem que a manhã tenha surgido, não tenhas receio, não tenhas medo, porque mesmo assim eu te leio…”

14/05/2008 Posted by | amor | 3 comentários

deixem-me ser um poema

“…deixem-me ser um poema!… deixem-me ser todo eu um livro… queria ser todo eu algo escrito, algo para dizer ou ser dito!… queria ser todo eu um poema para num livro à tua cabeceira pousar, sentir-me ser lido e nas tuas mãos versejar… deixem-me ser um poema!… se o livro que desejo ser, em livro um dia se tornar, que seja o livro do livro lido por todos os que precisam de amar… sou assim, o poema desta manhã, as palavras desta tarde e os sons desta noite… sou a manhã deste poema e a tarde destas mesmas palavras, a noite dos sons do fogo que arde… sinto assim a sua fragrância, numa ânsia de palavra dita ou mesmo de palavra escrita… sinto o odor do poema versejado, ouvido, relido, mirado, querido ou até mesmo odiado… sinto o cheiro da palavra que escrevo ou da palavra que leio… sinto o poema dentro de mim com a manhã a nascer em ti ouvindo a tarde adormecer na noite do teu sonho de prazer… sinto-me poema… sinto-me verso… sinto-me palavra… sinto-me viver… deixa-me ouvir… deixa-me ler, porque não quero sentir a dureza do insulto que o silêncio em mim provoca… não quero ouvir os gritos lancinantes dum silêncio que tanto me choca… quero ouvir as palavras ditas… quero ler as palavras escritas… quero ouvir os sons que elas me trazem… quero ler as tonalidades que elas fazem… quero sentir o impacto do dito… quero sentir o embate do grito… não quero ler a palavra não escrita… não quero ouvir o silêncio do livro vazio… não quero escutar o silêncio do dito não dito… quero sentir a pureza da voz que a palavra escrita me traz… quero sentir o estrondo do grito que a palavra dita me faz… quero sentir que és… quero sentir que estás… quero sentir as palavras e quero os livros com elas gravadas!… deixem-me ser um poema!… escrevo assim o poema desta manhã com as palavras da tua tarde e os sons da nossa noite e, se a noite chegar, sem que a manhã tenha surgido, não tenhas receio, não tenhas medo, porque mesmo assim eu te leio…”

14/05/2008 Posted by | amor | 3 comentários

>ternura

>

09/05/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

ternura

09/05/2008 Posted by | amor | Deixe um comentário

>poetas

>“…quis ser um poeta que tivesse asas… e poesia em cada voo… quis ser um poeta cujas palavras vos enchesse a casa… e que vos reencontrasse em cada dor… quis ser um poeta que fosse fogo e água e sol e terra… e que com todos esses elementos criasse um novo ser… mas há poetas que são simplesmente poetas… há poetas que ainda nem sabem que o são… há poetas… imensos… tentei um dia ser um desses poetas… e sei hoje que um poeta nunca morre… faz-se em vida mesmo na morte, soltam as asas e levam-vos o vento… protegem-vos e fazem-se ao caminho convosco… peregrinam em vós… que com ele caminhais… bebeis o sorriso dos poetas… vedes pelos seus olhos, e por detrás desses olhos, uma alma que brilha e ilumina cada recanto escuro da vossa própria alma… e é em dias de negro e frio que mais precisais dos poetas… porque eles são fonte, força e semente… um poeta nunca mente… ele, o poeta, é a vossa armadura, a vossa madrugada e o fim de tarde… a vossa lua nova ou lua cheia… são perenes todos os poetas… nascem e renascem… mesmo sem nunca morrerem… nada destrói um poeta, nem a voz nem o sentir… quis ser um desses poetas que tivesse asas e poesia em cada voo… podemos ser usados, abusados, até como lixo abandonados, enegrecidos e deturpados… simplesmente somos quem somos … podemos ser retalhados, citados e aviltados… podemos ser usados como arma de arremesso… podemos ser teorizados e complicados… podemos ser mistificados e cristalizados… podemos até servir de pasto em chamas inquisitoriais… não somos orações, nem homilias nem credos… e não nos deixamos cair… não somos ameaça do fim do mundo… não somos propriedade de ninguém… não somos espada nem guilhotina… não cabemos na pena nem no ódio de quem de nós se apropria… somos apenas poetas… somos simplesmente imensos… não cabemos em nenhuma semana nem em qualquer dia… somos de todos os tempos… não nos deixamos aprisionar por nenhuma alma negra… somos apenas asas… não somos anjos… somos apenas amor e amamos… e se agora sei, como tão bem sei, que as palavras vos podem fazem voar, que às vezes vos levam para lá do mar, em asas de vento, de dor e de amor… sei também, como sabem todos, que não há palavras nem versos, nem poesias que cheguem para transformar um poeta num anjo…”

27/04/2008 Posted by | amor | 3 comentários

poetas

“…quis ser um poeta que tivesse asas… e poesia em cada voo… quis ser um poeta cujas palavras vos enchesse a casa… e que vos reencontrasse em cada dor… quis ser um poeta que fosse fogo e água e sol e terra… e que com todos esses elementos criasse um novo ser… mas há poetas que são simplesmente poetas… há poetas que ainda nem sabem que o são… há poetas… imensos… tentei um dia ser um desses poetas… e sei hoje que um poeta nunca morre… faz-se em vida mesmo na morte, soltam as asas e levam-vos o vento… protegem-vos e fazem-se ao caminho convosco… peregrinam em vós… que com ele caminhais… bebeis o sorriso dos poetas… vedes pelos seus olhos, e por detrás desses olhos, uma alma que brilha e ilumina cada recanto escuro da vossa própria alma… e é em dias de negro e frio que mais precisais dos poetas… porque eles são fonte, força e semente… um poeta nunca mente… ele, o poeta, é a vossa armadura, a vossa madrugada e o fim de tarde… a vossa lua nova ou lua cheia… são perenes todos os poetas… nascem e renascem… mesmo sem nunca morrerem… nada destrói um poeta, nem a voz nem o sentir… quis ser um desses poetas que tivesse asas e poesia em cada voo… podemos ser usados, abusados, até como lixo abandonados, enegrecidos e deturpados… simplesmente somos quem somos … podemos ser retalhados, citados e aviltados… podemos ser usados como arma de arremesso… podemos ser teorizados e complicados… podemos ser mistificados e cristalizados… podemos até servir de pasto em chamas inquisitoriais… não somos orações, nem homilias nem credos… e não nos deixamos cair… não somos ameaça do fim do mundo… não somos propriedade de ninguém… não somos espada nem guilhotina… não cabemos na pena nem no ódio de quem de nós se apropria… somos apenas poetas… somos simplesmente imensos… não cabemos em nenhuma semana nem em qualquer dia… somos de todos os tempos… não nos deixamos aprisionar por nenhuma alma negra… somos apenas asas… não somos anjos… somos apenas amor e amamos… e se agora sei, como tão bem sei, que as palavras vos podem fazem voar, que às vezes vos levam para lá do mar, em asas de vento, de dor e de amor… sei também, como sabem todos, que não há palavras nem versos, nem poesias que cheguem para transformar um poeta num anjo…”

27/04/2008 Posted by | amor | 3 comentários